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Notícias
20
jun
2012
(MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS)
Câmbio impulsiona exportação de máquinas
Segundo dados da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), o volume exportado de bens de capital avançou 18,5% de janeiro a abril sobre o mesmo período de 2011, maior variação entre as quatro categorias de uso analisadas pela entidade.
O câmbio mais favorável já teve impacto sobre os embarques do setor, cujos preços aumentaram 4,7%, também de acordo com a Funcex. A Metalplan Equipamentos praticamente dobrou suas exportações no primeiro quadrimestre e conta que conseguiu recuperar alguns clientes do concorrente chinês. A gigante WEG Equipamentos, com forte carteira de clientes nos EUA e Europa, observou crescimento de 40% nas exportações no primeiro trimestre, contra alta de apenas 8% nas vendas ao mercado interno. A receita líquida da Indústrias Romi, no primeiro trimestre, caiu 19% no primeiro trimestre, mas o valor das exportações aumentou 17%, com a Europa representando 48% do resultado obtido no exterior.
A Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) calcula que as empresas associadas exportaram 14,8% a mais em dólares na comparação entre janeiro e abril de 2012 e o mesmo período de 2011. O percentual de crescimento não é tão forte frente aos 31% registrados no mesmo período do ano passado, mas os US$ 3,9 bilhões exportados representam o maior valor para o acumulado entre janeiro e abril desde 2008, quando a crise ainda não havia atingido em cheio o comércio exterior.
O desempenho positivo das exportações no primeiro quadrimestre foi espalhado em 19 dos 29 subsetores pesquisados pela Abimaq, excluindo-se máquinas para petróleo e energia renovável. No mesmo período, a produção de bens de capital encolheu 10%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A Tendências Consultoria estima que o consumo aparente de máquinas e equipamentos - soma de importações e da produção absorvida pelo mercado interno - recuou 3,7% nessa base de comparação.
"Este ano, as incertezas do mercado global estão afetando a propensão em investir no mercado brasileiro. Com um cenário interno não mais tão positivo, as empresas passam a depender mais das exportações", avalia Stefânia Grezzana, da Tendências. Ela estima que os embarques do setor devem crescer 6% em volume este ano, frente retração de 3,2% no consumo interno de máquinas. Com câmbio médio de R$ 1,92 em 2012, nas projeções da consultoria, a competitividade do produto brasileiro aumenta.
Edgard Dutra, diretor da Metalplan, diz que valeu a pena não ter fechado as portas às exportações, mesmo quando o dólar atingiu R$ 1,50. Fabricante de equipamentos de ar comprimido - fonte de energia alternativa para a indústria que exige investimentos pesados -, a empresa não divulga valores, mas praticamente dobrou as vendas externas neste início de ano, enquanto o mercado interno, segundo Dutra, patina há um ano e meio. Caso a moeda americana permaneça na casa dos R$ 2, acredita que o ritmo de aumento das exportações pode se acelerar ainda mais.
"O produto chinês, que é nosso competidor até no Peru, é muito simples. Como temos produtos inovadores, e agora estão mais baratos, alguns clientes estão voltando a comprar os nossos", conta o executivo. As exportações da Metalplan para o Paraguai, que ainda representa pequena fatia das vendas, tiveram crescimento de 130% no primeiro quadrimestre, enquanto a média para os demais países da América Latina, principal mercado da empresa, foi de 85%.
O Ministério do Desenvolvimento aponta que as exportações de bens de capital para a Associação Latino-Americana de Integração (Aladi), excluindo-se países do Mercosul, avançaram 23,8% entre janeiro e abril sobre o mesmo período de 2011. Já no bloco econômico no qual o principal parceiro comercial brasileiro é a Argentina, as vendas recuaram 23,2%, reflexo das medidas protecionistas adotadas pelo país vizinho.
