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Notícias
08
out
2012
(MADEIRA E PRODUTOS)
Extração ilegal de madeira tem até hackers envolvidos
Relatório da ONU apresenta mais de 30 maneiras de extração e lavagem de madeira ilegal em várias partes do mundo
Estudo do Programa da ONU para o Meio Ambiente (PNUMA), em parceria com a Interpol,aponta entre 50% e 90% da exploração madeireira nos países tropicais da Bacia Amazônica, África Central e Sudeste da Ásia é realizada pelo crime organizado.
O relatório "Carbono Verde: Comércio Negro" também afirma que 15% a 30% de todo o comércio global de madeira é proveniente de extração ilegal. Isso corresponde a US$30-100 bilhões por ano.
Esse quadro não apenas prejudica os esforços de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD), como também o desenvolvimento sustentável de comunidades, a criação de empregos e a redução de gases de efeito estufa.
E, de acordo com a Interpol, ainda potencializa problemas sociais como "crimes associados ao aumento da atividade criminosa organizada, violência, assassinatos e outras atrocidades contra os habitantes das florestas indígenas". O levantamento feito por essa instituição revelou que grupos criminosos burlaram as leis para desmatar as florestas.
Em 2008, autoridades brasileiras declararam que até hackers trabalhavam para cartéis de madeira ilegal no estado do Pará e tiveram acesso a licenças de corte e transporte de madeira, o que permitiu o roubo de cerca de 1,7 milhões de metros cúbicos de floresta.
Um procurador federal acusou 107 empresas e 30 chefes de esquemas clandestinos de venda de madeira. Cerca de 200 pessoas estavam envolvidas e a Justiça processou essas empresas em US$ 1,1 bilhão.
Em 2009, outro procurador federal brasileiro investigou fraude que supostamente envolveu cerca de 3 mil empresas do setor madeireiro que declarou madeira ilegal como "eco-certificada", possibilitando, assim, a exportação para os EUA, Europa e Ásia.
Na Indonésia, a quantidade de madeira supostamente produzida em plantações aumentou de 3,7 milhões de metros cúbicos em 2000 para mais de 22 milhões em 2008. Uma estimativa do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC)* sugeriu que menos da metade das plantações realmente existiu, refletindo uma operação organizada de lavagem de massa.
Em Kalimantan, na Indonésia, suborno por autorização de registro de cerca de 20 km² custa o equivalente a U$ 30 mil. Discrepâncias na importação e exportação sugerem uma diferença de até três vezes mais entre os registros oficiais de madeira exportada e a madeira efetivamente importada entre Kalimantan e Malásia, o que comprova fraude fiscal.
Na República Democrática do Congo, mais de 200 guardas florestais no Parque Nacional de Virunga, famoso por seus gorilas, foram mortos na última década defendendo os limites do parque contra milícias que operam comércio de carvão estimado em mais de US$ 28 milhões anuais.
O relatório descreve, ainda, casos de militares da Uganda que escoltavam madeireiros através de pontos de controle nas fronteiras da República Democrática do Congo para trazer madeira ilegal de alto valor para a venda nos mercados locais.
Estudo do Programa da ONU para o Meio Ambiente (PNUMA), em parceria com a Interpol,aponta entre 50% e 90% da exploração madeireira nos países tropicais da Bacia Amazônica, África Central e Sudeste da Ásia é realizada pelo crime organizado.
O relatório "Carbono Verde: Comércio Negro" também afirma que 15% a 30% de todo o comércio global de madeira é proveniente de extração ilegal. Isso corresponde a US$30-100 bilhões por ano.
Esse quadro não apenas prejudica os esforços de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD), como também o desenvolvimento sustentável de comunidades, a criação de empregos e a redução de gases de efeito estufa.
E, de acordo com a Interpol, ainda potencializa problemas sociais como "crimes associados ao aumento da atividade criminosa organizada, violência, assassinatos e outras atrocidades contra os habitantes das florestas indígenas". O levantamento feito por essa instituição revelou que grupos criminosos burlaram as leis para desmatar as florestas.
Em 2008, autoridades brasileiras declararam que até hackers trabalhavam para cartéis de madeira ilegal no estado do Pará e tiveram acesso a licenças de corte e transporte de madeira, o que permitiu o roubo de cerca de 1,7 milhões de metros cúbicos de floresta.
Um procurador federal acusou 107 empresas e 30 chefes de esquemas clandestinos de venda de madeira. Cerca de 200 pessoas estavam envolvidas e a Justiça processou essas empresas em US$ 1,1 bilhão.
Em 2009, outro procurador federal brasileiro investigou fraude que supostamente envolveu cerca de 3 mil empresas do setor madeireiro que declarou madeira ilegal como "eco-certificada", possibilitando, assim, a exportação para os EUA, Europa e Ásia.
Na Indonésia, a quantidade de madeira supostamente produzida em plantações aumentou de 3,7 milhões de metros cúbicos em 2000 para mais de 22 milhões em 2008. Uma estimativa do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC)* sugeriu que menos da metade das plantações realmente existiu, refletindo uma operação organizada de lavagem de massa.
Em Kalimantan, na Indonésia, suborno por autorização de registro de cerca de 20 km² custa o equivalente a U$ 30 mil. Discrepâncias na importação e exportação sugerem uma diferença de até três vezes mais entre os registros oficiais de madeira exportada e a madeira efetivamente importada entre Kalimantan e Malásia, o que comprova fraude fiscal.
Na República Democrática do Congo, mais de 200 guardas florestais no Parque Nacional de Virunga, famoso por seus gorilas, foram mortos na última década defendendo os limites do parque contra milícias que operam comércio de carvão estimado em mais de US$ 28 milhões anuais.
O relatório descreve, ainda, casos de militares da Uganda que escoltavam madeireiros através de pontos de controle nas fronteiras da República Democrática do Congo para trazer madeira ilegal de alto valor para a venda nos mercados locais.
Fonte: Exame
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