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Notícias
19
jun
2012
(MANEJO)
Manejo florestal busca o uso responsável dos recursos naturais
O manejo florestal é um conjunto de boas práticas de planejamento e de técnicas especiais na exploração das florestas. Seu objetivo é conciliar o aproveitamento responsável dos recursos naturais e sua conservação. Para isso, a floresta é mapeada e intervenções são feitas para extrair produtos madeireiros e não madeireiros - frutos, resinas, óleos e sementes, dentre outros.
“A técnica funciona pelo princípio do bom uso da floresta”, afirma Fabíola Zerbini, secretária executiva do Conselho Brasileiro de Manejo Florestal - FSC Brasil. Ela explica que o manejo, além das questões sociais, conta com uma grande preocupação social. "É preciso se certificar de que os trabalhadores contratados recebem salários justos e pagos em dia, têm acesso a boas condições de saúde, e que homens e mulheres trabalham juntos igualmente na floresta”, define.
O bom manejo florestal, de acordo com as normas do FSC, defende o direito das comunidades indígenas ao uso dos recursos naturais da floresta. Outro ponto social é o respeito às comunidades vizinhas e a consideração pela fauna e flora no local da exploração.
A técnica pode ser feita com qualquer recurso florestal nativo – com exceção da madeira, que também pode ser plantada. “No Brasil, os produtos oriundos de manejo florestal certificado são a madeira e a castanha, majoritariamente”, ressalta Zerbini. A técnica também é usada em menor escala para a produção de artesanato de fibra e erva mate, por exemplo.
O manejo florestal pode ser realizado tanto em florestas nativas quanto em plantadas. A exploração é feita em propriedades comunitárias, privadas e públicas – que podem ser administradas por concessionárias. Independente do local onde é feito, a apresentação do plano de manejo é uma obrigação exigida por lei. O que muitos não sabem são as vantagens econômicas disso. Quando feito em floresta plantada, o planejamento de plantio possibilita que os recursos sejam continuamente aproveitados. "Nesse tipo de manejo é mais fácil o controle da exploração.", explica.
Já na floresta nativa, é necessária a identificação de todos os seus componentes – fauna e flora. Posteriormente, é feito um plano de manejo florestal para permitir que a floresta permaneça viva. “Não se pode tirar um lote inteiro de árvores nativas. Isso tem que ser feito com cuidado”, alerta Zerbini.
De acordo com Marco Lentini, gerente técnico do Instituto Floresta Tropical (IFT), a falta de planejamento na exploração convencional gera menor produtividade para a mesma, por conta do maior desperdício de madeira. “Em cada hectare de floresta explorada de forma predatória há quatro metros cúbicos de desperdício”, observa o engenheiro ambiental.
Além disso, o manejo causa menores danos à floresta em relação à exploração feita com o uso de máquinas pesadas. “O excesso de danos está associado ao excesso de custos por horas de uso de uma máquina sem produzir nada”, acrescenta Lentini.
FSC é responsável pelas normas do bom manejo florestal
A certificação do Forest Stewardship Council é um dos mais importantes selos ambientais existentes, devido à sua preocupação social. O selo, presente em cerca de 60 países, garante que a origem do produto está de acordo com as normas do bom manejo florestal.
A rede internacional FSC é constituída por três câmeras: social, composta por sindicatos e movimentos civis, que militam pelos direitos dos trabalhadores; ambiental, representada principalmente por ONGs e redes, como a WWF, que são históricas na questão ambientalista; e econômica, que são as empresas. “As normas e os modelos de manejo florestal só andam para frente quando as três câmeras entram em acordo”, afirma Fabíola Zerbini.
Não existe uma forma pré-estabelecida para as práticas de manejo florestal. “Os modelos de manejo estão sempre em aprimoramento para práticas mais sustentáveis”, explica Lentini. Assim é possível explorar os recursos florestais conservando-os.
