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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Área de mil campos de futebol é desmatada no PA
Uma área de floresta de mil hectares, do mesmo tamanho de mil campos de futebol, foi devastada por madeireiros de Anapu, no sudoeste do Pará. Os fiscais do Ibama - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, durante operação que contou com o apoio do Grupo Tático da Polícia Militar de Altamira, apreenderam 34 motosserras, encontrando no local 54 trabalhadores, entre eles duas mulheres.
Além do crime ambiental, a polícia poderá indiciar o responsável pelo desmatamento pela prática de trabalho escravo. Os policiais constataram que os trabalhadores estavam em condições precárias de sobrevivência, dormiam em barracos de lona, bebiam água de um igarapé e, para se alimentar, precisavam caçar animais silvestres.
O chefe do escritório do Ibama em Altamira, Elielson Soares, disse que a derrubada ilegal da mata ocorreu a 70 km de Anapu, dentro de um projeto de desenvolvimento sustentável ainda em fase de implantação pelo Incra - Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária e que vai beneficiar cerca de 600 famílias de agricultores. Mas a área foi invadida e ocupada por madeireiros que hoje brigam na Justiça Federal para continuar explorando espécies nobres, como ipê, jatobá, acapu e mogno. Enquanto a questão não for resolvida, o projeto está suspenso por determinação do juiz da Vara Federal de Marabá, Francisco de Assis Garcêz Júnior.
Aos policiais e agentes do governo, os trabalhadores encontrados no local do desmatamento disseram terem sido contratados por um homem de prenome Bira, residente em Altamira, para derrubar a floresta e transformar a área em pasto para o gado. Para dificultar o acesso da fiscalização, troncos de madeira foram atravessados numa estrada vicinal.
A missionária Dorothy Stang, líder do projeto de desenvolvimento sustentável de Anapu, criticou a demora do Incra e da Justiça em resolver o problema dos agricultores da região. "O povo quer trabalhar, mas os madeireiros não deixam e vivem fazendo ameaças, inclusive com pistoleiros. Eles querem a terra somente para derrubar a floresta e ganhar muito dinheiro."
Fonte: Ambiente Brasil – 30/08/2004
Além do crime ambiental, a polícia poderá indiciar o responsável pelo desmatamento pela prática de trabalho escravo. Os policiais constataram que os trabalhadores estavam em condições precárias de sobrevivência, dormiam em barracos de lona, bebiam água de um igarapé e, para se alimentar, precisavam caçar animais silvestres.
O chefe do escritório do Ibama em Altamira, Elielson Soares, disse que a derrubada ilegal da mata ocorreu a 70 km de Anapu, dentro de um projeto de desenvolvimento sustentável ainda em fase de implantação pelo Incra - Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária e que vai beneficiar cerca de 600 famílias de agricultores. Mas a área foi invadida e ocupada por madeireiros que hoje brigam na Justiça Federal para continuar explorando espécies nobres, como ipê, jatobá, acapu e mogno. Enquanto a questão não for resolvida, o projeto está suspenso por determinação do juiz da Vara Federal de Marabá, Francisco de Assis Garcêz Júnior.
Aos policiais e agentes do governo, os trabalhadores encontrados no local do desmatamento disseram terem sido contratados por um homem de prenome Bira, residente em Altamira, para derrubar a floresta e transformar a área em pasto para o gado. Para dificultar o acesso da fiscalização, troncos de madeira foram atravessados numa estrada vicinal.
A missionária Dorothy Stang, líder do projeto de desenvolvimento sustentável de Anapu, criticou a demora do Incra e da Justiça em resolver o problema dos agricultores da região. "O povo quer trabalhar, mas os madeireiros não deixam e vivem fazendo ameaças, inclusive com pistoleiros. Eles querem a terra somente para derrubar a floresta e ganhar muito dinheiro."
Fonte: Ambiente Brasil – 30/08/2004
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