Voltar
Notícias
14
nov
2012
(MANEJO)
Projeto Florestabilidade conscientiza comunidades para o manejo florestal
O Pará é o primeiro estado da Amazônia a implantar um projeto de educação que visa garantir a sustentabilidade das florestas para as gerações futuras. “Florestabilidade”, uma iniciativa da Fundação Roberto Marinho e do Fundo Vale, foi lançado nesta terça-feira (13), na Estação das Docas, em Belém. O lançamento contou com a presença do presidente da Fundação, José Roberto Marinho; do secretário Nilson Pinto, representando o governador do Pará, de educadores; estudantes; manejadores e parceiros.
O projeto tem o objetivo de despertar vocações para carreiras ligadas ao manejo florestal e oferecer recursos pedagógicos para professores e técnicos da extensão rural da Amazônia, promovendo um espaço maior de interatividade no campo. No lançamento, foi apresentado um vídeo apresentando o “Florestabilidade” e realizado um talk show com os integrantes do programa e a participação do ator global Sérgio Marone.
“Os jovens desde pequenos precisam se preparar para este desafio de serem os gestores de um país que tem uma enorme floresta. O Brasil tem cerca de 60% de sua cobertura territorial com florestas. E a gente precisa então prepará-los com essa metodologia”, explica Andrea Margit, gerente de Meio Ambiente da Fundação Roberto Marinho. “O paraense vai se reconhecer nessa série, nesse material educativo e tenho certeza que a gente vai conseguir ir muito longe, no início em 52 municípios do Pará”, afirma Andrea.
Alunos da rede pública estavam presentes no evento. A professora Zélia Borges Freitas veio de Marabá para participar do evento. A educadora, que trouxe os dois filhos pequenos para participar do lançamento, espera que o projeto seja uma solução para o problema que atinge sua cidade. “Nós temos uma preocupação muito grande. Nossa cidade tem muito lixo na margem dos rios, necessita de um trabalho de preservação”, conta a docente. O filho, Noé Luiz, de 10 anos, também sabe a importância de estar ali: “para que o futuro seja melhor”, disse o garoto.
A estudante Tainá Vilhena, de 10 anos, está na expectativa pelos conhecimentos que serão passados aos alunos das escolas públicas. “A gente vai aprender mais sobre as nossa floresta amazônica, sobre o nosso açaí. Muitas coisas do nosso dia a dia estão ligadas a Amazônia”, avalia a aluna.
Entre janeiro e março de 2013, serão formados mil professores vinculados à Secretaria de Estado de Educação do Pará. “É importante contribuir com a consciência ambiental desde cedo e a escola é o veículo. Por outro lado, a escola tem que procurar ações e estratégias para os alunos aprenderem algo concreto. O professor é o grande instrumento”, afirma o secretário de educação do estado, Cláudio Cavalcanti.
O maior parceiro do projeto é a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado (Emater). Cerca de 600 técnicos estarão envolvidos no projeto, contribuindo com os docentes em uma troca de experiências. O plano de manejo possibilita explorar a floresta sem devastá-la, o importante é manter a floresta em pé.
O engenheiro agrônomo Paulo Lobato, técnico da Emater, explica que a primeira etapa do projeto vai acontecer na região oeste do estado, abrangendo os municípios de Santarém, Itaituba e Altamira, onde se concentram as florestas nacionais e as maiores áreas de reserva florestal onde a Emater já possui alguns trabalhos voltados para manejo comunitário. “O projeto vai trabalhar a capacitação de técnicos e professores que vão trabalhar com o tema junto a agricultores e alunos. O material usado na capacitação e usado com os agricultores e alunos é o mesmo, não há diferença”, explica o agrônomo.
