Voltar
Notícias
25
jun
2012
(MEIO AMBIENTE)
Fundação da Amazônia apresenta experiência brasileira na conservação de florestas
A Fundação Amazonas Sustentável, promoveu, em parceria com o Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (IDESAM) o evento “Cooperação Sul-Sul e lições aprendidas em Pagamento por Serviços Ambientais (PSA)”, parte da programação paralela da Rio+20.
O seminário foi aberto ao público para mostrar à sociedade civil as experiências de sucesso realizadas com o Bolsa Floresta, o maior programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) do mundo. Além disso, falou sobre a parceria que a Fundação tem com o Governo Federal de Moçambique na troca de experiências sobre produção sustentável.
O programa, criado em 2007, incentiva os produtores rurais a protegerem a floresta, usarem os recursos naturais de forma consciente e ensina como a produção pode ser sustentável. A ideia é simples: pagar para que o produtor conserve a floresta, invertendo a lógica de exploração predatória: quanto mais floresta for preservada, mais o produtor rural ganhará.
Além do pagamento direto, o programa também incentiva a formação de cooperativas, busca a certificação dos produtos, ensina práticas de produção sustentável e auxilia as comunidades rurais no desenvolvimento da produção local, com capacitação e a compra de equipamentos.
“O Pagamento por Serviço Ambiental é parte fundamental da nova economia. Precisamos valorizar essas ações do produtor rural e a conservação dos nossos recursos naturais. Essa questão está no cerne da economia verde. Toda experiência de PSA deve ser acompanhada com muito interesse pela sociedade porque é por meio desses mecanismos que nós vamos fazer com que os nossos recursos sejam mantidos”, exalta João Pezza, superintendente técnico-científico da Fundação Amazônia Sustentável.
Entenda como funciona o programa Bolsa Floresta
O programa foi instituído inicialmente pelo Governo do Estado do Amazonas, no fim de 2007, para compensar o trabalho de famílias moradoras de Unidades de Conservação do Estado e atualmente é gerido pela Fundação Amazônia Sustentável, que tem o slogan “Fazendo a floresta valer mais em pé do que derrubada”.
O Bolsa Floresta é subdivido em quatro projetos:
• Bolsa Floresta Renda (R$ 350 por família/ano)
• Bolsa Floresta Social (R$ 350 por família/ano)
• Bolsa Floresta Associação (R$ 60 por família/ano)
• Bolsa Floresta Familiar (R$ 600 por família/ano)
No total, cada família é beneficiada com R$ 1.360 por ano. O financiamento do Bolsa Floresta é proveniente de dois fundos: um próprio da Fundação Amazônia Sustentável e outro com verbas do Fundo Amazônia.
Para atender os produtores, foi criado, em 2008, um fundo de R$ 60 milhões, financiado pelo Governo do Estado do Amazonas, o Banco Bradesco e o grupo Coca-Cola (cada uma das empresas doou R$ 20 milhões). Este fundo financia o Bolsa Floresta Familiar, em que cada família participante recebe R$ 50 por mês para conservar a floresta.
No entanto, as principais ferramenta do programa são o Bolsa Floresta Renda e Bolsa Floresta Social, em que os produtores decidem em conjunto onde será investido o dinheiro na comunidade. É disponibilizado o valor de R$ 350 por família cadastrada, para ser usado em benefícios para a comunidade, na compra de equipamentos, na melhoria dos transportes ou das condições sanitárias.
“O importante é que os produtores decidam onde eles querem investir o dinheiro. A quantia não é depositada na conta deles, é dado em forma de benefício para a comunidade, como a compra de equipamentos, por exemplo”, explica Pezza.
Esses projetos recebem verba do Fundo Amazônia, criado pelo Governo Federal e gerenciado pelo BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social). O Bolsa Floresta foi aprovado pelo BNDES para receber o auxílio anual, repassado às famílias cadastradas.
Educação ambiental
O programa também oferece educação ambiental por meio dos Núcleos de Conservação e Sustentabilidade (NCS), que são centros de educação diferenciados voltados para a realidade socioambiental da Amazônia profunda. Entre as ações também estão a melhoria dos transportes, saúde e comunicação para os chamados “guardiões da floresta”, com a verba do Fundo Amazônia.
Até fevereiro deste ano, já haviam sido cadastradas mais de 8 mil famílias no Bolsa Floresta, sendo mais de 7 mil famílias já beneficiadas, quase 32 mil pessoas.
O seminário foi aberto ao público para mostrar à sociedade civil as experiências de sucesso realizadas com o Bolsa Floresta, o maior programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) do mundo. Além disso, falou sobre a parceria que a Fundação tem com o Governo Federal de Moçambique na troca de experiências sobre produção sustentável.
O programa, criado em 2007, incentiva os produtores rurais a protegerem a floresta, usarem os recursos naturais de forma consciente e ensina como a produção pode ser sustentável. A ideia é simples: pagar para que o produtor conserve a floresta, invertendo a lógica de exploração predatória: quanto mais floresta for preservada, mais o produtor rural ganhará.
