Voltar
Notícias
22
out
2012
(PAPEL E CELULOSE)
Mudanças no mapa brasileiro de produção de celulose
Entre 2005 e 2011 o plantio de florestas de eucalipto se expandiu no Centro-Oeste e no Mapito (Maranhão, Piauí e Tocantins).
Para se ter ideia, a participação do Centro-Oeste dobrou no período, passando de 5,9% para 12,2% e a participação do Mapito passou de 1,8% para 5,3%, ocupando áreas de pastagens.
No mesmo período, a participação das regiões tradicionais caiu de 86,8% para 78,2% (Região Sudeste e Sul). Apesar do deslocamento do crescimento na participação industrial, não houve redução de base florestal nas regiões tradicionais, pelo contrário: houve expansão de 27%.
Segundo o Departamento de Estudos e Pesquisas do Bradesco, entre os fatores determinantes para essa alteração no mapa da celulose brasileira estão: os baixos preços da terra, os incentivos fiscais do governo local; elevada produtividade e o raio médio baixo das florestas, ou seja, as florestas são plantadas no entorno da fábrica e a movimentação logística é menor, favorecendo a redução dos custos.
No que refere-se a produtividade , em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul a produtividade média é muito próxima à produtividade da Bahia. Na região do Mapito, a produtividade não é tão elevada quanto no Centro-Oeste, mas as indústrias estão desenvolvendo mudas mais adaptadas à região e, portanto, a produtividade deve ser crescente nos próximos anos.
No tocante à dificuldade de logística de escoamento da celulose produzida nestas regiões, não há dúvidas de que este é um fator de custo adicional relativamente às plantas localizadas nas regiões tradicionais, mas os investimentos em infraestrutura fazem parte dos projetos industriais e estão baseados no modelo trimodal, rodovia-ferrovia-hidrovia. No caso da região do Mapito, a maior proximidade com os portos europeus, traz vantagens que devem amenizar os custos.
A pergunta que cabe, é se em um cenário de demanda global crescendo em ritmo mais moderado, estes novos projetos podem gerar excedentes globais e provocar recuo dos preços da celulose. O panorama do Bradesco afirma que sim, “os preços da celulose de fibra curta, o tipo mais produzido no Brasil, deverão registrar acomodação entre 2013 e 2014, quando entrarão em operação duas novas fábricas no País, adicionando 3 milhões de capacidade de produção, o equivalente a 20% da capacidade instalada hoje no Pais e a 10% da capacidade global de produção de celulose de fibra curta”.
O Brasil já é e continuará sendo polo de investimentos da indústria global de celulose, em razão da elevada competitividade das florestas plantadas, comparada aos demais players globais.
Números da celulose no país
Segundo a instituição, a celulose produzida no Brasil tem 85% de origem no eucalipto e 15% no pinus. O Eucalipto dá origem à fibra curta, utilizada para a fabricação de papeis para imprimir e escrever e papéis sanitários, enquanto o pinus dá origem à fibra longa, mais utilizada para fabricação de embalagens. Devido a baixa produção de celulose de fibra longa, o País precisa importar 25% do que consome.
“O Brasil exporta 60% da celulose produzida, sendo os 40% restantes distribuídos entre consumo próprio da indústria e vendas no mercado interno para as indústrias de papel”, afirma o departamento.
Os principais itens de custos da produção de celulose no Brasil são: 44% madeira, 23% produtos químicos, 10% combustíveis, 7% mão-de-obra.
Do total de área plantada com pinus e eucalipto no Brasil, 70% é de origem própria das empresas, 16% é de terceiros e 14% é de fomento florestal (é um sistema integrado de produção, por meio do qual, a indústria fornece para o produtor as mudas, insumos como fertilizantes, defensivos, orientação técnica e a garantia de compra).
Para se ter ideia, a participação do Centro-Oeste dobrou no período, passando de 5,9% para 12,2% e a participação do Mapito passou de 1,8% para 5,3%, ocupando áreas de pastagens.
No mesmo período, a participação das regiões tradicionais caiu de 86,8% para 78,2% (Região Sudeste e Sul). Apesar do deslocamento do crescimento na participação industrial, não houve redução de base florestal nas regiões tradicionais, pelo contrário: houve expansão de 27%.
