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Notícias
30
jul
2012
(MADEIRA E PRODUTOS)
Programa estimula setor de madeira tratada
A Associação Brasileira dos Preservadores de Madeira (ABPM) lançou, com o apoio do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), da USP (SP), um programa de regulamentação com a criação do selo “Qualitrat”, para tentar motivar um crescimento de 8% a 10% do ramo no ano.
O mercado de madeira tratada, constituído por cortes de pinus e eucaliptos provenientes de reflorestamento – e que passa por um processo de secagem seguido de um mergulho em substância que torna o produto imune ao ataque de fungos e insetos – é avaliado em R$ 600 milhões por ano, com a produção de 1,5 milhão de metros cúbicos.
Mas ainda é pouco quando comparado à comercialização de 30 milhões de metros cúbicos por ano, com madeiras de diferentes origens (inclusive de cortes ilegais) e sem tratamento para uso, segundo a Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas (Abraf). “É uma forma de proteger as empresas tratadoras de madeira em uma área que ainda mantém práticas à margem da legislação”, diz Flavio Carlos Geraldo, presidente da entidade.
Segundo Geraldo, os maiores consumidores de eucalipto e pinus que passam por tratamento são a área rural (de 60% e 65% da produção), que os utilizam basicamente para a instalação de mourões nas propriedades, os setores elétricos (15%), para a instalação de postes, e o ferroviário (15%), com a implantação de dormentes. A construção civil consome apenas entre 5% e 10% do total, embora esteja em expansão.
O uso desse material, porém, custa 20% mais – varia de R$ 400 a R$ 1.500 o metro cúbico, conforme a finalidade – e o volume ainda está muito distante do consumo de 12 milhões de metros cúbicos dos EUA.
Das 45 empresas associadas à ABPM, as duas unidades da CBI Madeiras, localizadas em Minas Gerais e São Paulo, foram as primeiras a receber a certificação da associação, que leva em consideração as gestões ambiental e de qualidade nos processos de tratamento da madeira, entre outros itens. Seus 5 mil hectares de áreas reflorestadas com eucalipto e pinus rendem uma colheita de cerca de 40 mil metros cúbicos por ano.
“São muitas regras a serem cumpridas. Mas no final, é uma segurança para o produtor e para o cliente”, diz Paulo Maciel, presidente da CBI. Ele se refere à proliferação de usinas de tratamento de madeira no país – atualmente são 250 unidades -, que nem sempre cumprem as exigências legais. Mas o empresário não perde o otimismo e compartilha com as expectativas de Flávio Geraldo, da ABPM. “O retorno não é do dia para noite. Mas daqui três anos o mercado vai se dar conta dos benefícios”.
Por: Janice Kiss
O mercado de madeira tratada, constituído por cortes de pinus e eucaliptos provenientes de reflorestamento – e que passa por um processo de secagem seguido de um mergulho em substância que torna o produto imune ao ataque de fungos e insetos – é avaliado em R$ 600 milhões por ano, com a produção de 1,5 milhão de metros cúbicos.
Mas ainda é pouco quando comparado à comercialização de 30 milhões de metros cúbicos por ano, com madeiras de diferentes origens (inclusive de cortes ilegais) e sem tratamento para uso, segundo a Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas (Abraf). “É uma forma de proteger as empresas tratadoras de madeira em uma área que ainda mantém práticas à margem da legislação”, diz Flavio Carlos Geraldo, presidente da entidade.
Segundo Geraldo, os maiores consumidores de eucalipto e pinus que passam por tratamento são a área rural (de 60% e 65% da produção), que os utilizam basicamente para a instalação de mourões nas propriedades, os setores elétricos (15%), para a instalação de postes, e o ferroviário (15%), com a implantação de dormentes. A construção civil consome apenas entre 5% e 10% do total, embora esteja em expansão.
O uso desse material, porém, custa 20% mais – varia de R$ 400 a R$ 1.500 o metro cúbico, conforme a finalidade – e o volume ainda está muito distante do consumo de 12 milhões de metros cúbicos dos EUA.
Das 45 empresas associadas à ABPM, as duas unidades da CBI Madeiras, localizadas em Minas Gerais e São Paulo, foram as primeiras a receber a certificação da associação, que leva em consideração as gestões ambiental e de qualidade nos processos de tratamento da madeira, entre outros itens. Seus 5 mil hectares de áreas reflorestadas com eucalipto e pinus rendem uma colheita de cerca de 40 mil metros cúbicos por ano.
“São muitas regras a serem cumpridas. Mas no final, é uma segurança para o produtor e para o cliente”, diz Paulo Maciel, presidente da CBI. Ele se refere à proliferação de usinas de tratamento de madeira no país – atualmente são 250 unidades -, que nem sempre cumprem as exigências legais. Mas o empresário não perde o otimismo e compartilha com as expectativas de Flávio Geraldo, da ABPM. “O retorno não é do dia para noite. Mas daqui três anos o mercado vai se dar conta dos benefícios”.
Por: Janice Kiss
Fonte: Valor Econômico
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