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Notícias
11
out
2012
(COMÉRCIO EXTERIOR)
China deverá triplicar importações do Brasil até 2025
Maior cliente individual da celulose branqueada de eucalipto produzida no Brasil, a China deverá triplicar os volumes comprados até 2025, de acordo com projeção da Pöyry Tecnologia. No ano passado, o país asiático ficou com 3,9 milhões de toneladas da matéria-prima produzida na América Latina - o Brasil é, isolado, o maior produtor de celulose de eucalipto da região - e vai alcançar 12 milhões de toneladas/ano até 2025.
Conforme a Pöyry, a Ásia - com destaque para a China - será responsável por mais de 90% do crescimento da produção mundial de papel até 2025 e terá o mesmo peso na expansão do consumo global de fibra (celulose e papel reciclado). "Não acreditamos que a China será autossuficiente em celulose no futuro", afirmou o vice-presidente da multinacional finlandesa, Carlos Alberto Farinha e Silva, antes da abertura do 45º Congresso e Exposição Internacional da Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel (ABTCP).
O levantamento da Pöyry indica que, até 2025, a Ásia produzirá volume adicional de 86 milhões de toneladas anuais de embalagens, papéis gráficos e sanitários. Ao mesmo tempo, a região elevará em 88 milhões de toneladas anuais o consumo de fibra reciclada e celulose virgem.
Se as perspectivas de longo prazo são positivas para a indústria brasileira, o curtíssimo prazo tem despertado preocupação. Para a Pöyry, os resultados da indústria em 2012 ficarão abaixo do verificado no ano passado. "Estamos vendo perdas importantes de volume e receita no mercado internacional", acrescentou a presidente da Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), Elizabeth de Carvalhaes. Segundo ela, as receitas com exportação de celulose recuaram 9% no acumulado do ano até setembro. No mesmo intervalo, a receita obtida com as vendas externas de papel caiu 11%.
De acordo com Elizabeth, os dados relativos a setembro foram conhecidos na segunda-feira e serão divulgados no próximo relatório conjuntural da Bracelpa. O último levantamento apontou que as exportações de celulose acumulavam queda de 7,9% de janeiro a agosto, para US$ 3,058 bilhões.
A presidente da Bracelpa afirmou também que a indústria está ampliando seu portfólio e vai diversificar ainda mais a oferta de produtos florestais. Para ela, o foco das companhias no médio e longo prazos deve estar nos múltiplos usos da madeira. "Claramente, vamos abrir esse leque e partir também para pellets para energia, biocombustíveis, entre outros", afirmou.
Na semana passada, a Fibria, maior produtora mundial de celulose branqueada de eucalipto, anunciou a entrada no negócio de biocombustíveis com a compra de 6% do capital da americana Ensyn Corporation. Antes disso, a Suzano Papel e Celulose havia anunciado a criação de uma nova empresa, a Suzano Energia Renovável, que produzirá e exportará pellets para geração de energia.
Conforme Elizabeth, os investimentos de US$ 24 bilhões projetados pela indústria brasileira até 2025 compreendem aportes em outros negócios e não apenas em celulose e papel. Inicialmente, a previsão era que esse valor fosse aplicado pelas empresas brasileiras até 2020. Com a crise econômica, o setor estendeu o prazo até 2025.
Conforme a Pöyry, a Ásia - com destaque para a China - será responsável por mais de 90% do crescimento da produção mundial de papel até 2025 e terá o mesmo peso na expansão do consumo global de fibra (celulose e papel reciclado). "Não acreditamos que a China será autossuficiente em celulose no futuro", afirmou o vice-presidente da multinacional finlandesa, Carlos Alberto Farinha e Silva, antes da abertura do 45º Congresso e Exposição Internacional da Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel (ABTCP).
O levantamento da Pöyry indica que, até 2025, a Ásia produzirá volume adicional de 86 milhões de toneladas anuais de embalagens, papéis gráficos e sanitários. Ao mesmo tempo, a região elevará em 88 milhões de toneladas anuais o consumo de fibra reciclada e celulose virgem.
Se as perspectivas de longo prazo são positivas para a indústria brasileira, o curtíssimo prazo tem despertado preocupação. Para a Pöyry, os resultados da indústria em 2012 ficarão abaixo do verificado no ano passado. "Estamos vendo perdas importantes de volume e receita no mercado internacional", acrescentou a presidente da Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), Elizabeth de Carvalhaes. Segundo ela, as receitas com exportação de celulose recuaram 9% no acumulado do ano até setembro. No mesmo intervalo, a receita obtida com as vendas externas de papel caiu 11%.
De acordo com Elizabeth, os dados relativos a setembro foram conhecidos na segunda-feira e serão divulgados no próximo relatório conjuntural da Bracelpa. O último levantamento apontou que as exportações de celulose acumulavam queda de 7,9% de janeiro a agosto, para US$ 3,058 bilhões.
A presidente da Bracelpa afirmou também que a indústria está ampliando seu portfólio e vai diversificar ainda mais a oferta de produtos florestais. Para ela, o foco das companhias no médio e longo prazos deve estar nos múltiplos usos da madeira. "Claramente, vamos abrir esse leque e partir também para pellets para energia, biocombustíveis, entre outros", afirmou.
Na semana passada, a Fibria, maior produtora mundial de celulose branqueada de eucalipto, anunciou a entrada no negócio de biocombustíveis com a compra de 6% do capital da americana Ensyn Corporation. Antes disso, a Suzano Papel e Celulose havia anunciado a criação de uma nova empresa, a Suzano Energia Renovável, que produzirá e exportará pellets para geração de energia.
Conforme Elizabeth, os investimentos de US$ 24 bilhões projetados pela indústria brasileira até 2025 compreendem aportes em outros negócios e não apenas em celulose e papel. Inicialmente, a previsão era que esse valor fosse aplicado pelas empresas brasileiras até 2020. Com a crise econômica, o setor estendeu o prazo até 2025.
Fonte: Valor Econômico
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