Sem o desempenho das exportações no primeiro quadrimestre, o faturamento nominal das indústrias associadas à Abimaq teria crescido 1,5% sobre os quatro primeiros meses de 2011, e não 3,4%, como de fato ocorreu, segundo Fernando Bueno, diretor da entidade. Ele atribui o comportamento positivo das vendas externas, no entanto, mais a transações intercompanhias do que a um mercado aquecido.
Bueno também ainda não vê efeito do câmbio nas exportações, mas afirma que "o caminho é certo": os dados não vão piorar. "Já chegamos a exportar 35% da produção e, recentemente, isso caiu para 20%. Espero que com essa movimentação do dólar, a perda seja estancada."
Mesmo tendo uma parcela de custos atrelados ao dólar como uma forma de hedge natural, a WEG Equipamentos está otimista com o novo patamar de câmbio, porque fornece máquinas para grandes cadeias industriais do país e espera que elas recuperem mercado lá fora, conta Laurence Beltrão Gomes, diretor de finanças e relações com investidores da empresa catarinense. As vendas externas da WEG também vão bem: aumentaram 40% no primeiro trimestre sobre igual período de 2011, enquanto o crescimento no mercado interno foi de 8%.
O salto das exportações ocorreu a despeito da conjuntura pouco amistosa nos EUA e Europa, os dois principais compradores da WEG. Gomes credita o resultado mais à inovação em eficiência energética dos bens exportados do que ao câmbio mais fraco. Os negócios nos mercados desenvolvidos, segundo o executivo, estão em ascensão há dois anos e a tendência é que continuem crescendo mais do que as vendas internas, porque há espaço para inserir muitos produtos no exterior, como máquinas de alta tensão e geradores.
A Indústrias Romi, que fabrica máquinas-ferramenta e máquinas para processamento de plásticos, informou em seus resultados do primeiro trimestre que a receita líquida encolheu 19% no período sobre os primeiros três meses de 2011, excluindo-se a aquisição da alemã Burkhardt + Weber (B+W). Na mesma comparação, no entanto, as receitas da Romi no mercado externo, também desconsiderando a B+W, atingiram US$ 11,7 milhões, alta de 17,3% em relação ao primeiro trimestre do ano anterior. A Europa representou 48% do montante obtido no exterior.
O câmbio mais favorável já teve impacto sobre os embarques do setor, cujos preços aumentaram 4,7%, também de acordo com a Funcex. A Metalplan Equipamentos praticamente dobrou suas exportações no primeiro quadrimestre e conta que conseguiu recuperar alguns clientes do concorrente chinês. A gigante WEG Equipamentos, com forte carteira de clientes nos EUA e Europa, observou crescimento de 40% nas exportações no primeiro trimestre, contra alta de apenas 8% nas vendas ao mercado interno. A receita líquida da Indústrias Romi, no primeiro trimestre, caiu 19% no primeiro trimestre, mas o valor das exportações aumentou 17%, com a Europa representando 48% do resultado obtido no exterior.
A Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) calcula que as empresas associadas exportaram 14,8% a mais em dólares na comparação entre janeiro e abril de 2012 e o mesmo período de 2011. O percentual de crescimento não é tão forte frente aos 31% registrados no mesmo período do ano passado, mas os US$ 3,9 bilhões exportados representam o maior valor para o acumulado entre janeiro e abril desde 2008, quando a crise ainda não havia atingido em cheio o comércio exterior.
O desempenho positivo das exportações no primeiro quadrimestre foi espalhado em 19 dos 29 subsetores pesquisados pela Abimaq, excluindo-se máquinas para petróleo e energia renovável. No mesmo período, a produção de bens de capital encolheu 10%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A Tendências Consultoria estima que o consumo aparente de máquinas e equipamentos - soma de importações e da produção absorvida pelo mercado interno - recuou 3,7% nessa base de comparação.
"Este ano, as incertezas do mercado global estão afetando a propensão em investir no mercado brasileiro. Com um cenário interno não mais tão positivo, as empresas passam a depender mais das exportações", avalia Stefânia Grezzana, da Tendências. Ela estima que os embarques do setor devem crescer 6% em volume este ano, frente retração de 3,2% no consumo interno de máquinas. Com câmbio médio de R$ 1,92 em 2012, nas projeções da consultoria, a competitividade do produto brasileiro aumenta.