O produtor florestal que desejar receber a certificação do FSC passa por um sistema de controle muito rígido. Esse mecanismo garante ao consumidor que a origem do produto é legal. “Hoje a exploração madeireira, por exemplo, está muito ligada ao desmatamento ilegal e à destruição da floresta. Não precisava ser assim”, completa Lentini.
“A técnica funciona pelo princípio do bom uso da floresta”, afirma Fabíola Zerbini, secretária executiva do Conselho Brasileiro de Manejo Florestal - FSC Brasil. Ela explica que o manejo, além das questões sociais, conta com uma grande preocupação social. "É preciso se certificar de que os trabalhadores contratados recebem salários justos e pagos em dia, têm acesso a boas condições de saúde, e que homens e mulheres trabalham juntos igualmente na floresta”, define.
O bom manejo florestal, de acordo com as normas do FSC, defende o direito das comunidades indígenas ao uso dos recursos naturais da floresta. Outro ponto social é o respeito às comunidades vizinhas e a consideração pela fauna e flora no local da exploração.
A técnica pode ser feita com qualquer recurso florestal nativo – com exceção da madeira, que também pode ser plantada. “No Brasil, os produtos oriundos de manejo florestal certificado são a madeira e a castanha, majoritariamente”, ressalta Zerbini. A técnica também é usada em menor escala para a produção de artesanato de fibra e erva mate, por exemplo.
O manejo florestal pode ser realizado tanto em florestas nativas quanto em plantadas. A exploração é feita em propriedades comunitárias, privadas e públicas – que podem ser administradas por concessionárias. Independente do local onde é feito, a apresentação do plano de manejo é uma obrigação exigida por lei. O que muitos não sabem são as vantagens econômicas disso. Quando feito em floresta plantada, o planejamento de plantio possibilita que os recursos sejam continuamente aproveitados. "Nesse tipo de manejo é mais fácil o controle da exploração.", explica.
Já na floresta nativa, é necessária a identificação de todos os seus componentes – fauna e flora. Posteriormente, é feito um plano de manejo florestal para permitir que a floresta permaneça viva. “Não se pode tirar um lote inteiro de árvores nativas. Isso tem que ser feito com cuidado”, alerta Zerbini.
De acordo com Marco Lentini, gerente técnico do Instituto Floresta Tropical (IFT), a falta de planejamento na exploração convencional gera menor produtividade para a mesma, por conta do maior desperdício de madeira. “Em cada hectare de floresta explorada de forma predatória há quatro metros cúbicos de desperdício”, observa o engenheiro ambiental.
Além disso, o manejo causa menores danos à floresta em relação à exploração feita com o uso de máquinas pesadas. “O excesso de danos está associado ao excesso de custos por horas de uso de uma máquina sem produzir nada”, acrescenta Lentini.
FSC é responsável pelas normas do bom manejo florestal
A certificação do Forest Stewardship Council é um dos mais importantes selos ambientais existentes, devido à sua preocupação social. O selo, presente em cerca de 60 países, garante que a origem do produto está de acordo com as normas do bom manejo florestal.
A rede internacional FSC é constituída por três câmeras: social, composta por sindicatos e movimentos civis, que militam pelos direitos dos trabalhadores; ambiental, representada principalmente por ONGs e redes, como a WWF, que são históricas na questão ambientalista; e econômica, que são as empresas. “As normas e os modelos de manejo florestal só andam para frente quando as três câmeras entram em acordo”, afirma Fabíola Zerbini.
Não existe uma forma pré-estabelecida para as práticas de manejo florestal. “Os modelos de manejo estão sempre em aprimoramento para práticas mais sustentáveis”, explica Lentini. Assim é possível explorar os recursos florestais conservando-os.
O produtor florestal que desejar receber a certificação do FSC passa por um sistema de controle muito rígido. Esse mecanismo garante ao consumidor que a origem do produto é legal. “Hoje a exploração madeireira, por exemplo, está muito ligada ao desmatamento ilegal e à destruição da floresta. Não precisava ser assim”, completa Lentini.
Fonte: Globo Ecologia
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