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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Empresários pedem política florestal
O Brasil corre o risco de sofrer com a escassez de madeira para a indústria, o que inclui aplicações na construção civil e na produção de papel e celulose. O alerta é do presidente da Associação Paranaense de Empresas Florestais, Roberto Gava, que participou ontem do Congresso Internacional de Pinus, no Centreventos Cau Hansen, em Joinville.
"Nosso estoque de florestas plantadas está diminuindo, e o consumo de madeira, aumentando surpreendentemente. Esse desequilíbrio está obrigando o Brasil a importar madeira da Argentina. Plantamos tão poucas florestas que há mais de dez anos não conseguimos mudar a posição do País no mercado internacional de madeira".
Os maiores produtores de madeira são o Canadá, com 21% do mercado, e os EUA, com 17%. Um dos motivos para o fraco desempenho nacional, na opinião de Gava, é a falta de políticas governamentais para o setor. Dos anos 60 aos 80, o Brasil oferecia incentivos fiscais para o plantio, mas em 1988 essa medida foi suspensa. Além disso, o setor requer linhas de financiamento com prazos mais longos, já que a colheita das árvores leva, no mínimo, 15 anos.
"A madeira mais grossa demora pelo menos 25 anos para ser colhida. As linhas de financiamento são de, no máximo, 12 anos. O Brasil tem tudo para se destacar no comércio internacional, mas para chegar lá precisa plantar 1 milhão de hectares. Hoje, plantamos apenas 50 mil hectares", lamenta Gava.
Para o vice-presidente da Associação Brasileira de Preservadores de Madeira, Flávio Geraldo, que apresentou uma palestra no evento, a legislação também precisa ser mudada. Como o plantio de árvores é regulado pelo Ministério do Meio Ambiente, não é considerado uma atividade produtiva."Trata-se de uma cultura, que precisa ficar nas mãos do Ministério da Agricultura", observa.
Fonte: Celulose Online – 26/08/2004
"Nosso estoque de florestas plantadas está diminuindo, e o consumo de madeira, aumentando surpreendentemente. Esse desequilíbrio está obrigando o Brasil a importar madeira da Argentina. Plantamos tão poucas florestas que há mais de dez anos não conseguimos mudar a posição do País no mercado internacional de madeira".
Os maiores produtores de madeira são o Canadá, com 21% do mercado, e os EUA, com 17%. Um dos motivos para o fraco desempenho nacional, na opinião de Gava, é a falta de políticas governamentais para o setor. Dos anos 60 aos 80, o Brasil oferecia incentivos fiscais para o plantio, mas em 1988 essa medida foi suspensa. Além disso, o setor requer linhas de financiamento com prazos mais longos, já que a colheita das árvores leva, no mínimo, 15 anos.
"A madeira mais grossa demora pelo menos 25 anos para ser colhida. As linhas de financiamento são de, no máximo, 12 anos. O Brasil tem tudo para se destacar no comércio internacional, mas para chegar lá precisa plantar 1 milhão de hectares. Hoje, plantamos apenas 50 mil hectares", lamenta Gava.
Para o vice-presidente da Associação Brasileira de Preservadores de Madeira, Flávio Geraldo, que apresentou uma palestra no evento, a legislação também precisa ser mudada. Como o plantio de árvores é regulado pelo Ministério do Meio Ambiente, não é considerado uma atividade produtiva."Trata-se de uma cultura, que precisa ficar nas mãos do Ministério da Agricultura", observa.
Fonte: Celulose Online – 26/08/2004
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