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Notícias
25
jul
2012
(TECNOLOGIA)
Referência em pesquisa florestal, Brasil atrai estrangeiros em busca de conhecimentos
Com 6,5 milhões de hectares de florestas plantadas, o Brasil é considerado referência na América Latina quando o assunto é pesquisa. Com o trabalho conjunto realizado pela Embrapa Florestas, universidades, consultorias e setor privado, os avanços em áreas como implantação florestal, que envolve qualidade das mudas, controle de pragas, mecanização, fertilização, controle químico, entre outros aspectos, empresários têm obtido melhores resultados na produção.
Prova desse interesse pelo que vem sendo desenvolvido no país é que eventos técnicos têm atraído cada vez mais profissionais de países vizinhos como Paraguai e Uruguai. No último workshop promovido pela Embrapa Florestas em parceria com a Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE) nos dias 18 e 19 de julho sobre implantação e reforma de povoamentos florestais, engenheiros florestais e biólogos de empresas instaladas nesses países se juntaram aos quase 100 participantes do curso para conhecer o que há de inovação no trabalho realizado pelos brasileiros.
A produtora de mudas de eucaliptos na cidade de Hernandarias, no Paraguai, Raizes Eco Florestal enviou três profissionais para o curso. Roberto Vargas, engenheiro de ciências ambientais, conta que a possibilidade de trocar informações com os brasileiros foi o que atraiu a atenção dele e dos colegas para participar do workshop. “O Brasil é referência nessa área e como temos boas perspectivas de crescimento no nosso país, viemos atrás de novidades”, afirma.
Já a engenheira agrônoma, Luciana Ingaramo, líder do programa de produtividade e sustentabilidade florestal da Weyerhaeuser, do Uruguai, revela que o que chamou sua atenção na programação foi o número de palestrantes reconhecidos internacionalmente por seus conhecimentos. “Vim em busca de informações sobre plantio, pois considero a uniformidade das plantações brasileiras muito boas”, explica.
Na avaliação do diretor executivo da APRE, a presença dos estrangeiros agrega ainda mais valor aos eventos técnicos realizados no país, em especial no Paraná, que vem se destacando na promoção do conhecimento de florestas plantadas. “Contamos com importantes instituições de ensino e pesquisa no Estado, que encontram nas associadas à APRE empresários interessados em estudos, que contribuem para o melhor desenvolvimento dos plantios”, avalia.
Um exemplo da união entre esses segmentos que gerou bons resultados foi o programa de controle da vespa da madeira, principal praga dos plantios de pinus. O inseto ataca as árvores de pinus perfurando o tronco, onde pode colocar de 300 a 500 ovos. As larvas formam galerias no interior da árvore, o que afeta a qualidade da madeira. Porém, o dano maior ocorre durante a postura, quando a fêmea deposita também uma mucossecreção e esporos de um fungo simbionte, que vai ser o alimento das larvas. Para estudar melhor e combater essa praga, em 1989 foi criado o Fundo Nacional de Controle à Vespa-da-Madeira (Funcema), uma parceria entre a Embrapa Florestas e cerca de 120 empresas do setor florestal, em especial as participantes das associações estaduais de empresas florestais do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Hoje, o Programa é considerado modelo de parceria entre a pesquisa e empresas privadas, pois possibilitou estratégias de manejo dessa praga, além de avançar em áreas como manejo integrado de pragas e melhorias em manejo florestal. Um amplo programa de transferência de tecnologia capacita técnicos de empresas, associações, sindicatos e cooperativas no monitoramento, detecção e controle da vespa-da-madeira. A tecnologia já foi transferida também para Uruguai, Argentina e Chile.
Prova desse interesse pelo que vem sendo desenvolvido no país é que eventos técnicos têm atraído cada vez mais profissionais de países vizinhos como Paraguai e Uruguai. No último workshop promovido pela Embrapa Florestas em parceria com a Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE) nos dias 18 e 19 de julho sobre implantação e reforma de povoamentos florestais, engenheiros florestais e biólogos de empresas instaladas nesses países se juntaram aos quase 100 participantes do curso para conhecer o que há de inovação no trabalho realizado pelos brasileiros.
A produtora de mudas de eucaliptos na cidade de Hernandarias, no Paraguai, Raizes Eco Florestal enviou três profissionais para o curso. Roberto Vargas, engenheiro de ciências ambientais, conta que a possibilidade de trocar informações com os brasileiros foi o que atraiu a atenção dele e dos colegas para participar do workshop. “O Brasil é referência nessa área e como temos boas perspectivas de crescimento no nosso país, viemos atrás de novidades”, afirma.
Já a engenheira agrônoma, Luciana Ingaramo, líder do programa de produtividade e sustentabilidade florestal da Weyerhaeuser, do Uruguai, revela que o que chamou sua atenção na programação foi o número de palestrantes reconhecidos internacionalmente por seus conhecimentos. “Vim em busca de informações sobre plantio, pois considero a uniformidade das plantações brasileiras muito boas”, explica.
Na avaliação do diretor executivo da APRE, a presença dos estrangeiros agrega ainda mais valor aos eventos técnicos realizados no país, em especial no Paraná, que vem se destacando na promoção do conhecimento de florestas plantadas. “Contamos com importantes instituições de ensino e pesquisa no Estado, que encontram nas associadas à APRE empresários interessados em estudos, que contribuem para o melhor desenvolvimento dos plantios”, avalia.
Um exemplo da união entre esses segmentos que gerou bons resultados foi o programa de controle da vespa da madeira, principal praga dos plantios de pinus. O inseto ataca as árvores de pinus perfurando o tronco, onde pode colocar de 300 a 500 ovos. As larvas formam galerias no interior da árvore, o que afeta a qualidade da madeira. Porém, o dano maior ocorre durante a postura, quando a fêmea deposita também uma mucossecreção e esporos de um fungo simbionte, que vai ser o alimento das larvas. Para estudar melhor e combater essa praga, em 1989 foi criado o Fundo Nacional de Controle à Vespa-da-Madeira (Funcema), uma parceria entre a Embrapa Florestas e cerca de 120 empresas do setor florestal, em especial as participantes das associações estaduais de empresas florestais do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Hoje, o Programa é considerado modelo de parceria entre a pesquisa e empresas privadas, pois possibilitou estratégias de manejo dessa praga, além de avançar em áreas como manejo integrado de pragas e melhorias em manejo florestal. Um amplo programa de transferência de tecnologia capacita técnicos de empresas, associações, sindicatos e cooperativas no monitoramento, detecção e controle da vespa-da-madeira. A tecnologia já foi transferida também para Uruguai, Argentina e Chile.
Fonte: http://www.portaldoagronegocio.com.br/conteudo.php?tit=referencia_em_pesquisa_florestal,_brasil_atrai_estrangeiros_em_busca_de_conhecimentos&id=78250
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