Além do pagamento direto, o programa também incentiva a formação de cooperativas, busca a certificação dos produtos, ensina práticas de produção sustentável e auxilia as comunidades rurais no desenvolvimento da produção local, com capacitação e a compra de equipamentos.
“O Pagamento por Serviço Ambiental é parte fundamental da nova economia. Precisamos valorizar essas ações do produtor rural e a conservação dos nossos recursos naturais. Essa questão está no cerne da economia verde. Toda experiência de PSA deve ser acompanhada com muito interesse pela sociedade porque é por meio desses mecanismos que nós vamos fazer com que os nossos recursos sejam mantidos”, exalta João Pezza, superintendente técnico-científico da Fundação Amazônia Sustentável.
Entenda como funciona o programa Bolsa Floresta
O programa foi instituído inicialmente pelo Governo do Estado do Amazonas, no fim de 2007, para compensar o trabalho de famílias moradoras de Unidades de Conservação do Estado e atualmente é gerido pela Fundação Amazônia Sustentável, que tem o slogan “Fazendo a floresta valer mais em pé do que derrubada”.
O Bolsa Floresta é subdivido em quatro projetos:
• Bolsa Floresta Renda (R$ 350 por família/ano)
• Bolsa Floresta Social (R$ 350 por família/ano)
• Bolsa Floresta Associação (R$ 60 por família/ano)
• Bolsa Floresta Familiar (R$ 600 por família/ano)
No total, cada família é beneficiada com R$ 1.360 por ano. O financiamento do Bolsa Floresta é proveniente de dois fundos: um próprio da Fundação Amazônia Sustentável e outro com verbas do Fundo Amazônia.
Para atender os produtores, foi criado, em 2008, um fundo de R$ 60 milhões, financiado pelo Governo do Estado do Amazonas, o Banco Bradesco e o grupo Coca-Cola (cada uma das empresas doou R$ 20 milhões). Este fundo financia o Bolsa Floresta Familiar, em que cada família participante recebe R$ 50 por mês para conservar a floresta.
No entanto, as principais ferramenta do programa são o Bolsa Floresta Renda e Bolsa Floresta Social, em que os produtores decidem em conjunto onde será investido o dinheiro na comunidade. É disponibilizado o valor de R$ 350 por família cadastrada, para ser usado em benefícios para a comunidade, na compra de equipamentos, na melhoria dos transportes ou das condições sanitárias.
“O importante é que os produtores decidam onde eles querem investir o dinheiro. A quantia não é depositada na conta deles, é dado em forma de benefício para a comunidade, como a compra de equipamentos, por exemplo”, explica Pezza.
Esses projetos recebem verba do Fundo Amazônia, criado pelo Governo Federal e gerenciado pelo BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social). O Bolsa Floresta foi aprovado pelo BNDES para receber o auxílio anual, repassado às famílias cadastradas.
Educação ambiental
O programa também oferece educação ambiental por meio dos Núcleos de Conservação e Sustentabilidade (NCS), que são centros de educação diferenciados voltados para a realidade socioambiental da Amazônia profunda. Entre as ações também estão a melhoria dos transportes, saúde e comunicação para os chamados “guardiões da floresta”, com a verba do Fundo Amazônia.
Até fevereiro deste ano, já haviam sido cadastradas mais de 8 mil famílias no Bolsa Floresta, sendo mais de 7 mil famílias já beneficiadas, quase 32 mil pessoas.
Fonte: portaldoagronegocio.com.br
Notícias em destaque
Pesquisador da Universidade Estadual de Michigan explora novo uso para madeira danificada
Um pesquisador da Universidade Estadual de Michigan (MSU) recebeu uma verba de US$ 300.000 do Instituto Nacional de Alimentação e...
(MADEIRA E PRODUTOS)
Árvores desenvolveram madeira mais densa com redução da poluição na pandemia
Análise de anéis de crescimento identificou sinais da redução das emissões veiculares e...
(CIÊNCIA)
Indústria de celulose retoma debate sobre eucalipto transgênico diante das mudanças climáticas
Setor busca flexibilizar regras internacionais de certificação para viabilizar o cultivo comercial de árvores geneticamente...
(TECNOLOGIA)
Produtos de madeira sofrem contração, enquanto o setor moveleiro cresce, segundo o último relatório do PMI
A atividade econômica no setor manufatureiro expandiu em outubro pelo décimo mês consecutivo, segundo executivos da cadeia de...
(INTERNACIONAL)
O que uma árvore consegue revelar quando é medida todos os dias
A árvore cresce em anos, mas responde ao ambiente em horas.
No inventário tradicional, o crescimento de um talhão aparece...
(CIÊNCIA)
Madeira fica flexível e pode ser dobrada e moldada
Engenheiros italianos desenvolveram um novo método para dar flexibilidade à madeira, e fazer isso de forma controlada, atendendo...
(MADEIRA E PRODUTOS)















