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11
out
2012
(PAPEL E CELULOSE)
Panorama Setorial da ABTCP faz raio X da economia global
Por Andrea Silva|Fotos: Valter Jossi Wagner
10/10/2012 - A indagação “O mundo vai virar um grande Japão?” foi o foco da discussão inicial do Panorama Setorial promovido pelo 45º Congresso e Exposição Internacional de Celulose e Papel (ABTCP 2012), em São Paulo. O evento aconteceu no Transamérica Expo Center. O tema fez uma alusão ao baixo crescimento anual do Japão nos últimos anos, fenômeno que acontece atualmente em muitos países. O raio X econômico do debate foi traçado pelo economista Octavio de Barros, diretor do Depec (Departamento de Estudos Econômicos do Banco Bradesco).
Segundo o economista, a economia mundial vive um momento de recessão, com os Estados Unidos se recuperando lentamente de sua crise e a Europa tentando sair do descrédito. “A recomposição das expectativas no cenário europeu é fundamental para o segmento de papel e celulose, pois o mercado lá é significativo para o setor”, afirmou Octavio de Barros.
O economista explicou que “na crise de 2009, a China foi a grande locomotiva que impulsionou o crescimento mundial e o Brasil - bastante dependente da China - também teve um bom desempenho, mesmo com a Europa e os Estados Unidos em crise. Mas, neste ano, tem sido diferente: a China não está mais com o mesmo poder de crescimento, pois a Europa não se recuperou e os países emergentes não crescem . Isso tira a força da potência asiática, que depende fortemente das exportações e consequentemente afeta o Brasil.
Octavio de Barros acredita que no cenário global pode-se acreditar que a Europa já passou por três quartos da crise. Os Estados Unidos estariam completando o primeiro quarto. Com relação à China, ele ainda não fala em crise, sua descrição é de um momento de fraqueza, que estaria no primeiro quarto do ciclo total. Por isso, com poucas exceções, em 2012, os países do mundo estão crescendo muito pouco.
No cenário doméstico, segundo Octavio de Barros, o que preocupa no Brasil não é o baixo índice de crescimento anual, que em 2012 fica em 1,6%, e sim o também o baixo crescimento demográfico. Na última década, o Brasil cresceu em média 0,7% ao ano. As estatísticas mostram que a população jovem está diminuindo bastante. Outro dado preocupante é que o jovem está estudando por mais tempo e entrando no mercado de trabalho cada vez mais tarde.
Mesmo assim, ele acredita que em 2013 o país tenha um desempenho melhor, e volte a crescer na casa dos 4% ao ano. Os setores industriais tiveram importantes conquistas este ano, como as taxas de crédito do BNDES, a redução da taxa Selic e a redução de IPI. Para 2013, há boa expectativa de queda no custo de energia elétrica, o que será muito positivo.
Num balanço geral, Octavio de Barros afirma que o desempenho do Brasil é bom, apesar de alguns fatores idiossincráticos terem diminuído o crescimento, e também há o quadro externo, afinal o país “não pode pisar no acelerador com o mundo pisando no freio”, compara o economista.
O panorama reuniu quatro palestrantes e cinco convidados para o debate. O objetivo foi promover discussão e reflexão sobre o cenário e as perspectivas econômicas e tecnológicas para o setor de papel e celulose. Além disso, foram abordados temas cruciais para o desenvolvimento da indústria e também as futuras aplicações dos produtos de base florestal.
10/10/2012 - A indagação “O mundo vai virar um grande Japão?” foi o foco da discussão inicial do Panorama Setorial promovido pelo 45º Congresso e Exposição Internacional de Celulose e Papel (ABTCP 2012), em São Paulo. O evento aconteceu no Transamérica Expo Center. O tema fez uma alusão ao baixo crescimento anual do Japão nos últimos anos, fenômeno que acontece atualmente em muitos países. O raio X econômico do debate foi traçado pelo economista Octavio de Barros, diretor do Depec (Departamento de Estudos Econômicos do Banco Bradesco).
Segundo o economista, a economia mundial vive um momento de recessão, com os Estados Unidos se recuperando lentamente de sua crise e a Europa tentando sair do descrédito. “A recomposição das expectativas no cenário europeu é fundamental para o segmento de papel e celulose, pois o mercado lá é significativo para o setor”, afirmou Octavio de Barros.
O economista explicou que “na crise de 2009, a China foi a grande locomotiva que impulsionou o crescimento mundial e o Brasil - bastante dependente da China - também teve um bom desempenho, mesmo com a Europa e os Estados Unidos em crise. Mas, neste ano, tem sido diferente: a China não está mais com o mesmo poder de crescimento, pois a Europa não se recuperou e os países emergentes não crescem . Isso tira a força da potência asiática, que depende fortemente das exportações e consequentemente afeta o Brasil.
Octavio de Barros acredita que no cenário global pode-se acreditar que a Europa já passou por três quartos da crise. Os Estados Unidos estariam completando o primeiro quarto. Com relação à China, ele ainda não fala em crise, sua descrição é de um momento de fraqueza, que estaria no primeiro quarto do ciclo total. Por isso, com poucas exceções, em 2012, os países do mundo estão crescendo muito pouco.
No cenário doméstico, segundo Octavio de Barros, o que preocupa no Brasil não é o baixo índice de crescimento anual, que em 2012 fica em 1,6%, e sim o também o baixo crescimento demográfico. Na última década, o Brasil cresceu em média 0,7% ao ano. As estatísticas mostram que a população jovem está diminuindo bastante. Outro dado preocupante é que o jovem está estudando por mais tempo e entrando no mercado de trabalho cada vez mais tarde.
Mesmo assim, ele acredita que em 2013 o país tenha um desempenho melhor, e volte a crescer na casa dos 4% ao ano. Os setores industriais tiveram importantes conquistas este ano, como as taxas de crédito do BNDES, a redução da taxa Selic e a redução de IPI. Para 2013, há boa expectativa de queda no custo de energia elétrica, o que será muito positivo.
Num balanço geral, Octavio de Barros afirma que o desempenho do Brasil é bom, apesar de alguns fatores idiossincráticos terem diminuído o crescimento, e também há o quadro externo, afinal o país “não pode pisar no acelerador com o mundo pisando no freio”, compara o economista.
O panorama reuniu quatro palestrantes e cinco convidados para o debate. O objetivo foi promover discussão e reflexão sobre o cenário e as perspectivas econômicas e tecnológicas para o setor de papel e celulose. Além disso, foram abordados temas cruciais para o desenvolvimento da indústria e também as futuras aplicações dos produtos de base florestal.
Fonte: CeluloseOnline
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