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Notícias
06
nov
2012
(BIOENERGIA)
Depois de nove meses de ascensão mercadológica, carvão vegetal vive momento tenso
O ano começou com a perspectiva de que haveria um grande crescimento no setor com a retomada da produção e com incentivo aos produtores.
Tudo isso se consolidou, mas o sinal de alerta foi dado neste último trimestre do ano pelo Sindicato das Indústrias e dos Produtores de Carvão Vegetal do Mato Grosso do Sul (Sindicarv).
Motivo: o desaquecimento do consumo e duas quedas no preço do ferro gusa no terceiro trimestre fizeram com que o metro cúbico de carvão declinasse no mesmo patamar. Isso porque o valor do carvão vegetal é indexado ao preço do ferro gusa.
“Esperamos que a recuperação da demanda aconteça a partir de março de 2013”, avalia Marcos Brito, presidente do Sindicarv.
Segundo Brito, estas oscilações de mercado são consideradas normais, principalmente neste período, porém, o mais importante é que o setor continue a se recuperar da crise desencadeada em 2008.
“Temos que continuar unidos e fortalecidos. No entanto, não devemos esquecer que o começo do ano foi melhor do que a situação atual, justamente quando o setor vinha se recuperando bem. No momento é preciso muita cautela para não deixar o mercado desandar, produzindo além do necessário, gerando déficit ao produtor. Se percebermos esta necessidade, melhor será estabelecer um ritmo mais lento à produção, até para tirar um pouco a pressão de cima do guseiro que não tem culpa pela incerteza do mercado no momento”, detalha Marcos Brito.
Historicamente, todo fim de ano as indústrias de aço diminuem a compra de ferro e passam a consumir seus estoques
Marcos Brito
A preocupação do Sindicarv não está relacionada só à produção, mas à manutenção de empregos com qualidade, segurança e estabilidade para o setor – fatores fundamentais para a sustentabilidade e equilíbrio a toda a cadeia produtiva, que é composta por madeira, carvão vegetal, ferro e aço.
"São setores interdependentes, ligados e comprometidos um com o outro", ressalta o presidente da entidade.
De acordo com Marcos Brito, o consumo de aço no país e no exterior se mantiveram em níveis muito abaixo do esperado.
As siderúrgicas de Mato Grosso do Sul continuam comprando e consumindo toda a produção e, devido ao comprometimento e respeito com o produtor, já se cogita uma diminuição na produção e manutenção integral do consumo do carvão de terceiros, caso seja necessário diminuir o consumo e, consequentemente, a produção de ferro gusa.
Para parte dos empresários do setor, o sinal de alerta acendeu porque, além da redução no preço do produto, os pagamentos feitos aos produtores de carvão vegetal deixaram de ser à vista para serem semanais.
“Este fim de ano tem sido de reflexão para toda a classe produtora. As empresas estão se planejando e para alguns, mais otimistas, a partir de março de 2013 os mercados do carvão vegetal e ferro gusa retomarão o crescimento acelerado devido às obras do Governo Federal para a Copa do Mundo. Historicamente, todo fim de ano as indústrias de aço diminuem a compra de ferro e passam a consumir seus estoques”, finaliza Marcos Brito.
Tudo isso se consolidou, mas o sinal de alerta foi dado neste último trimestre do ano pelo Sindicato das Indústrias e dos Produtores de Carvão Vegetal do Mato Grosso do Sul (Sindicarv).
Motivo: o desaquecimento do consumo e duas quedas no preço do ferro gusa no terceiro trimestre fizeram com que o metro cúbico de carvão declinasse no mesmo patamar. Isso porque o valor do carvão vegetal é indexado ao preço do ferro gusa.
“Esperamos que a recuperação da demanda aconteça a partir de março de 2013”, avalia Marcos Brito, presidente do Sindicarv.
Segundo Brito, estas oscilações de mercado são consideradas normais, principalmente neste período, porém, o mais importante é que o setor continue a se recuperar da crise desencadeada em 2008.
“Temos que continuar unidos e fortalecidos. No entanto, não devemos esquecer que o começo do ano foi melhor do que a situação atual, justamente quando o setor vinha se recuperando bem. No momento é preciso muita cautela para não deixar o mercado desandar, produzindo além do necessário, gerando déficit ao produtor. Se percebermos esta necessidade, melhor será estabelecer um ritmo mais lento à produção, até para tirar um pouco a pressão de cima do guseiro que não tem culpa pela incerteza do mercado no momento”, detalha Marcos Brito.
Historicamente, todo fim de ano as indústrias de aço diminuem a compra de ferro e passam a consumir seus estoques
Marcos Brito
A preocupação do Sindicarv não está relacionada só à produção, mas à manutenção de empregos com qualidade, segurança e estabilidade para o setor – fatores fundamentais para a sustentabilidade e equilíbrio a toda a cadeia produtiva, que é composta por madeira, carvão vegetal, ferro e aço.
"São setores interdependentes, ligados e comprometidos um com o outro", ressalta o presidente da entidade.
De acordo com Marcos Brito, o consumo de aço no país e no exterior se mantiveram em níveis muito abaixo do esperado.
As siderúrgicas de Mato Grosso do Sul continuam comprando e consumindo toda a produção e, devido ao comprometimento e respeito com o produtor, já se cogita uma diminuição na produção e manutenção integral do consumo do carvão de terceiros, caso seja necessário diminuir o consumo e, consequentemente, a produção de ferro gusa.
Para parte dos empresários do setor, o sinal de alerta acendeu porque, além da redução no preço do produto, os pagamentos feitos aos produtores de carvão vegetal deixaram de ser à vista para serem semanais.
“Este fim de ano tem sido de reflexão para toda a classe produtora. As empresas estão se planejando e para alguns, mais otimistas, a partir de março de 2013 os mercados do carvão vegetal e ferro gusa retomarão o crescimento acelerado devido às obras do Governo Federal para a Copa do Mundo. Historicamente, todo fim de ano as indústrias de aço diminuem a compra de ferro e passam a consumir seus estoques”, finaliza Marcos Brito.
Fonte: Elias Luz/Painel Florestal
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