Voltar
Notícias
19
jul
2012
(GERAL)
Aumenta extração de produtos naturais no Amazonas
Extração ilegal de madeiras, areia, barro e seixo, seguidos das queimadas e do desmatamento ilegal ainda são os crimes ambientais mais registrados pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam). Por conta da construção civil, a solicitação de autorização para retirada de areia, aumentou 40%. Esse é o balanço que o órgão fez do primeiro semestre deste ano.
Conforme o presidente do Ipaam, Antonio Ademir Stroski, a margem direita do rio Negro, nos municípios de Iranduba (a 25 quilômetros de Manaus), Manacapuru (a 84 quilômetros) e Novo Airão (a 115 quilômetros), está sendo monitorados para evitar a extração ilegal de areia. “O grande problema nessas áreas é o loteamento clandestino, a ocupação ilegal das terras. Então, as pessoas que forem adquirir terras do outro lado rio, procurem primeiro, saber da regularização do terreno junto aos municípios”, advertiu Stroski.
Ainda segundo o presidente do órgão ambiental, as rodovias AM 010, a Manaus Itacoatiara, e a BR 174, a Manaus Presidente Figueiredo, são outras áreas de onde são extraídas areia. E, as multas por práticas ilegais podem variar de R$ 500 a R$ 50 milhões. “A licença para a extração da areia tem um prazo de cinco anos. Tanto no leito de rio como em terra firme, é uma atividade licenciada pelo Ipaam. Portanto, o veículo que estiver transportando areia ilegal, tanto a areia como o caminhão é apreendido e leva multa, cujo valor varia conforme a gravidade”, ressaltou ele, acrescentando que há extrações ilegais, mas que o número delas ainda sendo apurado e que o Ipaam conta com a ajuda do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).
Stroki explicou que o Ipaam exige dos interessados, o Plano de Controle Ambiental, que vai permitir a recuperação da área em que foi retirada a areia, evitando assim, a supressão de vegetação e aberturas ilegais de ramais.
Para o presidente do Ipaam, os focos mais fortes da extração ilegal de madeira, estão no Sul do Estado do Amazonas, na divisa com Rondônia e poderão ser solucionados em parte, com a colocação de madeira legal no mercado, fruto de áreas de manejo florestal.
“Na atividade madeireira, por exemplo, existem casos em que o empresário ou o interessado procura fraudar o Documento de Origem Florestal, o DOF. Tem gente que licencia o plano de manejo e não o explora. Ao final, acaba fazendo um negócio, vendendo a licença. E, isso é monitorado”, falou.
Poluição sonora é lider em Manaus
Na cidade de Manaus, os crimes ambientais mais cometidos no primeiro semestre foram os de poluição sonora, poluição do ar e invasões, segundo dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade .
De acordo com o órgão, a poluição sonora foi o crime mais denunciado. Mais 6,6 mil denúncias foram feitas, 71 multas foram aplicadas, 1,3 mil notificações foram executadas e houve 54 interdições. “Procuramos priorizar a conscientização e a notificação, antes de aplicar multas”, disse o diretor de fiscalização do órgão Ricardo Maia.
Ele falou também, que as zonas de Manaus mais denunciadas, foram as Leste e Centro-Oeste. “Na verdade, recebemos denúnias de todas as zonas, mas, essas duas, se destacaram”, frisou.
Grilagem
De acordo com a organização não governamental (ONG), WWF Brasil, grandes áreas de floresta são griladas e vendidas a preços abaixo de mercado. Essas áreas costumam ser terras públicas, e as instituições estatais não conseguem ter controle total sobre sua ocupação. Documentos falsos são preparados e uma extensa rede de corrupção é envolvida no esquema para garantir o sucesso do negócio ilegal. Em seguida, as áreas degradadas são destinadas à agricultura e à pecuária.
Por: Milton de Oliveira
Conforme o presidente do Ipaam, Antonio Ademir Stroski, a margem direita do rio Negro, nos municípios de Iranduba (a 25 quilômetros de Manaus), Manacapuru (a 84 quilômetros) e Novo Airão (a 115 quilômetros), está sendo monitorados para evitar a extração ilegal de areia. “O grande problema nessas áreas é o loteamento clandestino, a ocupação ilegal das terras. Então, as pessoas que forem adquirir terras do outro lado rio, procurem primeiro, saber da regularização do terreno junto aos municípios”, advertiu Stroski.