Segundo Paulo Lobato, na primeira etapa, que inicia ainda em novembro, serão realizadas palestras técnicas e visita em campo, além de ser implantada nas escolas e no campo a metodologia do projeto. “A ideia é levar a necessidade de estar remanejando áreas de floresta, no sentido de trazer renda para as famílias e preservar para as gerações futuras. Esse manejo não é só para a madeira, tem os produtos não madeireiros como semente, folhas, cipós, que podem ser trabalhados no manejo florestal”, afirma técnico.
“É um trabalho a longo prazo, essa primeira meta é capacitar. Daí em diante trabalhar as expectativas, estar levando as informações a campo para colocar em prática a metodologia. Vamos trabalhar a organização das comunidades com vista no manejo, despertar nas crianças, dentro de sala, o sentido da preservação”, conta ainda Paulo Lobato.
Durante oficinas, professores e extensionistas do estado vão simular a aplicação do conteúdo em escolas e comunidades. O projeto também chegará às escolas do Amazonas, Acre e Amapá.
Os recursos pedagógicos incluem 15 programas de televisão, 15 programas de rádio, dois livros para os mediadores (com conteúdo sobre manejo florestal e sugestões de planos de aula), o jogo Florestabilidade e um website interativo, que vai conectar os participantes do projeto com oportunidades de estudos e de trabalho em manejo florestal.
Para a extrativista Maria Margarida, da reserva Verde Para Sempre, de Porto de Moz, o “Florestabilidade” era o que estava faltando para incentivar e melhorar um projeto de vida na comunidade onde moram 152 pessoas e 48 famílias. “Agora a gente vê que o mundo todo ta interessado. É importante essa formação para que o jovem não deixe o campo para ir para acidade, o projeto traz inclusão, garante uma estabilidade”, conta Margarida.
O projeto tem o objetivo de despertar vocações para carreiras ligadas ao manejo florestal e oferecer recursos pedagógicos para professores e técnicos da extensão rural da Amazônia, promovendo um espaço maior de interatividade no campo. No lançamento, foi apresentado um vídeo apresentando o “Florestabilidade” e realizado um talk show com os integrantes do programa e a participação do ator global Sérgio Marone.
“Os jovens desde pequenos precisam se preparar para este desafio de serem os gestores de um país que tem uma enorme floresta. O Brasil tem cerca de 60% de sua cobertura territorial com florestas. E a gente precisa então prepará-los com essa metodologia”, explica Andrea Margit, gerente de Meio Ambiente da Fundação Roberto Marinho. “O paraense vai se reconhecer nessa série, nesse material educativo e tenho certeza que a gente vai conseguir ir muito longe, no início em 52 municípios do Pará”, afirma Andrea.
Alunos da rede pública estavam presentes no evento. A professora Zélia Borges Freitas veio de Marabá para participar do evento. A educadora, que trouxe os dois filhos pequenos para participar do lançamento, espera que o projeto seja uma solução para o problema que atinge sua cidade. “Nós temos uma preocupação muito grande. Nossa cidade tem muito lixo na margem dos rios, necessita de um trabalho de preservação”, conta a docente. O filho, Noé Luiz, de 10 anos, também sabe a importância de estar ali: “para que o futuro seja melhor”, disse o garoto.
A estudante Tainá Vilhena, de 10 anos, está na expectativa pelos conhecimentos que serão passados aos alunos das escolas públicas. “A gente vai aprender mais sobre as nossa floresta amazônica, sobre o nosso açaí. Muitas coisas do nosso dia a dia estão ligadas a Amazônia”, avalia a aluna.
Entre janeiro e março de 2013, serão formados mil professores vinculados à Secretaria de Estado de Educação do Pará. “É importante contribuir com a consciência ambiental desde cedo e a escola é o veículo. Por outro lado, a escola tem que procurar ações e estratégias para os alunos aprenderem algo concreto. O professor é o grande instrumento”, afirma o secretário de educação do estado, Cláudio Cavalcanti.
O maior parceiro do projeto é a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado (Emater). Cerca de 600 técnicos estarão envolvidos no projeto, contribuindo com os docentes em uma troca de experiências. O plano de manejo possibilita explorar a floresta sem devastá-la, o importante é manter a floresta em pé.
