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Notícias
20
jun
2012
(ECONOMIA)
Árvores plantadas podem ser uma alternativa de investimento
Quanto renderiam R$ 3 mil aplicados em uma caderneta de poupança durante 13 anos? Pelas novas regras anunciadas no mês passado pelo governo federal, seria possível resgatar não mais do que R$ 5,4 mil. Mas, se esse mesmo valor fosse investido no plantio de árvores nobres, como mogno africano, teca, ou mesmo em seringueira, acácia e eucalipto, a conta ficaria mais atraente.
Enquanto na poupança o rendimento gira em torno de 6% ao ano, no eucalipto, por exemplo, a rentabilidade beira os 13%. Um hectare de eucalipto, em uma conta simplificada, se transformaria em R$ 36 mil após 13 anos, seis vezes mais do que a poupança tradicional.
Nos cálculos entram apenas os custos com o preparo de solo, adubação, controle de ervas daninhas, com a compra das mudas e as receitas obtidas com a venda de 300 metros cúbicos de madeira, hoje cotada a R$ 120 o metro cúbico. “Com essa idade, a madeira pode ser vendida para o setor moveleiro”, diz o professor Márcio Lopes da Silva, da Sociedade de Investigações Florestais (SIF), departamento de engenharia florestal da Universidade Federal de Viçosa (MG).
Segundo ele, o cultivo da madeira como poupança é uma atividade recente no País. “Olhar uma árvore como poupança é um dado novo no setor e uma tendência crescente”, diz Lopes da Silva. “A produção funciona como um fundo de investimentos e o produtor dispõe dele no momento em que achar necessário.”
Segundo César Augusto Reis, diretor-executivo da Associação Brasileira de Florestas (Abraf), em Brasília, o cultivo da madeira é de ciclo longo, por isso, pode entrar na propriedade como atividade complementar. Muitas empresas têm programas de fomento, com doação de mudas, insumos e garantia de compra da madeira , diz. “Quem quer a madeira como poupança também pode aproveitar oportunidades como essas”, diz o diretor.
A seringueira para a extração de borracha é outro cultivo que também está sendo visto como poupança. A pecuarista Carmen Perez e sua irmã Carolina Perez, empresária do ramo de turismo, decidiram trocar as inúmeras ofertas de títulos de renda fixa e ações pela aposta no plantio de seringueira.
“Eu precisava de um novo desafio e também melhorar a parte econômica da pecuária”, diz Carmen. Na fazenda Orvalho das Flores, no município de Araguaiana, em Mato Grosso, na qual ela cria 3,8 mil animais da raça nelore, foram separados para o cultivo das árvores 280 hectares, do total de quatro mil hectares. Nesse pequeno pedaço de terra foram plantados 100 mil pés de seringueira, entre outubro e dezembro do ano passado.
Dentro de 11 anos, quando a área estiver em plena produção de látex, Carmen espera ter uma renda anual de R$ 960 mil com os 100 mil pés de seringueira. “Com a renda extra, vou intensificar a área da pecuária”, diz. Se levar em consideração a produtividade anual média de uma tonelada de borracha por hectare (a R$ 3,80 o quilo), as contas de Carmen são até conservadoras.
Em 11 anos, sua poupança verde poderia ultrapassar a casa do milhão de reais. “Cultivar seringueiras é um trabalho artesanal e requer muita mão de obra”, afirma Carmen. “O custo no primeiro ano da planta é altíssimo.” Para cada muda, até a sangria do látex, de acordo com estudo de Carmen, o custo fica em torno de R$ 16. “A adubação é constante, é preciso muita água para a planta, investir em herbicidas, além de mão de obra”, diz.
“Hoje tenho sete funcionários somente para cuidar das plantas.” Mesmo assim, Carmen diz que o investimento vale a pena: “o mercado de borracha também não para de crescer”. De acordo com a Associação Paulista de Produtores e Beneficiadores de Borracha (Apabor), com sede em São José do Rio Preto, até 2030 o País deve chegar a um consumo anual de um milhão de toneladas de borracha natural. Quem produzir, vai ter mercado. Ainda hoje, a produção, de 460 mil toneladas, atende apenas a 70% do consumo no mercado brasileiro.
A irmã de Carmen, Carolina Perez, começou a investir em seringueira também de olho na forte demanda interna. Mas Carolina, que idealizou o Travelweek São Paulo, não tinha nenhuma relação com o mundo rural, até o fim do ano passado. Ela embarcou no plantio de árvores, influenciada pela irmã. Carolina comprou a Fazenda do Bosque, de 245 hectares a 10 quilômetros da Orvalho das Flores, e plantou 100 mil pés de seringueira. “Agora é cuidar da produção para o dinheiro investido também crescer”, diz.
