Voltar
Notícias
19
out
2012
(CONSTRUÇÃO CIVIL)
Palestra na USP aborda aplicações da madeira plantada na construção civil
"Produção de madeira plantada no Brasil e as aplicações nas construções civis" foi o tema da palestra ministrada no último dia 8 de outubro pelo arquiteto Marcelo de Freitas Sacco, na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (FAU). A apresentação fez parte do Simpósio Internacional Wood Works, evento organizado em parceria com o Instituto Federal de Tecnologia de Zurique.
Para Marcelo Sacco, presidente da Associação da Indústria Madeireira do Capão Redondo (Assim), a discussão sobre o uso da madeira na construção civil nunca foi mais atual. “Lembro-me que quando me formei aqui na FAU em 1991, falava-se muito mais em outros materiais, como o cimento. Hoje a discussão volta a ser em torno da madeira”, conta. O arquiteto explica que tal debate deve-se não só aos estudos sobre as propriedades térmicas e praticidade do material, mas também à crescente discussão em torno da sustentabilidade.
Durante seu desenvolvimento, uma árvore retira gás carbônico (CO2) do ambiente e libera oxigênio. Ao ser cortada para a indústria civil, a planta devolve à atmosfera apenas 70% do CO2 absorvido, fixando em si o restante. “Desta maneira, temos do início ao fim do processo de produção da madeira uma queda de 30% de gás carbônico na atmosfera”, explica Sacco.
Uma árvore em crescimento retém de 18 a 35 kg de CO2 por ano para a formação de seu tronco. Adotando-se as proporções apresentadas pelo arquiteto, teremos de 5,4 a 10,5 kg deste gás aprisionado pela madeira da construção civil. “Admitindo-se 50 anos a vida útil de uma casa, já temos aí meio século de menos carvão na atmosfera”, conta Sacco.
Outra vantagem apresentada pela produção de madeira é o seu baixíssimo gasto energético, quando comparado, por exemplo, com o alumínio e o cimento, que demandam muita energia.
O Brasil apresentou em 2011, segundo dados da Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas (Abraf), 6,6 milhões de hectares de florestas plantadas. O plantio é uma alternativa mais saudável ao ambiente do que a extração madeireira em florestas nativas, visto que estas, com o crescimento já completo, não sequestram mais carbono para seu tronco.
Além da maior retenção de CO2, o arquiteto aponta como benefícios das florestas plantadas uma maior homogeneidade da madeira, a possibilidade de reaproveitar terras degradadas pela agricultura e a proteção do solo e da água.“Também por isso as florestas plantadas inserem-se na economia formal, assistida pelo Estado, ao passo que, a extração das florestas nativas ocorre, na maioria das vezes, na ilegalidade” afirma Sacco.
Para Marcelo Sacco, presidente da Associação da Indústria Madeireira do Capão Redondo (Assim), a discussão sobre o uso da madeira na construção civil nunca foi mais atual. “Lembro-me que quando me formei aqui na FAU em 1991, falava-se muito mais em outros materiais, como o cimento. Hoje a discussão volta a ser em torno da madeira”, conta. O arquiteto explica que tal debate deve-se não só aos estudos sobre as propriedades térmicas e praticidade do material, mas também à crescente discussão em torno da sustentabilidade.
Durante seu desenvolvimento, uma árvore retira gás carbônico (CO2) do ambiente e libera oxigênio. Ao ser cortada para a indústria civil, a planta devolve à atmosfera apenas 70% do CO2 absorvido, fixando em si o restante. “Desta maneira, temos do início ao fim do processo de produção da madeira uma queda de 30% de gás carbônico na atmosfera”, explica Sacco.
Uma árvore em crescimento retém de 18 a 35 kg de CO2 por ano para a formação de seu tronco. Adotando-se as proporções apresentadas pelo arquiteto, teremos de 5,4 a 10,5 kg deste gás aprisionado pela madeira da construção civil. “Admitindo-se 50 anos a vida útil de uma casa, já temos aí meio século de menos carvão na atmosfera”, conta Sacco.
Outra vantagem apresentada pela produção de madeira é o seu baixíssimo gasto energético, quando comparado, por exemplo, com o alumínio e o cimento, que demandam muita energia.
O Brasil apresentou em 2011, segundo dados da Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas (Abraf), 6,6 milhões de hectares de florestas plantadas. O plantio é uma alternativa mais saudável ao ambiente do que a extração madeireira em florestas nativas, visto que estas, com o crescimento já completo, não sequestram mais carbono para seu tronco.
Além da maior retenção de CO2, o arquiteto aponta como benefícios das florestas plantadas uma maior homogeneidade da madeira, a possibilidade de reaproveitar terras degradadas pela agricultura e a proteção do solo e da água.“Também por isso as florestas plantadas inserem-se na economia formal, assistida pelo Estado, ao passo que, a extração das florestas nativas ocorre, na maioria das vezes, na ilegalidade” afirma Sacco.
Fonte: Painel Florestal/AUN-USP
Notícias em destaque
Silvicultura moderna conta com equipamentos de última geração
A evolução das máquinas florestais modernas está transformando completamente a indústria da silvicultura em...
(SILVICULTURA)
Novo prédio dos Bombeiros no Paraná será construído com sistema que pode reduzir em até 50 por cento o tempo da obra
O 5° Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) de Maringá, no Noroeste do Estado, vai passar por reforma e...
(CONSTRUÇÃO CIVIL)
Florestas plantadas respondem por 94 por cento da madeira para fins industriais e reduzem pressão sobre matas nativas
Você consome produtos de árvores todos os dias, que estão presentes nos papéis, nas embalagens, nos...
(GERAL)
Serviço Florestal Brasileiro realiza leilão da primeira concessão de restauração florestal do País; Re.green arremata lote
Certame na B3 marca a etapa inicial de projeto inédito que alia recuperação de 6.290 hectares, inclusão produtiva...
(GERAL)
SFB lança edital do X Prêmio em Economia e Mercado Florestal
O edital do X Prêmio Serviço Florestal Brasileiro em Estudos de Economia e Mercado Florestal foi publicado dia 23 e já...
(EVENTOS)
Pesquisa e educação se unem em oficina sobre florestas e sustentabilidade na Embrapa
Aprender sobre a natureza ganha um novo significado quando o cenário é o próprio universo da pesquisa florestal. Com esse...
(GERAL)













