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Notícias
20
jun
2012
(SUSTENTABILIDADE)
Setor florestal necessita de ambiente institucional favorável
O setor florestal requer um “endereço” e um ambiente institucional que promova o olhar integrado sobre a área e que seja capaz de criar ferramentas de gestão adequadas. Esta foi a tônica dos debates no painel Florestas do Século XXI, segundo evento do Ciclo de Debates Brasil Sustentável – O Caminho para Todos, realizado pelo Ministério do Meio Ambiente, na segunda-feira, 11, no Rio de Janeiro.
O primeiro diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro e consultor em Sustentabilidade, Tasso Azevedo, colocou que a ausência de um endereço institucional para as florestas faz com que não se enxergue quem deve cuidar do quê, o que dificulta ver a economia florestal de forma integrada.
Segundo os debatedores, a existência de um ambiente institucional favorável e a integração de políticas aumentaria a sinergia entre as agendas do setor, que se inter-relacionam, como manejo de florestas nativas, plantios florestais, pagamentos por serviços ambientais, povos da floresta, florestas e agropecuária e pesquisa e desenvolvimento voltados para o setor.
Para o CEO da Amata – empresa que detém uma das áreas da primeira concessão florestal do país – Roberto Waack, é preciso caminhar com mais celeridade. “O Brasil está fazendo progressos importantes no marco ambiental, como a Lei de Gestão de Florestas Públicas e as concessões, mas é preciso avançar mais rápido. O ambiente atual é muito hostil”, afirma. Lembrou, ainda, que não é possível “se meter” com bioativos no Brasil, pois “as regras e o ambiente institucional não permitem ao empresário trabalhar”.
Incentivos
O debate também colocou a necessidade de fortalecer a economia florestal por meio da ampliação dos incentivos econômicos. O superintendente-geral da Fundação Amazonas Sustentável (FAS), Virgílio Viana, citou, entre os desafios, “redução tributária, choque de competitividade para tornar a legalidade compensatória, de preferência, com certificação”.
Mas, além dos incentivos econômicos, é fundamental combater a madeira ilegal quando se pensa em estimular a produção sustentável de produtos madeireiros na Amazônia, afirmou Roberto Waack. “O convívio com a ilegalidade impossibilita o jogo. Não tem subsídio que consiga competir com 50% de diferença de preço do legal para o ilegal”, disse.
As discussões também puseram em pauta a necessidade de valorizar o uso de terras com vocação florestal, a restauração de florestas para aproveitamento econômico, governança, geração de conhecimento e a aproximação da política agrícola com a florestal. Outros pontos abordados foram o licenciamento ambiental de práticas florestais, demora na análise, complexidade e diversidade de procedimentos entre os estados.
A mesa de debates foi moderada pelo fundador e diretor da Amigos da Terra, Roberto Smeraldi, e contou ainda com a participação do diretor-presidente da STCP Engenharia, Ivan Tomaselli, e do professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) Ricardo Rodriques, que enfatizou a importância da integração entre as políticas agrícolas e florestais.
O primeiro diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro e consultor em Sustentabilidade, Tasso Azevedo, colocou que a ausência de um endereço institucional para as florestas faz com que não se enxergue quem deve cuidar do quê, o que dificulta ver a economia florestal de forma integrada.
Segundo os debatedores, a existência de um ambiente institucional favorável e a integração de políticas aumentaria a sinergia entre as agendas do setor, que se inter-relacionam, como manejo de florestas nativas, plantios florestais, pagamentos por serviços ambientais, povos da floresta, florestas e agropecuária e pesquisa e desenvolvimento voltados para o setor.
Para o CEO da Amata – empresa que detém uma das áreas da primeira concessão florestal do país – Roberto Waack, é preciso caminhar com mais celeridade. “O Brasil está fazendo progressos importantes no marco ambiental, como a Lei de Gestão de Florestas Públicas e as concessões, mas é preciso avançar mais rápido. O ambiente atual é muito hostil”, afirma. Lembrou, ainda, que não é possível “se meter” com bioativos no Brasil, pois “as regras e o ambiente institucional não permitem ao empresário trabalhar”.
Incentivos
O debate também colocou a necessidade de fortalecer a economia florestal por meio da ampliação dos incentivos econômicos. O superintendente-geral da Fundação Amazonas Sustentável (FAS), Virgílio Viana, citou, entre os desafios, “redução tributária, choque de competitividade para tornar a legalidade compensatória, de preferência, com certificação”.
Mas, além dos incentivos econômicos, é fundamental combater a madeira ilegal quando se pensa em estimular a produção sustentável de produtos madeireiros na Amazônia, afirmou Roberto Waack. “O convívio com a ilegalidade impossibilita o jogo. Não tem subsídio que consiga competir com 50% de diferença de preço do legal para o ilegal”, disse.
As discussões também puseram em pauta a necessidade de valorizar o uso de terras com vocação florestal, a restauração de florestas para aproveitamento econômico, governança, geração de conhecimento e a aproximação da política agrícola com a florestal. Outros pontos abordados foram o licenciamento ambiental de práticas florestais, demora na análise, complexidade e diversidade de procedimentos entre os estados.
A mesa de debates foi moderada pelo fundador e diretor da Amigos da Terra, Roberto Smeraldi, e contou ainda com a participação do diretor-presidente da STCP Engenharia, Ivan Tomaselli, e do professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) Ricardo Rodriques, que enfatizou a importância da integração entre as políticas agrícolas e florestais.
Fonte: Assessoria de Comunicação Serviço Florestal Brasileiro
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