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Notícias
12
set
2012
(SETOR FLORESTAL)
Floresta plantada é recurso natural estratégico para o país
A abertura do 4º Congresso Florestal Paranaense, na noite desta segunda-feira (10), em Curitiba (PR), foi marcada pela presença de autoridades, empresários, pesquisadores e estudantes, que puderam conhecer a atual posição do governo federal quanto ao setor de florestas plantadas brasileiro. O assessor da Subsecretaria de Desenvolvimento Sustentável da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE/PR), Fernando Castanheira Neto, abriu o evento falando dos desafios para a construção de uma política nacional para o segmento. “A SAE viu que a floresta plantada é um recurso natural estratégico para o país, assim como será a água no futuro”, afirmou Castanheira. Além disso, ele lembrou que essa cadeia é um componente chave para o desenvolvimento da economia verde já que é responsável pela redução de carbono, proteção da floresta nativa e combate à ilegalidade.
“A sociedade precisa saber que a floresta plantada exerce um fator fundamental na promoção do desenvolvimento sustentável com a recomposição produtiva de áreas degradadas e promovendo o desenvolvimento rural, por exemplo”, afirmou.
Para cumprir essa tarefa de propor uma política pública específica para esse segmento, a SAE definiu cinco eixos de trabalho. No campo da informação, o assessor ressaltou a necessidade de estatísticas confiáveis e a atualização de dados que comecem com o inventário florestal até a identificação dos mercados interno e externo para os produtos da cadeia. No eixo econômico-financeiro, os desafios, segundo Castanheira, são adequar as ferramentas já existentes de fomento às características do setor, como o fato de ser uma cultura de longo prazo; atrair novos investidores e inserir o pequeno e médio produtor por meio da extensão rural.
Outro foco do trabalho para a construção dessa política nacional apontada pelo assessor está no desenvolvimento de mercado. “É preciso melhorar a imagem do setor, a qualidade da informação e discutir uma política industrial”, avalia. Já na esfera socioambiental, seria necessário melhorar a comunicação com a sociedade, avançar nas discussões sobre barreiras não tarifárias e ampliar o leque de pagamento por serviços ambientais. O último eixo sugerido pela SAE é o normativo e institucional.
De acordo com Castanheira, os desafios estão em melhorar a legislação para diminuir a burocracia, sem perder a qualidade e o controle; conquistar um tratamento isonômico internacional e rediscutir a questão institucional. “Não podemos ter diversas instituições representativas com visões diferentes sobre o setor. Precisamos de um setor privado mais presente, menos pulverizado e com uma participação mais qualificada”, afirmou. O representante do governo federal defendeu também a inserção de novos atores nesse processo: construção civil, mobiliário, fundos de pensão.
A meta da SAE é concluir ainda este ano uma análise do cenário setorial em busca de uma visão de futuro com a divulgação de um pacote que engloba aspectos como fomento, tributação e mitigação de riscos.
Cerimônia
A noite de abertura do Congresso contou ainda com a cerimônia oficial da qual participaram o presidente da honra do evento, professor Sebastião do Amaral Machado, o vice-reitor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Rogério Mulinari, o presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Luiz Tarcísio Mossato Pinto, o assessor da presidência da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), João Arthur Mohr, Otamir César Martins, diretor geral da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado do Paraná (Seab), o diretor executivo da Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE), Carlos Mendes, e o chefe geral da Embrapa Florestas, Helton Damin da Silva.
Para o chefe da Embrapa Florestas, a realização deste congresso coincide com um momento de retorno das parcerias público-privadas. “Esta é uma oportunidade para alavancarmos o setor. Nesses 21 anos sem a realização do evento, evoluímos para melhor com aumento da produtividade sem comparativos no mundo e no cuidado com as questões ambientais e tecnológicas”, afirmou.
“A sociedade precisa saber que a floresta plantada exerce um fator fundamental na promoção do desenvolvimento sustentável com a recomposição produtiva de áreas degradadas e promovendo o desenvolvimento rural, por exemplo”, afirmou.
Para cumprir essa tarefa de propor uma política pública específica para esse segmento, a SAE definiu cinco eixos de trabalho. No campo da informação, o assessor ressaltou a necessidade de estatísticas confiáveis e a atualização de dados que comecem com o inventário florestal até a identificação dos mercados interno e externo para os produtos da cadeia. No eixo econômico-financeiro, os desafios, segundo Castanheira, são adequar as ferramentas já existentes de fomento às características do setor, como o fato de ser uma cultura de longo prazo; atrair novos investidores e inserir o pequeno e médio produtor por meio da extensão rural.
Outro foco do trabalho para a construção dessa política nacional apontada pelo assessor está no desenvolvimento de mercado. “É preciso melhorar a imagem do setor, a qualidade da informação e discutir uma política industrial”, avalia. Já na esfera socioambiental, seria necessário melhorar a comunicação com a sociedade, avançar nas discussões sobre barreiras não tarifárias e ampliar o leque de pagamento por serviços ambientais. O último eixo sugerido pela SAE é o normativo e institucional.
De acordo com Castanheira, os desafios estão em melhorar a legislação para diminuir a burocracia, sem perder a qualidade e o controle; conquistar um tratamento isonômico internacional e rediscutir a questão institucional. “Não podemos ter diversas instituições representativas com visões diferentes sobre o setor. Precisamos de um setor privado mais presente, menos pulverizado e com uma participação mais qualificada”, afirmou. O representante do governo federal defendeu também a inserção de novos atores nesse processo: construção civil, mobiliário, fundos de pensão.
A meta da SAE é concluir ainda este ano uma análise do cenário setorial em busca de uma visão de futuro com a divulgação de um pacote que engloba aspectos como fomento, tributação e mitigação de riscos.
Cerimônia
A noite de abertura do Congresso contou ainda com a cerimônia oficial da qual participaram o presidente da honra do evento, professor Sebastião do Amaral Machado, o vice-reitor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Rogério Mulinari, o presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Luiz Tarcísio Mossato Pinto, o assessor da presidência da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), João Arthur Mohr, Otamir César Martins, diretor geral da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado do Paraná (Seab), o diretor executivo da Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE), Carlos Mendes, e o chefe geral da Embrapa Florestas, Helton Damin da Silva.
Para o chefe da Embrapa Florestas, a realização deste congresso coincide com um momento de retorno das parcerias público-privadas. “Esta é uma oportunidade para alavancarmos o setor. Nesses 21 anos sem a realização do evento, evoluímos para melhor com aumento da produtividade sem comparativos no mundo e no cuidado com as questões ambientais e tecnológicas”, afirmou.
Fonte: CeluloseOnline
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