Ainda segundo o presidente do órgão ambiental, as rodovias AM 010, a Manaus Itacoatiara, e a BR 174, a Manaus Presidente Figueiredo, são outras áreas de onde são extraídas areia. E, as multas por práticas ilegais podem variar de R$ 500 a R$ 50 milhões. “A licença para a extração da areia tem um prazo de cinco anos. Tanto no leito de rio como em terra firme, é uma atividade licenciada pelo Ipaam. Portanto, o veículo que estiver transportando areia ilegal, tanto a areia como o caminhão é apreendido e leva multa, cujo valor varia conforme a gravidade”, ressaltou ele, acrescentando que há extrações ilegais, mas que o número delas ainda sendo apurado e que o Ipaam conta com a ajuda do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).
Stroki explicou que o Ipaam exige dos interessados, o Plano de Controle Ambiental, que vai permitir a recuperação da área em que foi retirada a areia, evitando assim, a supressão de vegetação e aberturas ilegais de ramais.
Para o presidente do Ipaam, os focos mais fortes da extração ilegal de madeira, estão no Sul do Estado do Amazonas, na divisa com Rondônia e poderão ser solucionados em parte, com a colocação de madeira legal no mercado, fruto de áreas de manejo florestal.
“Na atividade madeireira, por exemplo, existem casos em que o empresário ou o interessado procura fraudar o Documento de Origem Florestal, o DOF. Tem gente que licencia o plano de manejo e não o explora. Ao final, acaba fazendo um negócio, vendendo a licença. E, isso é monitorado”, falou.
Poluição sonora é lider em Manaus
Na cidade de Manaus, os crimes ambientais mais cometidos no primeiro semestre foram os de poluição sonora, poluição do ar e invasões, segundo dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade .
De acordo com o órgão, a poluição sonora foi o crime mais denunciado. Mais 6,6 mil denúncias foram feitas, 71 multas foram aplicadas, 1,3 mil notificações foram executadas e houve 54 interdições. “Procuramos priorizar a conscientização e a notificação, antes de aplicar multas”, disse o diretor de fiscalização do órgão Ricardo Maia.
Ele falou também, que as zonas de Manaus mais denunciadas, foram as Leste e Centro-Oeste. “Na verdade, recebemos denúnias de todas as zonas, mas, essas duas, se destacaram”, frisou.
Grilagem
De acordo com a organização não governamental (ONG), WWF Brasil, grandes áreas de floresta são griladas e vendidas a preços abaixo de mercado. Essas áreas costumam ser terras públicas, e as instituições estatais não conseguem ter controle total sobre sua ocupação. Documentos falsos são preparados e uma extensa rede de corrupção é envolvida no esquema para garantir o sucesso do negócio ilegal. Em seguida, as áreas degradadas são destinadas à agricultura e à pecuária.
Por: Milton de Oliveira
Fonte: A Crítica
Notícias em destaque
Silvicultura moderna conta com equipamentos de última geração
A evolução das máquinas florestais modernas está transformando completamente a indústria da silvicultura em...
(SILVICULTURA)
Novo prédio dos Bombeiros no Paraná será construído com sistema que pode reduzir em até 50 por cento o tempo da obra
O 5° Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) de Maringá, no Noroeste do Estado, vai passar por reforma e...
(CONSTRUÇÃO CIVIL)
Florestas plantadas respondem por 94 por cento da madeira para fins industriais e reduzem pressão sobre matas nativas
Você consome produtos de árvores todos os dias, que estão presentes nos papéis, nas embalagens, nos...
(GERAL)
Serviço Florestal Brasileiro realiza leilão da primeira concessão de restauração florestal do País; Re.green arremata lote
Certame na B3 marca a etapa inicial de projeto inédito que alia recuperação de 6.290 hectares, inclusão produtiva...
(GERAL)
SFB lança edital do X Prêmio em Economia e Mercado Florestal
O edital do X Prêmio Serviço Florestal Brasileiro em Estudos de Economia e Mercado Florestal foi publicado dia 23 e já...
(EVENTOS)
Pesquisa e educação se unem em oficina sobre florestas e sustentabilidade na Embrapa
Aprender sobre a natureza ganha um novo significado quando o cenário é o próprio universo da pesquisa florestal. Com esse...
(GERAL)













