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Notícias
12
jul
2012
(PAPEL E CELULOSE)
O futuro das empresas florestais está além do papel e da celulose, afirmam executivos do setor
Criar novos usos para as árvores é a chave para o sucesso das empresas de base florestal no futuro, segundo afirmaram os participantes do seminário "Florestas, o coração da economia verde", realizado no contexto da Rio +20. O seminário foi promovido pela Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e o Conselho Internacional de Associações Florestais e de Papel (ICFPA).
"A madeira deveria ser usada para outros propósitos além de celulose e papel. As plantas de celulose do futuro serão biorrefinarias", afirmou o presidente do conselho da Fibria, José Luciano Penido. O executivo mencionou diversos novos desenvolvimentos na indústria florestal que vão além das tradicionais atividades de geração de energia e produção de celulose de madeira e solúvel, como fibrocimento, biocombustíveis, bioplásticos, bioquímicos, biomateriais e fibra de carbono.
"Os Estados Unidos, Canadá, Europa e Japão estão liderando os estudos em novas aplicações para as árvores. Dentro de cinco, dez ou vinte anos vamos ver um grande número de novas aplicações para a árvore", disse Penido, acrescentando que outros países também estão estudando essas possibilidades, apesar de contarem com menos recursos para pesquisa e desenvolvimento. Ele disse, ainda, que Brasil, Índia, China e Escandinávia estão mais avançados nos estudos de aumento de produtividade das florestas.
O vice-presidente de relações corporativas e de desenvolvimento de negócios de energia e florestas da UPM, Stefan Sundman, afirmou que a empresa está adotando um novo modelo, na verdade uma "estratégia verde", referindo-se a uma nova categoria industrial criada pela UPM para descrever o futuro da companhia. "Temos uma floresta de oportunidades para desenvolver novos produtos", disse Sundman. "As oportunidades para as empresas de celulose e papel crescerem estão fora da celulose e do papel, particularmente quando você considera uma empresa européia, que enfrenta uma queda nas taxas de consumo de papel", o executivo explicou. Ele também mencionou que a UPM tem negócios em celulose, papel, painéis de madeira e rótulos adesivos, mas busca desenvolver novos produtos, como biocombustíveis e biofibras, entre outros.
Peter Marsh, da International Family Forestry Alliance (IFFA), que tem também uma empresa familiar de produção florestal no Canadá, adicionou que o Canadá perdeu 20% de seu mercado de celulose de madeira e isso afetou seriamente os produtores florestais pequenos. "Precisamos desenvolver novos usos para a floresta", ele concluiu.
"A madeira deveria ser usada para outros propósitos além de celulose e papel. As plantas de celulose do futuro serão biorrefinarias", afirmou o presidente do conselho da Fibria, José Luciano Penido. O executivo mencionou diversos novos desenvolvimentos na indústria florestal que vão além das tradicionais atividades de geração de energia e produção de celulose de madeira e solúvel, como fibrocimento, biocombustíveis, bioplásticos, bioquímicos, biomateriais e fibra de carbono.
"Os Estados Unidos, Canadá, Europa e Japão estão liderando os estudos em novas aplicações para as árvores. Dentro de cinco, dez ou vinte anos vamos ver um grande número de novas aplicações para a árvore", disse Penido, acrescentando que outros países também estão estudando essas possibilidades, apesar de contarem com menos recursos para pesquisa e desenvolvimento. Ele disse, ainda, que Brasil, Índia, China e Escandinávia estão mais avançados nos estudos de aumento de produtividade das florestas.
O vice-presidente de relações corporativas e de desenvolvimento de negócios de energia e florestas da UPM, Stefan Sundman, afirmou que a empresa está adotando um novo modelo, na verdade uma "estratégia verde", referindo-se a uma nova categoria industrial criada pela UPM para descrever o futuro da companhia. "Temos uma floresta de oportunidades para desenvolver novos produtos", disse Sundman. "As oportunidades para as empresas de celulose e papel crescerem estão fora da celulose e do papel, particularmente quando você considera uma empresa européia, que enfrenta uma queda nas taxas de consumo de papel", o executivo explicou. Ele também mencionou que a UPM tem negócios em celulose, papel, painéis de madeira e rótulos adesivos, mas busca desenvolver novos produtos, como biocombustíveis e biofibras, entre outros.
Peter Marsh, da International Family Forestry Alliance (IFFA), que tem também uma empresa familiar de produção florestal no Canadá, adicionou que o Canadá perdeu 20% de seu mercado de celulose de madeira e isso afetou seriamente os produtores florestais pequenos. "Precisamos desenvolver novos usos para a floresta", ele concluiu.
Fonte: Por Renata Mercante, Editora, PPI América Latina
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