Segundo o Departamento de Estudos e Pesquisas do Bradesco, entre os fatores determinantes para essa alteração no mapa da celulose brasileira estão: os baixos preços da terra, os incentivos fiscais do governo local; elevada produtividade e o raio médio baixo das florestas, ou seja, as florestas são plantadas no entorno da fábrica e a movimentação logística é menor, favorecendo a redução dos custos.
No que refere-se a produtividade , em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul a produtividade média é muito próxima à produtividade da Bahia. Na região do Mapito, a produtividade não é tão elevada quanto no Centro-Oeste, mas as indústrias estão desenvolvendo mudas mais adaptadas à região e, portanto, a produtividade deve ser crescente nos próximos anos.
No tocante à dificuldade de logística de escoamento da celulose produzida nestas regiões, não há dúvidas de que este é um fator de custo adicional relativamente às plantas localizadas nas regiões tradicionais, mas os investimentos em infraestrutura fazem parte dos projetos industriais e estão baseados no modelo trimodal, rodovia-ferrovia-hidrovia. No caso da região do Mapito, a maior proximidade com os portos europeus, traz vantagens que devem amenizar os custos.
A pergunta que cabe, é se em um cenário de demanda global crescendo em ritmo mais moderado, estes novos projetos podem gerar excedentes globais e provocar recuo dos preços da celulose. O panorama do Bradesco afirma que sim, “os preços da celulose de fibra curta, o tipo mais produzido no Brasil, deverão registrar acomodação entre 2013 e 2014, quando entrarão em operação duas novas fábricas no País, adicionando 3 milhões de capacidade de produção, o equivalente a 20% da capacidade instalada hoje no Pais e a 10% da capacidade global de produção de celulose de fibra curta”.
O Brasil já é e continuará sendo polo de investimentos da indústria global de celulose, em razão da elevada competitividade das florestas plantadas, comparada aos demais players globais.
Números da celulose no país
Segundo a instituição, a celulose produzida no Brasil tem 85% de origem no eucalipto e 15% no pinus. O Eucalipto dá origem à fibra curta, utilizada para a fabricação de papeis para imprimir e escrever e papéis sanitários, enquanto o pinus dá origem à fibra longa, mais utilizada para fabricação de embalagens. Devido a baixa produção de celulose de fibra longa, o País precisa importar 25% do que consome.
“O Brasil exporta 60% da celulose produzida, sendo os 40% restantes distribuídos entre consumo próprio da indústria e vendas no mercado interno para as indústrias de papel”, afirma o departamento.
Os principais itens de custos da produção de celulose no Brasil são: 44% madeira, 23% produtos químicos, 10% combustíveis, 7% mão-de-obra.
Do total de área plantada com pinus e eucalipto no Brasil, 70% é de origem própria das empresas, 16% é de terceiros e 14% é de fomento florestal (é um sistema integrado de produção, por meio do qual, a indústria fornece para o produtor as mudas, insumos como fertilizantes, defensivos, orientação técnica e a garantia de compra).
Fonte: Lairtes Chaves/Painel Florestal com informações Depec/Bradesco
Notícias em destaque
Silvicultura moderna conta com equipamentos de última geração
A evolução das máquinas florestais modernas está transformando completamente a indústria da silvicultura em...
(SILVICULTURA)
Novo prédio dos Bombeiros no Paraná será construído com sistema que pode reduzir em até 50 por cento o tempo da obra
O 5° Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) de Maringá, no Noroeste do Estado, vai passar por reforma e...
(CONSTRUÇÃO CIVIL)
Florestas plantadas respondem por 94 por cento da madeira para fins industriais e reduzem pressão sobre matas nativas
Você consome produtos de árvores todos os dias, que estão presentes nos papéis, nas embalagens, nos...
(GERAL)
Serviço Florestal Brasileiro realiza leilão da primeira concessão de restauração florestal do País; Re.green arremata lote
Certame na B3 marca a etapa inicial de projeto inédito que alia recuperação de 6.290 hectares, inclusão produtiva...
(GERAL)
SFB lança edital do X Prêmio em Economia e Mercado Florestal
O edital do X Prêmio Serviço Florestal Brasileiro em Estudos de Economia e Mercado Florestal foi publicado dia 23 e já...
(EVENTOS)
Pesquisa e educação se unem em oficina sobre florestas e sustentabilidade na Embrapa
Aprender sobre a natureza ganha um novo significado quando o cenário é o próprio universo da pesquisa florestal. Com esse...
(GERAL)













