Voltar
Notícias
13
nov
2012
(REFLORESTAMENTO)
Famílias investem no plantio de árvores de forma sustentável, em RO
Há cerca de quatro anos, quando já estava decidido a vender sua pequena propriedade e voltar para o Paraná, seu estado de origem, o pequeno produtor rural Elias Buch, de Candeias do Jamari, a 20 quilômetros de Porto Velho, resolveu investir em um novo tipo de negócio: o plantio de árvores para fim comercial. “É uma maneira de garantir minha aposentadoria, quem planta hoje anda de barco, mas daqui a 15 anos vai andar de navio”, projeta Elias. Inicialmente, Elias pensou em investir no plantio de castanheira, mas como a derrubada dessa espécie é ilegal, ele optou pela teca, árvore de origem asiática, cuja madeira é muito utilizada na construção naval.
De acordo com Buch, a teca é uma madeira bastante firme, de longa durabilidade e que não afunda com facilidade, por isso é muito usada na construção de embarcações, indústria automobilística e de calçados, além, ainda, do artesanato. “Além do mais, a teca é uma árvore onde tudo se aproveita, já há até pesquisas para a utilização das folhas para fabricação de couro vegetal”, relata Elias Buch, que de pequeno produtor, passou a ser empresário rural.
Após a finalização do projeto e escolha da espécie a ser plantada, Elias esbarrou na questão financeira e precisava encontrar um investidor, alguém que acreditasse na ideia, e levou pelo menos seis meses para encontrar um. Foi quando ele conheceu um empresário francês. “Ele estava no estado em busca de um Selo Verde para a sua marca, foi aí que apresentei o projeto e ele aprovou”, conta Buch.
Elias explica que o projeto funciona a seguinte forma: o investidor aplica mensalmente 50 euros por hectare plantado. Por sua vez, Elias é responsável pelo plantio, poda e toda manutenção necessária para o desenvolvimento da espécie e, a cada dois meses, envia um relatório detalhado com fotos ao investidor, para que ele possa acompanhar o trabalho. O metro cúbico de teca chega a custar US$ 450.
Na propriedade de Elias, em três anos de projeto, já são 15 mil árvores plantadas em 10 hectares de área desmatada. Ao final, o lucro obtido com a venda da madeira é dividido igualmente entre investidor e produtor.
O primeiro corte da madeira é feito entre oito e nove anos após o plantio, o segundo com 12 a 13 anos e assim sucessivamente. Em cada corte, 10% das árvores plantadas são retiradas. “Quanto mais velha a árvore, maior é o seu valor comercial”, explica Elias.
Enquanto isso, Elias segue com o cultivo de melancia e feijão, aproveitando o espaço entre as árvores. “As folhas da teca servem como adubo orgânico”, diz Elias, que, em parceria com outros produtores rurais, estuda a possibilidade de ampliar o cultivo, e colocar o abacaxi na lista.
Investimento familiar – Quem também aderiu a ideia do investimento a longo prazo foi uma família de Porto Velho. Além do retorno financeiro através do comércio da madeira, o intuito é também proteger a propriedade de 160 hectares de possíveis invasões. É o que explica o representante da família Cabral e responsável por gerir o projeto, Timóteo Cabral.
“Além do retorno financeiro, a teca protege a propriedade, funcionando como uma barreira natural contra invasores”, explica Cabral, completando que, além da espécie, na propriedade são cultivadas ainda arvores frutíferas e hortaliças para consumo próprio.
Cerca de 10 mil mudas de teca foram plantadas no entorno da propriedade, em 70 hectares de área desmatada. O investimento no plantio é feito por nove irmãos, e o lucro obtido com os cortes e comércio da madeira será dividido entre cada um.
Segundo Timóteo, a intenção é de que, futuramente, parte da propriedade torne-se um parque temático ecológico, agregado ao Parque Natural de Porto Velho, com o qual a área da família faz limite.
Elias Buch e Timóteo Cabral fazem parte do projeto de recuperação florestal chamado Curupira, que fornece madeira legal para o setor produtivo.
A alma do projeto, explica Leonardo Sobral, do Sindicato da Micro e Pequena Indústria (Simpi), é aproximar o investidor do pequeno produtor rural, que produz matéria prima de forma sustentável e legal.
Sobral explica que o projeto funciona da seguinte forma: o investidor financia o plantio e, mensalmente, repassa uma quantia fixa ao produtor. Em contrapartida, o produtor realiza a manutenção necessária para o desenvolvimento das espécies plantadas.
De acordo com Buch, a teca é uma madeira bastante firme, de longa durabilidade e que não afunda com facilidade, por isso é muito usada na construção de embarcações, indústria automobilística e de calçados, além, ainda, do artesanato. “Além do mais, a teca é uma árvore onde tudo se aproveita, já há até pesquisas para a utilização das folhas para fabricação de couro vegetal”, relata Elias Buch, que de pequeno produtor, passou a ser empresário rural.
