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Notícias
14
set
2012
(TECNOLOGIA)
Tecnologia agrega valor à madeira
Os múltiplos usos da madeira reflorestada são amplamente conhecidos no mercado. Celulose, energia, painel, laminação e movelaria são alguns dos exemplos da versatilidade do produto. Segundos especialistas do setor, a madeira é um recurso renovável e o Brasil tem área para o plantio e mão-de-obra barata, mas apesar de vantagens como essas o crescimento bate em alguns entraves. Na opinião do professor José de Castro Silva, da Universidade Federal de Viçosa, entre os desafios para o desenvolvimento estão a diminuição do consumo, o uso de reservas naturais, a importação de matéria prima e o uso de materiais alternativos como aço, plástico e concreto. Em meio à concorrência, a tecnologia é uma aliada para agregar valor à madeira e difundir seu uso. Para fomentar o debate sobre o assunto o 4º Congresso Florestal Paranaense apresentou, no dia 11 de setembro, em Curitiba (PR), um painel sobre tecnologia madeireira com a participação de três profissionais especialistas no assunto. “A tecnologia é essencial para que um sistema seja sustentável. Sem ela a prática se torna, na maioria das vezes, monetariamente inviável. Ao meu ver o triângulo da sustentabilidade, composto por aspectos econômicos, sociais e ambientais está incompleto sem a tecnologia”, analisa Castro, que ministrou palestra sobre os desafios e oportunidades da madeira de eucalipto.
“O mercado não quer comprar uma tora de madeira, quer comprar um produto que possa servir de matéria prima para a sua indústria”, observa o professor. Guilherme Corrêa Stamato, diretor da empresa de projetos e consultoria em madeira Stamade, corrobora a afirmação com um exemplo. “Começam a surgir no Brasil empresas que produzem casas pré-fabricadas de woodframe, porém a maior dificuldade enfrentada por elas é encontrar um fornecedor que ofereça um produto com as características necessárias para esse tipo de uso”, comenta.
Stamato, que tem doutorado em engenharia civil, se especializou no uso de madeira na construção civil. Ele considera a madeira uma ótima opção para a construção civil, mas afirma que no Brasil ainda existe uma cultura de que ela é um material menos adequado para esse uso. “Isso acontece porque ela é vista como um material de baixa qualidade e resistência. É justamente o oposto. O woodframe utilizado na construção de casa pré-fabricadas é resistente, duradouro e o imóvel não precisa ter aparência de madeira, pode ser revestido de massa. Nos Estados Unidos 90% das construções residenciais utilizam essa tecnologia”, afirma.
A indústria moveleira, como um subproduto da madeira de alto valor agregado, teve crescimento real de 20% nos últimos seis anos no país. O diretor da Artefama, José Antônio Franzoni, prevê aumento dos investimentos no setor na ordem de 54%. “As indústrias estão fazendo altos investimentos porque estão enxergando oportunidades lá na frente”, afirma. Com faturamento anual na faixa de US$ 20 bilhões, nos últimos anos o setor está mais voltado para o aquecido mercado doméstico.
Não há duvidas sobre o potencial da madeira, mas para tornar os produtos mais competitivos é preciso haver mudanças. Stamato acredita que cabe aos produtores em primeiro lugar se organizar para driblar concorrentes como o aço e o concreto. “A mobilização tem que começar em casa. O pinus é tão resistente a tração quanto o concreto, mas os próprio madeireiros não acreditam muito no valor do seus produto”, acrescenta.
Evento
O 4º Congresso Florestal Paranaense continua nesta quinta-feira (13), com uma série de palestras e discussões em torno do tema central “Gestão Florestal: produção, conservação e uso”. Na sexta-feira, 14, serão promovidas três visitas técnicas de campo. O evento acontece no CIETEP – Av. Comendador Franco, 1341 – Jd. Botânico, em Curitiba (PR).
“O mercado não quer comprar uma tora de madeira, quer comprar um produto que possa servir de matéria prima para a sua indústria”, observa o professor. Guilherme Corrêa Stamato, diretor da empresa de projetos e consultoria em madeira Stamade, corrobora a afirmação com um exemplo. “Começam a surgir no Brasil empresas que produzem casas pré-fabricadas de woodframe, porém a maior dificuldade enfrentada por elas é encontrar um fornecedor que ofereça um produto com as características necessárias para esse tipo de uso”, comenta.
Stamato, que tem doutorado em engenharia civil, se especializou no uso de madeira na construção civil. Ele considera a madeira uma ótima opção para a construção civil, mas afirma que no Brasil ainda existe uma cultura de que ela é um material menos adequado para esse uso. “Isso acontece porque ela é vista como um material de baixa qualidade e resistência. É justamente o oposto. O woodframe utilizado na construção de casa pré-fabricadas é resistente, duradouro e o imóvel não precisa ter aparência de madeira, pode ser revestido de massa. Nos Estados Unidos 90% das construções residenciais utilizam essa tecnologia”, afirma.
A indústria moveleira, como um subproduto da madeira de alto valor agregado, teve crescimento real de 20% nos últimos seis anos no país. O diretor da Artefama, José Antônio Franzoni, prevê aumento dos investimentos no setor na ordem de 54%. “As indústrias estão fazendo altos investimentos porque estão enxergando oportunidades lá na frente”, afirma. Com faturamento anual na faixa de US$ 20 bilhões, nos últimos anos o setor está mais voltado para o aquecido mercado doméstico.
Não há duvidas sobre o potencial da madeira, mas para tornar os produtos mais competitivos é preciso haver mudanças. Stamato acredita que cabe aos produtores em primeiro lugar se organizar para driblar concorrentes como o aço e o concreto. “A mobilização tem que começar em casa. O pinus é tão resistente a tração quanto o concreto, mas os próprio madeireiros não acreditam muito no valor do seus produto”, acrescenta.
Evento
O 4º Congresso Florestal Paranaense continua nesta quinta-feira (13), com uma série de palestras e discussões em torno do tema central “Gestão Florestal: produção, conservação e uso”. Na sexta-feira, 14, serão promovidas três visitas técnicas de campo. O evento acontece no CIETEP – Av. Comendador Franco, 1341 – Jd. Botânico, em Curitiba (PR).
Fonte: CeluloseOnline
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