Enquanto na poupança o rendimento gira em torno de 6% ao ano, no eucalipto, por exemplo, a rentabilidade beira os 13%. Um hectare de eucalipto, em uma conta simplificada, se transformaria em R$ 36 mil após 13 anos, seis vezes mais do que a poupança tradicional.
Nos cálculos entram apenas os custos com o preparo de solo, adubação, controle de ervas daninhas, com a compra das mudas e as receitas obtidas com a venda de 300 metros cúbicos de madeira, hoje cotada a R$ 120 o metro cúbico. “Com essa idade, a madeira pode ser vendida para o setor moveleiro”, diz o professor Márcio Lopes da Silva, da Sociedade de Investigações Florestais (SIF), departamento de engenharia florestal da Universidade Federal de Viçosa (MG).
Segundo ele, o cultivo da madeira como poupança é uma atividade recente no País. “Olhar uma árvore como poupança é um dado novo no setor e uma tendência crescente”, diz Lopes da Silva. “A produção funciona como um fundo de investimentos e o produtor dispõe dele no momento em que achar necessário.”
Segundo César Augusto Reis, diretor-executivo da Associação Brasileira de Florestas (Abraf), em Brasília, o cultivo da madeira é de ciclo longo, por isso, pode entrar na propriedade como atividade complementar. Muitas empresas têm programas de fomento, com doação de mudas, insumos e garantia de compra da madeira , diz. “Quem quer a madeira como poupança também pode aproveitar oportunidades como essas”, diz o diretor.
A seringueira para a extração de borracha é outro cultivo que também está sendo visto como poupança. A pecuarista Carmen Perez e sua irmã Carolina Perez, empresária do ramo de turismo, decidiram trocar as inúmeras ofertas de títulos de renda fixa e ações pela aposta no plantio de seringueira.
“Eu precisava de um novo desafio e também melhorar a parte econômica da pecuária”, diz Carmen. Na fazenda Orvalho das Flores, no município de Araguaiana, em Mato Grosso, na qual ela cria 3,8 mil animais da raça nelore, foram separados para o cultivo das árvores 280 hectares, do total de quatro mil hectares. Nesse pequeno pedaço de terra foram plantados 100 mil pés de seringueira, entre outubro e dezembro do ano passado.
Dentro de 11 anos, quando a área estiver em plena produção de látex, Carmen espera ter uma renda anual de R$ 960 mil com os 100 mil pés de seringueira. “Com a renda extra, vou intensificar a área da pecuária”, diz. Se levar em consideração a produtividade anual média de uma tonelada de borracha por hectare (a R$ 3,80 o quilo), as contas de Carmen são até conservadoras.
Em 11 anos, sua poupança verde poderia ultrapassar a casa do milhão de reais. “Cultivar seringueiras é um trabalho artesanal e requer muita mão de obra”, afirma Carmen. “O custo no primeiro ano da planta é altíssimo.” Para cada muda, até a sangria do látex, de acordo com estudo de Carmen, o custo fica em torno de R$ 16. “A adubação é constante, é preciso muita água para a planta, investir em herbicidas, além de mão de obra”, diz.
“Hoje tenho sete funcionários somente para cuidar das plantas.” Mesmo assim, Carmen diz que o investimento vale a pena: “o mercado de borracha também não para de crescer”. De acordo com a Associação Paulista de Produtores e Beneficiadores de Borracha (Apabor), com sede em São José do Rio Preto, até 2030 o País deve chegar a um consumo anual de um milhão de toneladas de borracha natural. Quem produzir, vai ter mercado. Ainda hoje, a produção, de 460 mil toneladas, atende apenas a 70% do consumo no mercado brasileiro.
A irmã de Carmen, Carolina Perez, começou a investir em seringueira também de olho na forte demanda interna. Mas Carolina, que idealizou o Travelweek São Paulo, não tinha nenhuma relação com o mundo rural, até o fim do ano passado. Ela embarcou no plantio de árvores, influenciada pela irmã. Carolina comprou a Fazenda do Bosque, de 245 hectares a 10 quilômetros da Orvalho das Flores, e plantou 100 mil pés de seringueira. “Agora é cuidar da produção para o dinheiro investido também crescer”, diz.
Fonte: Terra/Isto é
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