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Notícias
13
jun
2012
(CARBONO)
São Paulo arrecada R$ 4,4 milhões no 3º leilão de créditos do carbono
A Prefeitura de São Paulo arrecadou cerca de R$ 4,47 milhões em um leilão de créditos de carbono realizado na manhã desta terça-feira (12) na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Foram vendidos 530 mil certificados obtidos pela prefeitura pelo trabalho desenvolvido no aterro Bandeirantes, em Perus (Zona Norte), onde o metano gerado pela decomposição do lixo é transformado em energia em uma usina, o que evita a emissão desse poluente na atmosfera. Os créditos foram vendidos à empresa suíça Mercuria Energy Trading.
Trata-se do terceiro leilão realizado pela Prefeitura. O valor obtido na atual edição foi bastante inferior em relação aos vendas feitas em 2007 e em 2008. Na primeira delas, o leilão de 808 mil certificados gerados pelo aterro Bandeirantes rendeu R$ 34,05 milhões. No segundo, com 720 mil créditos do aterro Bandeirantes e também São João, na Zona Leste, foi arrecadado R$ 37,2 milhões.
A arrecadação do terceiro leilão poderá ser usada pelo prefeito Gilberto Kassab (PSD) em seu último ano de gestão. O dinheiro tem de ser investido obrigatoriamente em projetos ambientais na região dos aterros.
De acordo com o assessor especial da Secretaria Municipal de Finanças e coordenador do terceiro leilão, Wagner Croce, o valor de 3,30 euros por cada crédito de carbono foi “positivo, considerando as condições atuais do mercado”, influenciado pela crise europeia. No leilão anterior, a cotação foi de 16,20 euros. A avaliação é que questões ambientais acabam ficando em segundo plano em países preocupados agora em resolver seus problemas econômicos. Participam no leilão apenas instituições privadas de países desenvolvidos que são membros do Protocolo de Kyoto.
Segundo ele, o preço final representou ágio de cerca de 22% em relação ao preço inicial, de 2,70 euros. Croce afirmou ainda que a Secretaria de Finanças entendeu ser necessário vender agora essa parte do estoque de créditos de carbono já que “não há perspectivas de recuperação (do mercado) no curto prazo.”
Kyoto – O protocolo prevê que, países desenvolvidos, como os europeus, por exemplo, têm obrigação de reduzir suas emissões de gases estufa. Países em desenvolvimento, como o Brasil, não são obrigados, mas podem criar projetos que gerem créditos. Esses créditos podem ser comprados por países desenvolvidos, para serem descontados de suas metas obrigatórias dentro do Protocolo.
Inicialmente, Kyoto expiraria no fim deste ano, mas foi prorrogado para um novo período que vale a partir de 2013 e expira em 2017, conforme decisão tomada na última Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP 17, realizada na África do Sul.
São Paulo faz parte do mercado de carbono desde 2007, após implantar tecnologias limpas nos dois principais aterros da cidade.
Trata-se do terceiro leilão realizado pela Prefeitura. O valor obtido na atual edição foi bastante inferior em relação aos vendas feitas em 2007 e em 2008. Na primeira delas, o leilão de 808 mil certificados gerados pelo aterro Bandeirantes rendeu R$ 34,05 milhões. No segundo, com 720 mil créditos do aterro Bandeirantes e também São João, na Zona Leste, foi arrecadado R$ 37,2 milhões.
A arrecadação do terceiro leilão poderá ser usada pelo prefeito Gilberto Kassab (PSD) em seu último ano de gestão. O dinheiro tem de ser investido obrigatoriamente em projetos ambientais na região dos aterros.
De acordo com o assessor especial da Secretaria Municipal de Finanças e coordenador do terceiro leilão, Wagner Croce, o valor de 3,30 euros por cada crédito de carbono foi “positivo, considerando as condições atuais do mercado”, influenciado pela crise europeia. No leilão anterior, a cotação foi de 16,20 euros. A avaliação é que questões ambientais acabam ficando em segundo plano em países preocupados agora em resolver seus problemas econômicos. Participam no leilão apenas instituições privadas de países desenvolvidos que são membros do Protocolo de Kyoto.
Segundo ele, o preço final representou ágio de cerca de 22% em relação ao preço inicial, de 2,70 euros. Croce afirmou ainda que a Secretaria de Finanças entendeu ser necessário vender agora essa parte do estoque de créditos de carbono já que “não há perspectivas de recuperação (do mercado) no curto prazo.”
Kyoto – O protocolo prevê que, países desenvolvidos, como os europeus, por exemplo, têm obrigação de reduzir suas emissões de gases estufa. Países em desenvolvimento, como o Brasil, não são obrigados, mas podem criar projetos que gerem créditos. Esses créditos podem ser comprados por países desenvolvidos, para serem descontados de suas metas obrigatórias dentro do Protocolo.
Inicialmente, Kyoto expiraria no fim deste ano, mas foi prorrogado para um novo período que vale a partir de 2013 e expira em 2017, conforme decisão tomada na última Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP 17, realizada na África do Sul.
São Paulo faz parte do mercado de carbono desde 2007, após implantar tecnologias limpas nos dois principais aterros da cidade.
Fonte: Márcio Pinho/ G1
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