Voltar
Notícias
05
mai
2012
(DESMATAMENTO)
Município de MT deixa lista de desmatadores e firma pacto verde
Entidades do setor produtivo, organizações não governamentais e demais representantes do poder público vão assinar, nesta sexta-feira (9), o 'Pacto por um Município Verde'. O ato marca oficialmente a saída da cidade de Alta Floresta, a 800 quilômetros de Cuiabá, da lista dos maiores desmatadores. Juntos, os setores vão se comprometer a implementar ações para que na cidade sejam realizadas atividades sustentáveis e sem agredir o meio ambiente.
A atividade está programada para ocorrer paralelamente ao seminário 'Estratégias e Projetos para um Município Verde na Amazônia', marcado para iniciar um dia antes - quinta-feira (3). Como explica João Andrade, coordenador do Programa Governança Florestal do Instituto Centro de Vida (ICV) em Mato Grosso, o acordo garante ao município a implementação de práticas sustentáveis para as atividades agropecuárias.
Para sair da relação, Alta Floresta precisou cumprir uma série de exigências. Além de frear o desmatamento, cadastrar as propriedades rurais no chamado CAR - Cadastro Ambiental Rural. De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente do município, 3.868 das 4 mil propriedades rurais existentes foram registradas. Por meio do CAR, os imóveis foram mapeados.
A lista criada em 2007 pelo Ministério do Meio Ambiente incluiu as 48 cidades brasileiras consideradas prioritárias para ação de controle e prevenção do desmatamento até o ano de 2011, além dos municípios com iniciativas de CAR, definidos em portaria pelo Ministério do Meio Ambiente. Para os relacionados, foram determinadas diversas sanções, entre as quais o embargo ao crédito rural para propriedades sem CAR.
A cidade localizada na região norte de Mato Grosso foi a segunda de Mato Grosso a sair da lista. A primeira foi Querência, distante 912 quilômetros da capital. De acordo com o representante do ICV, entre os benefícios a serem gerados pelo desmatamento controlado nos municípios está a garantia de obter acesso ao crédito por meio dos bancos oficiais.
"Eles vão ter acesso ao crédito rural pelos bancos", destacou João Andrade, do ICV. Em 2007, ano em que se criou a lista das cidades prioritárias, o desflorestamento da Amazônia Legal em Alta Floresta atingiu 61,4 quilômetros quadrados, conforme o Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Naquele ano, a área em floresta ainda em pé somava 3781,9 quilômetros quadrados.
Em 2008, o desmatamento na floresta recuou e encerrou o ano totalizando 15,3 quilômetros quadrados, de acordo com o Prodes. Em 2009, reduziu novamente e somou 7,2 quilômetros quadrados. Já em 2010, último dado presente na base de dados do Inpe, foram 3 quilômetros quadrados.
O município conta com uma área de 8.955 quilômetros quadrados, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Até o ano de 2010, o total de floresta existente era de 3753.0 quilômetros quadrados, conforme o Inpe.
Amazônia Legal
No primeiro trimestre de 2012 foram desmatados 388,13 km² de áreas na Amazônia Legal Brasileira. O total representa 188% a mais quando comparado ao mesmo período de 2011, quando o desflorestamento atingiu 135 km². Somente em Mato Grosso, 329,693 km² foram desmatados entre janeiro e março.
A atividade está programada para ocorrer paralelamente ao seminário 'Estratégias e Projetos para um Município Verde na Amazônia', marcado para iniciar um dia antes - quinta-feira (3). Como explica João Andrade, coordenador do Programa Governança Florestal do Instituto Centro de Vida (ICV) em Mato Grosso, o acordo garante ao município a implementação de práticas sustentáveis para as atividades agropecuárias.
Para sair da relação, Alta Floresta precisou cumprir uma série de exigências. Além de frear o desmatamento, cadastrar as propriedades rurais no chamado CAR - Cadastro Ambiental Rural. De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente do município, 3.868 das 4 mil propriedades rurais existentes foram registradas. Por meio do CAR, os imóveis foram mapeados.
A lista criada em 2007 pelo Ministério do Meio Ambiente incluiu as 48 cidades brasileiras consideradas prioritárias para ação de controle e prevenção do desmatamento até o ano de 2011, além dos municípios com iniciativas de CAR, definidos em portaria pelo Ministério do Meio Ambiente. Para os relacionados, foram determinadas diversas sanções, entre as quais o embargo ao crédito rural para propriedades sem CAR.
A cidade localizada na região norte de Mato Grosso foi a segunda de Mato Grosso a sair da lista. A primeira foi Querência, distante 912 quilômetros da capital. De acordo com o representante do ICV, entre os benefícios a serem gerados pelo desmatamento controlado nos municípios está a garantia de obter acesso ao crédito por meio dos bancos oficiais.
"Eles vão ter acesso ao crédito rural pelos bancos", destacou João Andrade, do ICV. Em 2007, ano em que se criou a lista das cidades prioritárias, o desflorestamento da Amazônia Legal em Alta Floresta atingiu 61,4 quilômetros quadrados, conforme o Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Naquele ano, a área em floresta ainda em pé somava 3781,9 quilômetros quadrados.
Em 2008, o desmatamento na floresta recuou e encerrou o ano totalizando 15,3 quilômetros quadrados, de acordo com o Prodes. Em 2009, reduziu novamente e somou 7,2 quilômetros quadrados. Já em 2010, último dado presente na base de dados do Inpe, foram 3 quilômetros quadrados.
O município conta com uma área de 8.955 quilômetros quadrados, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Até o ano de 2010, o total de floresta existente era de 3753.0 quilômetros quadrados, conforme o Inpe.
Amazônia Legal
No primeiro trimestre de 2012 foram desmatados 388,13 km² de áreas na Amazônia Legal Brasileira. O total representa 188% a mais quando comparado ao mesmo período de 2011, quando o desflorestamento atingiu 135 km². Somente em Mato Grosso, 329,693 km² foram desmatados entre janeiro e março.
Fonte: Extra MT
Notícias em destaque
Florestas plantadas respondem por 94 por cento da madeira para fins industriais e reduzem pressão sobre matas nativas
Você consome produtos de árvores todos os dias, que estão presentes nos papéis, nas embalagens, nos...
(GERAL)
Serviço Florestal Brasileiro realiza leilão da primeira concessão de restauração florestal do País; Re.green arremata lote
Certame na B3 marca a etapa inicial de projeto inédito que alia recuperação de 6.290 hectares, inclusão produtiva...
(GERAL)
SFB lança edital do X Prêmio em Economia e Mercado Florestal
O edital do X Prêmio Serviço Florestal Brasileiro em Estudos de Economia e Mercado Florestal foi publicado dia 23 e já...
(EVENTOS)
Pesquisa e educação se unem em oficina sobre florestas e sustentabilidade na Embrapa
Aprender sobre a natureza ganha um novo significado quando o cenário é o próprio universo da pesquisa florestal. Com esse...
(GERAL)
O Departamento de Agricultura dos EUA destina US$ 115,2 milhões a oito estados para impulsionar a produção de madeira
Na Conferência de Liderança em Bioeconomia Avançada, o Administrador do Departamento de Agricultura dos EUA para o...
(INTERNACIONAL)
Silvicultura brasileira, a floresta cresce com técnica, mas se sustenta com pessoas
Ao longo de muitos anos convivendo com empresas, profissionais e instituições do setor florestal, tivemos a oportunidade de...
(SILVICULTURA)