Edgard Dutra, diretor da Metalplan, diz que valeu a pena não ter fechado as portas às exportações, mesmo quando o dólar atingiu R$ 1,50. Fabricante de equipamentos de ar comprimido - fonte de energia alternativa para a indústria que exige investimentos pesados -, a empresa não divulga valores, mas praticamente dobrou as vendas externas neste início de ano, enquanto o mercado interno, segundo Dutra, patina há um ano e meio. Caso a moeda americana permaneça na casa dos R$ 2, acredita que o ritmo de aumento das exportações pode se acelerar ainda mais.
"O produto chinês, que é nosso competidor até no Peru, é muito simples. Como temos produtos inovadores, e agora estão mais baratos, alguns clientes estão voltando a comprar os nossos", conta o executivo. As exportações da Metalplan para o Paraguai, que ainda representa pequena fatia das vendas, tiveram crescimento de 130% no primeiro quadrimestre, enquanto a média para os demais países da América Latina, principal mercado da empresa, foi de 85%.
O Ministério do Desenvolvimento aponta que as exportações de bens de capital para a Associação Latino-Americana de Integração (Aladi), excluindo-se países do Mercosul, avançaram 23,8% entre janeiro e abril sobre o mesmo período de 2011. Já no bloco econômico no qual o principal parceiro comercial brasileiro é a Argentina, as vendas recuaram 23,2%, reflexo das medidas protecionistas adotadas pelo país vizinho.
Sem o desempenho das exportações no primeiro quadrimestre, o faturamento nominal das indústrias associadas à Abimaq teria crescido 1,5% sobre os quatro primeiros meses de 2011, e não 3,4%, como de fato ocorreu, segundo Fernando Bueno, diretor da entidade. Ele atribui o comportamento positivo das vendas externas, no entanto, mais a transações intercompanhias do que a um mercado aquecido.
Bueno também ainda não vê efeito do câmbio nas exportações, mas afirma que "o caminho é certo": os dados não vão piorar. "Já chegamos a exportar 35% da produção e, recentemente, isso caiu para 20%. Espero que com essa movimentação do dólar, a perda seja estancada."
Mesmo tendo uma parcela de custos atrelados ao dólar como uma forma de hedge natural, a WEG Equipamentos está otimista com o novo patamar de câmbio, porque fornece máquinas para grandes cadeias industriais do país e espera que elas recuperem mercado lá fora, conta Laurence Beltrão Gomes, diretor de finanças e relações com investidores da empresa catarinense. As vendas externas da WEG também vão bem: aumentaram 40% no primeiro trimestre sobre igual período de 2011, enquanto o crescimento no mercado interno foi de 8%.
O salto das exportações ocorreu a despeito da conjuntura pouco amistosa nos EUA e Europa, os dois principais compradores da WEG. Gomes credita o resultado mais à inovação em eficiência energética dos bens exportados do que ao câmbio mais fraco. Os negócios nos mercados desenvolvidos, segundo o executivo, estão em ascensão há dois anos e a tendência é que continuem crescendo mais do que as vendas internas, porque há espaço para inserir muitos produtos no exterior, como máquinas de alta tensão e geradores.
A Indústrias Romi, que fabrica máquinas-ferramenta e máquinas para processamento de plásticos, informou em seus resultados do primeiro trimestre que a receita líquida encolheu 19% no período sobre os primeiros três meses de 2011, excluindo-se a aquisição da alemã Burkhardt + Weber (B+W). Na mesma comparação, no entanto, as receitas da Romi no mercado externo, também desconsiderando a B+W, atingiram US$ 11,7 milhões, alta de 17,3% em relação ao primeiro trimestre do ano anterior. A Europa representou 48% do montante obtido no exterior.
Fonte: Valor Econômico
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