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Notícias
10
ago
2012
(DESMATAMENTO)
Falta de fiscalização facilita desmatamento no Pará, diz Ibama
O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) divulgou nesta quinta-feira (9) dados do desmatamento no Pará com base no monitoramento diário feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). De acordo com o Ibama, o Pará desmatou, somente nos quatro primeiros dias de agosto, 57,44 km² de florestas.
A informação foi registrada no banco de dados do Deter, sistema de detecção de desmatamento em tempo real que utiliza imagens de satélite para monitorar a floresta Amazônica.
Segundo o Ibama, a área desmatada equivale a 5.800 campos de futebol. De acordo com a Associação dos Servidores do Ibama no Pará (Asibama), o índice se deve a falta de fiscalização, já que os funcionários do órgão estão em estado de greve desde 21 de junho.
Com a greve do Ibama, quatro operações deixaram de ser realizadas no mês de julho. Sem funcionários em campo, todas as áreas desmatadas indicadas pelo Deter deixaram de ser embargadas, e os responsáveis não foram autuados nem multados.
O Inpe informou que os dados do Deter não podem ser utilizados para comparações, visto que a detecção do desmatamento está sujeita a fatores ambientais, como a cobertura de nuvens. Porém, a Associação dos Servidores do Ibama informou que, em junho deste ano, a devastação na amazônia foi de aproximadamente 38 km². Em julho, com o início da greve, 92 km² foram desmatados.
“O desmatamento tem o efeito bola de neve. Se um vizinho desmata, ganha dinheiro, compra carro, coloca gado no pasto e nada acontece contra ele, outros vão deixar a floresta em pé para quê? Ele vai desmatar também. Sem o prejuízo a outras políticas necessárias para preservar as florestas, não se pode abrir mão dos fiscais em campo, apreendendo tratores, motosserras, multando e embargando as propriedades dos desmatadores”, afirma a presidente da Asibama no Pará, Cecília Cordeiro.
Para o pesquisador sênior do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), Adalberto Veríssimo, se a paralisação do Ibama for duradoura, ela pode contribuir para o aumento do desmatamento no estado. “Sem as fiscalizações, os infratores se sentem mais à vontade para praticar o crime. Os impactos poderão ser grandes e irrevesíveis”, aponta Veríssimo.
Entenda o caso – Os servidores do Ibama estão em greve desde 21 de junho. Para retornar ao trabalho, eles reivindicam a valorização da carreira de Especialista em Meio Ambiente, a reestruturação da instituição e mais investimentos em capacitação, logística e equipamentos.
A informação foi registrada no banco de dados do Deter, sistema de detecção de desmatamento em tempo real que utiliza imagens de satélite para monitorar a floresta Amazônica.
Segundo o Ibama, a área desmatada equivale a 5.800 campos de futebol. De acordo com a Associação dos Servidores do Ibama no Pará (Asibama), o índice se deve a falta de fiscalização, já que os funcionários do órgão estão em estado de greve desde 21 de junho.
Com a greve do Ibama, quatro operações deixaram de ser realizadas no mês de julho. Sem funcionários em campo, todas as áreas desmatadas indicadas pelo Deter deixaram de ser embargadas, e os responsáveis não foram autuados nem multados.
O Inpe informou que os dados do Deter não podem ser utilizados para comparações, visto que a detecção do desmatamento está sujeita a fatores ambientais, como a cobertura de nuvens. Porém, a Associação dos Servidores do Ibama informou que, em junho deste ano, a devastação na amazônia foi de aproximadamente 38 km². Em julho, com o início da greve, 92 km² foram desmatados.
“O desmatamento tem o efeito bola de neve. Se um vizinho desmata, ganha dinheiro, compra carro, coloca gado no pasto e nada acontece contra ele, outros vão deixar a floresta em pé para quê? Ele vai desmatar também. Sem o prejuízo a outras políticas necessárias para preservar as florestas, não se pode abrir mão dos fiscais em campo, apreendendo tratores, motosserras, multando e embargando as propriedades dos desmatadores”, afirma a presidente da Asibama no Pará, Cecília Cordeiro.
Para o pesquisador sênior do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), Adalberto Veríssimo, se a paralisação do Ibama for duradoura, ela pode contribuir para o aumento do desmatamento no estado. “Sem as fiscalizações, os infratores se sentem mais à vontade para praticar o crime. Os impactos poderão ser grandes e irrevesíveis”, aponta Veríssimo.
Entenda o caso – Os servidores do Ibama estão em greve desde 21 de junho. Para retornar ao trabalho, eles reivindicam a valorização da carreira de Especialista em Meio Ambiente, a reestruturação da instituição e mais investimentos em capacitação, logística e equipamentos.
Fonte: G1
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