Após a finalização do projeto e escolha da espécie a ser plantada, Elias esbarrou na questão financeira e precisava encontrar um investidor, alguém que acreditasse na ideia, e levou pelo menos seis meses para encontrar um. Foi quando ele conheceu um empresário francês. “Ele estava no estado em busca de um Selo Verde para a sua marca, foi aí que apresentei o projeto e ele aprovou”, conta Buch.
Elias explica que o projeto funciona a seguinte forma: o investidor aplica mensalmente 50 euros por hectare plantado. Por sua vez, Elias é responsável pelo plantio, poda e toda manutenção necessária para o desenvolvimento da espécie e, a cada dois meses, envia um relatório detalhado com fotos ao investidor, para que ele possa acompanhar o trabalho. O metro cúbico de teca chega a custar US$ 450.
Na propriedade de Elias, em três anos de projeto, já são 15 mil árvores plantadas em 10 hectares de área desmatada. Ao final, o lucro obtido com a venda da madeira é dividido igualmente entre investidor e produtor.
O primeiro corte da madeira é feito entre oito e nove anos após o plantio, o segundo com 12 a 13 anos e assim sucessivamente. Em cada corte, 10% das árvores plantadas são retiradas. “Quanto mais velha a árvore, maior é o seu valor comercial”, explica Elias.
Enquanto isso, Elias segue com o cultivo de melancia e feijão, aproveitando o espaço entre as árvores. “As folhas da teca servem como adubo orgânico”, diz Elias, que, em parceria com outros produtores rurais, estuda a possibilidade de ampliar o cultivo, e colocar o abacaxi na lista.
Investimento familiar – Quem também aderiu a ideia do investimento a longo prazo foi uma família de Porto Velho. Além do retorno financeiro através do comércio da madeira, o intuito é também proteger a propriedade de 160 hectares de possíveis invasões. É o que explica o representante da família Cabral e responsável por gerir o projeto, Timóteo Cabral.
“Além do retorno financeiro, a teca protege a propriedade, funcionando como uma barreira natural contra invasores”, explica Cabral, completando que, além da espécie, na propriedade são cultivadas ainda arvores frutíferas e hortaliças para consumo próprio.
Cerca de 10 mil mudas de teca foram plantadas no entorno da propriedade, em 70 hectares de área desmatada. O investimento no plantio é feito por nove irmãos, e o lucro obtido com os cortes e comércio da madeira será dividido entre cada um.
Segundo Timóteo, a intenção é de que, futuramente, parte da propriedade torne-se um parque temático ecológico, agregado ao Parque Natural de Porto Velho, com o qual a área da família faz limite.
Elias Buch e Timóteo Cabral fazem parte do projeto de recuperação florestal chamado Curupira, que fornece madeira legal para o setor produtivo.
A alma do projeto, explica Leonardo Sobral, do Sindicato da Micro e Pequena Indústria (Simpi), é aproximar o investidor do pequeno produtor rural, que produz matéria prima de forma sustentável e legal.
Sobral explica que o projeto funciona da seguinte forma: o investidor financia o plantio e, mensalmente, repassa uma quantia fixa ao produtor. Em contrapartida, o produtor realiza a manutenção necessária para o desenvolvimento das espécies plantadas.
Fonte: Vanessa Vasconcelos/ G1
Notícias em destaque
Pesquisador da Universidade Estadual de Michigan explora novo uso para madeira danificada
Um pesquisador da Universidade Estadual de Michigan (MSU) recebeu uma verba de US$ 300.000 do Instituto Nacional de Alimentação e...
(MADEIRA E PRODUTOS)
Árvores desenvolveram madeira mais densa com redução da poluição na pandemia
Análise de anéis de crescimento identificou sinais da redução das emissões veiculares e...
(CIÊNCIA)
Indústria de celulose retoma debate sobre eucalipto transgênico diante das mudanças climáticas
Setor busca flexibilizar regras internacionais de certificação para viabilizar o cultivo comercial de árvores geneticamente...
(TECNOLOGIA)
Produtos de madeira sofrem contração, enquanto o setor moveleiro cresce, segundo o último relatório do PMI
A atividade econômica no setor manufatureiro expandiu em outubro pelo décimo mês consecutivo, segundo executivos da cadeia de...
(INTERNACIONAL)
O que uma árvore consegue revelar quando é medida todos os dias
A árvore cresce em anos, mas responde ao ambiente em horas.
No inventário tradicional, o crescimento de um talhão aparece...
(CIÊNCIA)
Madeira fica flexível e pode ser dobrada e moldada
Engenheiros italianos desenvolveram um novo método para dar flexibilidade à madeira, e fazer isso de forma controlada, atendendo...
(MADEIRA E PRODUTOS)















