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Notícias
23
ago
2012
(QUEIMADAS)
O total de queimadas no País neste mês já supera em 84% os focos registrados em 2011
Queimadas no País crescem 84% em relação a 2011 – O total de queimadas no País neste mês já supera em 84% os focos registrados no mesmo período do ano passado e traz um alerta de que a situação pode se agravar ainda mais nas próximas semanas. De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) compilados por imagens de satélite, entre os dias 1.º e 21 deste mês foram registrados em todo o País 26,1 mil focos de fogo – sendo 16.858 só na Amazônia Legal, com o Maranhão à frente. No mesmo período do ano anterior houve, respectivamente, 14.149 e 6.885 casos. Por GIOVANA GIRARDI, COM LUCIANO COELHO E FÁTIMA LESSA – Agência Estado.
Segundo Alberto Setzer, responsável pelo monitoramento de queimadas no Inpe, o clima mais seco deste ano está favorecendo a propagação das queimadas. “Mas o que nos preocupa é que o uso do fogo tem ocorrido de maneira cada vez mais descontrolada e isso traz um temor pelo que vem a seguir”, diz.
Considerado o cenário dos anos anteriores, ele explica que os últimos dez dias de agosto e todo o mês de setembro costumam ser o período mais crítico para queimadas. “E pelo menos pelos próximos dez dias não há previsão de chuva significativa para o Brasil central”, afirma. Nesta última década, o ano mais devastador em queimadas foi 2010, com mais de 50 mil focos registrados apenas nos primeiros 20 dias de agosto.
No Piauí, o número de focos de incêndios cresceu 112% em relação ao mesmo período de 2011, de acordo com dados do Inpe. O Corpo de Bombeiros está monitorando as áreas e estipulou punições que variam de multas de R$ 300 a R$ 1 mil por hectare queimado, além de prisão por crime ambiental.
“Os responsáveis também podem ser punidos por dano ao patrimônio público e privado”, afirmou o coronel Manoel Santos, comandante-geral do Corpo de Bombeiros. Desde o início do ano, o Estado registrou 2 mil focos de queimadas. A expectativa é de que as ocorrências continuem por causa do tempo seco.
Sem chuva
No Mato Grosso, dados do Comitê Estadual da Gestão do Fogo apontam um crescimento de mais de 125% em números de focos de 1º de janeiro a 20 de agosto em relação ao mesmo período do ano passado. Em 2011 foram 23.115 focos e neste ano já são 49.799. Não chove no Estado há 38 dias.
Em 2010 – ano das queimadas mais intensas -, Mato Grosso registrou, no mesmo período, 46.077 focos. Em 2011, o índice caiu, porque ocorreram condições atípicas para a época do ano, com mais chuvas e temperaturas amenas.
Desde que começou o período proibitivo de incêndios controlados, as queimadas urbanas aumentaram em Cuiabá. Segundo o capitão do Corpo de Bombeiros Washington Duarte, a cada dois minutos é registrada uma ocorrência. De acordo com o Corpo de Bombeiros, 90% dos casos ocorrem por causa da ação desastrosa do homem.
Para o secretário executivo do Comitê Gestor, major Ramon Barbosa, a baixa umidade do ar (abaixo de 15%), as altas temperaturas (de 35°C a 39°C) e os ventos velozes têm colaborado para os números expressivos. Entre os municípios em situação mais crítica estão Alto do Araguaia e Chapada dos Guimarães.
Segundo Alberto Setzer, responsável pelo monitoramento de queimadas no Inpe, o clima mais seco deste ano está favorecendo a propagação das queimadas. “Mas o que nos preocupa é que o uso do fogo tem ocorrido de maneira cada vez mais descontrolada e isso traz um temor pelo que vem a seguir”, diz.
Considerado o cenário dos anos anteriores, ele explica que os últimos dez dias de agosto e todo o mês de setembro costumam ser o período mais crítico para queimadas. “E pelo menos pelos próximos dez dias não há previsão de chuva significativa para o Brasil central”, afirma. Nesta última década, o ano mais devastador em queimadas foi 2010, com mais de 50 mil focos registrados apenas nos primeiros 20 dias de agosto.
No Piauí, o número de focos de incêndios cresceu 112% em relação ao mesmo período de 2011, de acordo com dados do Inpe. O Corpo de Bombeiros está monitorando as áreas e estipulou punições que variam de multas de R$ 300 a R$ 1 mil por hectare queimado, além de prisão por crime ambiental.
“Os responsáveis também podem ser punidos por dano ao patrimônio público e privado”, afirmou o coronel Manoel Santos, comandante-geral do Corpo de Bombeiros. Desde o início do ano, o Estado registrou 2 mil focos de queimadas. A expectativa é de que as ocorrências continuem por causa do tempo seco.
Sem chuva
No Mato Grosso, dados do Comitê Estadual da Gestão do Fogo apontam um crescimento de mais de 125% em números de focos de 1º de janeiro a 20 de agosto em relação ao mesmo período do ano passado. Em 2011 foram 23.115 focos e neste ano já são 49.799. Não chove no Estado há 38 dias.
Em 2010 – ano das queimadas mais intensas -, Mato Grosso registrou, no mesmo período, 46.077 focos. Em 2011, o índice caiu, porque ocorreram condições atípicas para a época do ano, com mais chuvas e temperaturas amenas.
Desde que começou o período proibitivo de incêndios controlados, as queimadas urbanas aumentaram em Cuiabá. Segundo o capitão do Corpo de Bombeiros Washington Duarte, a cada dois minutos é registrada uma ocorrência. De acordo com o Corpo de Bombeiros, 90% dos casos ocorrem por causa da ação desastrosa do homem.
Para o secretário executivo do Comitê Gestor, major Ramon Barbosa, a baixa umidade do ar (abaixo de 15%), as altas temperaturas (de 35°C a 39°C) e os ventos velozes têm colaborado para os números expressivos. Entre os municípios em situação mais crítica estão Alto do Araguaia e Chapada dos Guimarães.
Fonte: As informações são do jornal O Estado de S. Paulo-EcoDebate
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