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Notícias
28
jun
2012
(INDÚSTRIA)
Governo acelera compras para ajudar indústria
Com caráter de urgência, o governo decidiu usar mais uma arma para tentar contra-atacar o marasmo da atividade econômica. Desta vez, vai acelerar suas próprias compras com a avaliação de que elas poderão dar um estímulo adicional aos investimentos e, com isso, melhorar o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB). A porta-voz das medidas será a presidente Dilma Rousseff e a solenidade, prevista para o fim da manhã de hoje, ganhou o nome de "PAC Equipamentos - Programa de Compras Governamentais".
A divulgação dos novos estímulos à economia foi antecipada ontem pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel. Ele não deu detalhes, mas tratou as medidas como um "pacote". O Estado apurou que o governo deseja antecipar compras que já estavam previstas dando preferência à indústria nacional, principalmente em setores capazes de dar mais dinamismo à indústria, como Saúde, Defesa e Educação. "É uma ação emergencial", disse uma fonte.
A ideia é acelerar os investimentos na compra de maquinários para projetos do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC). Sem os recursos aplicados no Minha Casa, Minha Vida, os investimentos no PAC registraram queda nos primeiros quatro meses do ano. Pimentel enfatizou que o governo já fez muita coisa para estimular a economia por meio do aumento do consumo, mas que agora está focando suas forças na alavancagem dos investimentos.
Preferência. Além de poder antecipar aquisições já previstas no Orçamento, na hora das compras poderá ser usado o mecanismo de margem preferencial, pela qual se pode pagar até 25% mais caro se o produto for "made in Brasil". Por esse mecanismo, o governo pode adquirir produtos de setores como têxtil e calçados. Um exemplo é a intenção do governo de desembolsar R$ 1,29 bilhão na compra de milhares de tratores.
A implantação das medidas visa a um crescimento no curto prazo. A expectativa do governo é que a taxa de expansão do PIB este ano fique acima dos 2,7% vistos no ano passado, apesar das previsões mais pessimistas do mercado.
O governo conta com o efeito das medidas de estímulo à indústria anunciadas no Plano Brasil Maior, em abril. Outro fator que tem jogado a favor, na avaliação oficial, é o dólar no patamar de R$ 2,00, que encarece produtos importados e estaria favorecendo compras no mercado nacional.
A queda da inflação também pode ajudar a estimular a economia, avalia o governo. Com a convergência da inflação para o centro da meta estipulada pelo governo para este ano (4,5%), o Banco Central tem espaço para continuar a cortar a taxa básica de juros, Selic.
A divulgação dos novos estímulos à economia foi antecipada ontem pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel. Ele não deu detalhes, mas tratou as medidas como um "pacote". O Estado apurou que o governo deseja antecipar compras que já estavam previstas dando preferência à indústria nacional, principalmente em setores capazes de dar mais dinamismo à indústria, como Saúde, Defesa e Educação. "É uma ação emergencial", disse uma fonte.
A ideia é acelerar os investimentos na compra de maquinários para projetos do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC). Sem os recursos aplicados no Minha Casa, Minha Vida, os investimentos no PAC registraram queda nos primeiros quatro meses do ano. Pimentel enfatizou que o governo já fez muita coisa para estimular a economia por meio do aumento do consumo, mas que agora está focando suas forças na alavancagem dos investimentos.
Preferência. Além de poder antecipar aquisições já previstas no Orçamento, na hora das compras poderá ser usado o mecanismo de margem preferencial, pela qual se pode pagar até 25% mais caro se o produto for "made in Brasil". Por esse mecanismo, o governo pode adquirir produtos de setores como têxtil e calçados. Um exemplo é a intenção do governo de desembolsar R$ 1,29 bilhão na compra de milhares de tratores.
A implantação das medidas visa a um crescimento no curto prazo. A expectativa do governo é que a taxa de expansão do PIB este ano fique acima dos 2,7% vistos no ano passado, apesar das previsões mais pessimistas do mercado.
O governo conta com o efeito das medidas de estímulo à indústria anunciadas no Plano Brasil Maior, em abril. Outro fator que tem jogado a favor, na avaliação oficial, é o dólar no patamar de R$ 2,00, que encarece produtos importados e estaria favorecendo compras no mercado nacional.
A queda da inflação também pode ajudar a estimular a economia, avalia o governo. Com a convergência da inflação para o centro da meta estipulada pelo governo para este ano (4,5%), o Banco Central tem espaço para continuar a cortar a taxa básica de juros, Selic.
Fonte: O Estado de São Paulo
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