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Notícias
18
jul
2012
(ECONOMIA)
Moveleiros brasileiros comemoram dólar em alta
Empresas atuam com cerca de 79% de sua capacidade, o que permite aumentar a produção
Ao bater a marca de R$ 2, o dólar deve voltar a aquecer as exportações no setor moveleiro. Os produtores, no entanto, vem apostando também em mercados alternativos - forma de buscar novos consumidores, fomentar o comércio entre países e driblar a crise nos Estados Unidos e na Europa.
Em março deste ano, a moeda americana permanecia no patamar de R$ 1,70, quando começou a subir, passando de R$ 2 em maio - e se permanecendo acima desse valor desde então. Para o presidente da Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel), Lipel Custódio, o panorama é favorável, mas não excelente à exportação. "O que se ouve no mercado é que o dólar em R$ 2,30 é o ideal. Entretanto, ele não é bom para a economia do país como um todo. Esse dólar que temos hoje, entre R$ 2,05 e R$ 2,07, é razoável, melhor do que quando estava a R$ 1,70, R$ 1,80", diz.
Os fabricantes comemoram a alta do dólar, mas seguem buscando alternativas aos mercados americano e europeu. Entre as apostas, o presidente da Abimóvel aponta América Latina, África e Oriente Médio. "Estamos tentando fugir um pouco do mercado tradicional, que está em crise. Essa expansão vai além da variação cambial. É uma aposta para buscar novos consumidores e dar incentivo aos produtores e exportadores brasileiros", avalia.
Em São Paulo, o novo panorama já refletiu positivamente nas vendas da Bechara Móveis, de Tanabi. No entanto, de acordo com o gerente de exportação da empresa, Igor Arruda, o maior problema é o risco de grande variação cambial. "Se estivéssemos com o dólar estabilizado, seria mais fácil trabalhar. O que não pode acontecer é a moeda estar a R$ 2,05 e amanhã a R$ 1,90", diz. Atualmente, a Bechara exporta móveis de sala para América Latina, África e países do Oriente, e realiza todas as transações com base na moeda americana.
Segundo Arruda, a empresa segue cautelosa em relação ao novo patamar do dólar. "A melhora na cotação alavanca as vendas, mas nos preocupa, porque pode não ser a longo prazo. Acreditamos que pode haver nova desvalorização, até porque o governo não quer que fique muito acima de R$ 2", destaca.
No primeiro quadrimestre de 2012, as exportações brasileiras de móveis somaram US$ 153,4 milhões - o que representa queda de 7% em comparação ao quadrimestre anterior. Os dados, segundo o presidente da Abimóvel, são prévios à alta do dólar. "Existe um ciclo de até 120 dias entre o pedido e a entrega do produto no exterior. O reflexo da nova cotação deve ser sentido com maior ênfase dentro de mais ou menos 60 dias, então com números mais favoráveis", afirma Custódio.
Segundo a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), na comparação do total exportado no primeiro quadrimestre de 2011 e de 2012, o Chile foi o mercado que mais cresceu. Entre janeiro e abril, as exportações para o país movimentaram US$ 9,7 milhões - crescimento de 71% em relação ao ano anterior. Hoje, os chilenos são o terceiro maior importador dos móveis produzidos no Brasil, atrás apenas dos americanos e angolanos.
Ao bater a marca de R$ 2, o dólar deve voltar a aquecer as exportações no setor moveleiro. Os produtores, no entanto, vem apostando também em mercados alternativos - forma de buscar novos consumidores, fomentar o comércio entre países e driblar a crise nos Estados Unidos e na Europa.
Em março deste ano, a moeda americana permanecia no patamar de R$ 1,70, quando começou a subir, passando de R$ 2 em maio - e se permanecendo acima desse valor desde então. Para o presidente da Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel), Lipel Custódio, o panorama é favorável, mas não excelente à exportação. "O que se ouve no mercado é que o dólar em R$ 2,30 é o ideal. Entretanto, ele não é bom para a economia do país como um todo. Esse dólar que temos hoje, entre R$ 2,05 e R$ 2,07, é razoável, melhor do que quando estava a R$ 1,70, R$ 1,80", diz.
Os fabricantes comemoram a alta do dólar, mas seguem buscando alternativas aos mercados americano e europeu. Entre as apostas, o presidente da Abimóvel aponta América Latina, África e Oriente Médio. "Estamos tentando fugir um pouco do mercado tradicional, que está em crise. Essa expansão vai além da variação cambial. É uma aposta para buscar novos consumidores e dar incentivo aos produtores e exportadores brasileiros", avalia.
Em São Paulo, o novo panorama já refletiu positivamente nas vendas da Bechara Móveis, de Tanabi. No entanto, de acordo com o gerente de exportação da empresa, Igor Arruda, o maior problema é o risco de grande variação cambial. "Se estivéssemos com o dólar estabilizado, seria mais fácil trabalhar. O que não pode acontecer é a moeda estar a R$ 2,05 e amanhã a R$ 1,90", diz. Atualmente, a Bechara exporta móveis de sala para América Latina, África e países do Oriente, e realiza todas as transações com base na moeda americana.
Segundo Arruda, a empresa segue cautelosa em relação ao novo patamar do dólar. "A melhora na cotação alavanca as vendas, mas nos preocupa, porque pode não ser a longo prazo. Acreditamos que pode haver nova desvalorização, até porque o governo não quer que fique muito acima de R$ 2", destaca.
No primeiro quadrimestre de 2012, as exportações brasileiras de móveis somaram US$ 153,4 milhões - o que representa queda de 7% em comparação ao quadrimestre anterior. Os dados, segundo o presidente da Abimóvel, são prévios à alta do dólar. "Existe um ciclo de até 120 dias entre o pedido e a entrega do produto no exterior. O reflexo da nova cotação deve ser sentido com maior ênfase dentro de mais ou menos 60 dias, então com números mais favoráveis", afirma Custódio.
Segundo a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), na comparação do total exportado no primeiro quadrimestre de 2011 e de 2012, o Chile foi o mercado que mais cresceu. Entre janeiro e abril, as exportações para o país movimentaram US$ 9,7 milhões - crescimento de 71% em relação ao ano anterior. Hoje, os chilenos são o terceiro maior importador dos móveis produzidos no Brasil, atrás apenas dos americanos e angolanos.
Fonte: Terra Brasil
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