O engenheiro agrônomo Paulo Lobato, técnico da Emater, explica que a primeira etapa do projeto vai acontecer na região oeste do estado, abrangendo os municípios de Santarém, Itaituba e Altamira, onde se concentram as florestas nacionais e as maiores áreas de reserva florestal onde a Emater já possui alguns trabalhos voltados para manejo comunitário. “O projeto vai trabalhar a capacitação de técnicos e professores que vão trabalhar com o tema junto a agricultores e alunos. O material usado na capacitação e usado com os agricultores e alunos é o mesmo, não há diferença”, explica o agrônomo.
Segundo Paulo Lobato, na primeira etapa, que inicia ainda em novembro, serão realizadas palestras técnicas e visita em campo, além de ser implantada nas escolas e no campo a metodologia do projeto. “A ideia é levar a necessidade de estar remanejando áreas de floresta, no sentido de trazer renda para as famílias e preservar para as gerações futuras. Esse manejo não é só para a madeira, tem os produtos não madeireiros como semente, folhas, cipós, que podem ser trabalhados no manejo florestal”, afirma técnico.
“É um trabalho a longo prazo, essa primeira meta é capacitar. Daí em diante trabalhar as expectativas, estar levando as informações a campo para colocar em prática a metodologia. Vamos trabalhar a organização das comunidades com vista no manejo, despertar nas crianças, dentro de sala, o sentido da preservação”, conta ainda Paulo Lobato.
Durante oficinas, professores e extensionistas do estado vão simular a aplicação do conteúdo em escolas e comunidades. O projeto também chegará às escolas do Amazonas, Acre e Amapá.
Os recursos pedagógicos incluem 15 programas de televisão, 15 programas de rádio, dois livros para os mediadores (com conteúdo sobre manejo florestal e sugestões de planos de aula), o jogo Florestabilidade e um website interativo, que vai conectar os participantes do projeto com oportunidades de estudos e de trabalho em manejo florestal.
Para a extrativista Maria Margarida, da reserva Verde Para Sempre, de Porto de Moz, o “Florestabilidade” era o que estava faltando para incentivar e melhorar um projeto de vida na comunidade onde moram 152 pessoas e 48 famílias. “Agora a gente vê que o mundo todo ta interessado. É importante essa formação para que o jovem não deixe o campo para ir para acidade, o projeto traz inclusão, garante uma estabilidade”, conta Margarida.
Fonte: G1
Notícias em destaque
Silvicultura moderna conta com equipamentos de última geração
A evolução das máquinas florestais modernas está transformando completamente a indústria da silvicultura em...
(SILVICULTURA)
Novo prédio dos Bombeiros no Paraná será construído com sistema que pode reduzir em até 50 por cento o tempo da obra
O 5° Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) de Maringá, no Noroeste do Estado, vai passar por reforma e...
(CONSTRUÇÃO CIVIL)
Florestas plantadas respondem por 94 por cento da madeira para fins industriais e reduzem pressão sobre matas nativas
Você consome produtos de árvores todos os dias, que estão presentes nos papéis, nas embalagens, nos...
(GERAL)
Serviço Florestal Brasileiro realiza leilão da primeira concessão de restauração florestal do País; Re.green arremata lote
Certame na B3 marca a etapa inicial de projeto inédito que alia recuperação de 6.290 hectares, inclusão produtiva...
(GERAL)
SFB lança edital do X Prêmio em Economia e Mercado Florestal
O edital do X Prêmio Serviço Florestal Brasileiro em Estudos de Economia e Mercado Florestal foi publicado dia 23 e já...
(EVENTOS)
Pesquisa e educação se unem em oficina sobre florestas e sustentabilidade na Embrapa
Aprender sobre a natureza ganha um novo significado quando o cenário é o próprio universo da pesquisa florestal. Com esse...
(GERAL)













