Voltar
Notícias
09
ago
2012
(BIOENERGIA)
No Brasil, 60% do carvão vegetal é oriundo de florestas nativas
Embora seja mais ambientalmente correto do que o carvão mineral, que é derivado de combustível fóssil e emite enxofre quando queimado, a produção do carvão vegetal também pode envolver aspectos negativos, como a utilização de trabalho escravo e o desmatamento.
O alerta consta no estudo Combate à devastação ambiental e ao trabalho escravo na produção do ferro e do aço, publicação que exigiu dois anos de dedicação do WWF-Brasil, Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, Rede Nossa São Paulo, Fundação Avina, Repórter Brasil e Papel Social.
O foco principal desse estudo, publicado em junho, são os biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, mas há também casos envolvendo a Mata Atlântica e a Caatinga. Foram pesquisados os polos siderúrgicos de Carajás, no Pará e Maranhão, de Minas Gerais e do Mato Grosso do Sul.
As cadeias produtivas também foram rastreadas: da produção de carvão em fornos clandestinos escondidos na mata às grandes indústrias, no Brasil e no mundo, que usam carvão obtido por meio da devastação ambiental e do trabalho escravo.
Segundo o estudo, se houver o plantio de árvores no ciclo de vida do carvão vegetal, essas podem funcionar como fator de compensação aos gases de efeito estufa, da queima nos altos-fornos, o que contribui para mitigar as mudanças climáticas globais.
“Porém, atualmente 60% do carvão vegetal feito aqui é proveniente de florestas nativas – a quase totalidade delas desmatadas ilegalmente. Além disso, há destruição ambiental e ocorrência de trabalho análogo à escravidão mesmo no caso das chamadas ‘florestas plantadas’”, pondera a pesquisa.
Além de caracterizar e apresentar os impactos ambientais e sociais de parte da produção de carvão vegetal no Brasil, o estudo também demonstra como a cadeia de produção siderúrgica de ferro-gusa contribui para este quadro e busca fomentar a participação do setor empresarial no desenvolvimento de uma cadeia sustentável da produção de ferro e do aço.
De acordo com a publicação, as maiores empresas produtoras de ferro-gusa, aço e minério de ferro se comprometeram a unir esforços para erradicar a devastação ambiental e o trabalho escravo de suas cadeias produtivas. “O aço e o ferro entram nos materiais que a sociedade moderna precisa para viver: máquinas, automóveis, computadores, aeronaves, instrumentos médicos, celulares, produção de alimentos. Essa pesquisa mostra que erradicar a devastação ambiental e o trabalho escravo é dar um importante passo para um mundo mais justo e ambientalmente responsável”, destaca o estudo.
O alerta consta no estudo Combate à devastação ambiental e ao trabalho escravo na produção do ferro e do aço, publicação que exigiu dois anos de dedicação do WWF-Brasil, Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, Rede Nossa São Paulo, Fundação Avina, Repórter Brasil e Papel Social.
O foco principal desse estudo, publicado em junho, são os biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, mas há também casos envolvendo a Mata Atlântica e a Caatinga. Foram pesquisados os polos siderúrgicos de Carajás, no Pará e Maranhão, de Minas Gerais e do Mato Grosso do Sul.
As cadeias produtivas também foram rastreadas: da produção de carvão em fornos clandestinos escondidos na mata às grandes indústrias, no Brasil e no mundo, que usam carvão obtido por meio da devastação ambiental e do trabalho escravo.
Segundo o estudo, se houver o plantio de árvores no ciclo de vida do carvão vegetal, essas podem funcionar como fator de compensação aos gases de efeito estufa, da queima nos altos-fornos, o que contribui para mitigar as mudanças climáticas globais.
“Porém, atualmente 60% do carvão vegetal feito aqui é proveniente de florestas nativas – a quase totalidade delas desmatadas ilegalmente. Além disso, há destruição ambiental e ocorrência de trabalho análogo à escravidão mesmo no caso das chamadas ‘florestas plantadas’”, pondera a pesquisa.
Além de caracterizar e apresentar os impactos ambientais e sociais de parte da produção de carvão vegetal no Brasil, o estudo também demonstra como a cadeia de produção siderúrgica de ferro-gusa contribui para este quadro e busca fomentar a participação do setor empresarial no desenvolvimento de uma cadeia sustentável da produção de ferro e do aço.
De acordo com a publicação, as maiores empresas produtoras de ferro-gusa, aço e minério de ferro se comprometeram a unir esforços para erradicar a devastação ambiental e o trabalho escravo de suas cadeias produtivas. “O aço e o ferro entram nos materiais que a sociedade moderna precisa para viver: máquinas, automóveis, computadores, aeronaves, instrumentos médicos, celulares, produção de alimentos. Essa pesquisa mostra que erradicar a devastação ambiental e o trabalho escravo é dar um importante passo para um mundo mais justo e ambientalmente responsável”, destaca o estudo.
Fonte: EcoD
Notícias em destaque
Pesquisador da Universidade Estadual de Michigan explora novo uso para madeira danificada
Um pesquisador da Universidade Estadual de Michigan (MSU) recebeu uma verba de US$ 300.000 do Instituto Nacional de Alimentação e...
(MADEIRA E PRODUTOS)
Árvores desenvolveram madeira mais densa com redução da poluição na pandemia
Análise de anéis de crescimento identificou sinais da redução das emissões veiculares e...
(CIÊNCIA)
Indústria de celulose retoma debate sobre eucalipto transgênico diante das mudanças climáticas
Setor busca flexibilizar regras internacionais de certificação para viabilizar o cultivo comercial de árvores geneticamente...
(TECNOLOGIA)
Produtos de madeira sofrem contração, enquanto o setor moveleiro cresce, segundo o último relatório do PMI
A atividade econômica no setor manufatureiro expandiu em outubro pelo décimo mês consecutivo, segundo executivos da cadeia de...
(INTERNACIONAL)
O que uma árvore consegue revelar quando é medida todos os dias
A árvore cresce em anos, mas responde ao ambiente em horas.
No inventário tradicional, o crescimento de um talhão aparece...
(CIÊNCIA)
Madeira fica flexível e pode ser dobrada e moldada
Engenheiros italianos desenvolveram um novo método para dar flexibilidade à madeira, e fazer isso de forma controlada, atendendo...
(MADEIRA E PRODUTOS)















