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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Exportações de produtos de madeira cresceram mais de 37% no primeiro semestre
As exportações brasileiras de madeira e seus produtos registraram crescimento de 37,7% no primeiro semestre. Em relação ao mesmo período há dois anos, o aumento foi de 63,4%. De janeiro a junho de 2004 foram exportados US$ 2,41 bilhões, enquanto o acumulado do mesmo período em 2002 foi de US$ 1,48 bilhão.
Um dos três principais itens da exportação brasileira no agronegócio, o setor madeireiro tem sido prejudicado pela falta de uma política específica para o segmento. “Infelizmente, não contamos com um apoio efetivo e objetivo dos órgãos governamentais, que provocam lentidão na liberação de documentos e autorizações ambientais e, conseqüentemente, perdas nas atividades de corte em razão da sazonalidade das chuvas”, relata o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente – ABIMCI, Odelir Battistella.
Em um momento no qual o Governo e vários setores comemoram a retomada da economia com a volta dos empregos formais, contratações com carteira assinada, os madeireiros lamentam a impossibilidade de compartilhá-la integralmente. “A abertura de novos postos de trabalho só não tem sido maior, pela ausência de definições para ações de longo prazo, uma característica do setor florestal, já que uma árvore demora de 20 a 50 anos, dependendo da espécie, para crescer e poder ser industrializada”, explicou Battistella.
Um exemplo dessa situação está demonstrada nos primeiros cinco meses deste ano, no qual o ritmo das contratações não cresceu tanto como no ano passado. Apenas 3,71% contra 4,99%. “Uma diferença negativa que evidencia uma desaceleração, visto que no final do ano passado chegou a 7,43% de alta”, comparou o presidente da ABIMCI.
Investimentos
O setor florestal continuará investindo. “Estão previstos cerca de US$ 12 bilhões até 2005. Só no setor madeireiro, o total atinge mais de US$ 5 bilhões, utilizando manejo sustentado”, adiantou o presidente da entidade. Tais investimentos poderão gerar até 20 empregos por R$ 1 milhão, bastante superior aos das indústrias automobilística ou química, cuja relação é de apenas um emprego com o mesmo valor.
Encontro Debaterá o Futuro do Setor Na busca permanente do desenvolvimento, estabilização e consolidação setorial, a ABIMCI promove em Curitiba, entre os dias 29 de novembro e 1 de dezembro, o 2º Congresso Internacional de Produtos de Madeira Sólida de Reflorestamento. Aspectos como a criatividade e a gestão empresarial como fator de competitividade serão abordados por palestrantes como Xico Graziano, J.C. Bemvenutti e o jornalista Joelmir Beting.
Fonte: Interact – 19/08/2004
Um dos três principais itens da exportação brasileira no agronegócio, o setor madeireiro tem sido prejudicado pela falta de uma política específica para o segmento. “Infelizmente, não contamos com um apoio efetivo e objetivo dos órgãos governamentais, que provocam lentidão na liberação de documentos e autorizações ambientais e, conseqüentemente, perdas nas atividades de corte em razão da sazonalidade das chuvas”, relata o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente – ABIMCI, Odelir Battistella.
Em um momento no qual o Governo e vários setores comemoram a retomada da economia com a volta dos empregos formais, contratações com carteira assinada, os madeireiros lamentam a impossibilidade de compartilhá-la integralmente. “A abertura de novos postos de trabalho só não tem sido maior, pela ausência de definições para ações de longo prazo, uma característica do setor florestal, já que uma árvore demora de 20 a 50 anos, dependendo da espécie, para crescer e poder ser industrializada”, explicou Battistella.
Um exemplo dessa situação está demonstrada nos primeiros cinco meses deste ano, no qual o ritmo das contratações não cresceu tanto como no ano passado. Apenas 3,71% contra 4,99%. “Uma diferença negativa que evidencia uma desaceleração, visto que no final do ano passado chegou a 7,43% de alta”, comparou o presidente da ABIMCI.
Investimentos
O setor florestal continuará investindo. “Estão previstos cerca de US$ 12 bilhões até 2005. Só no setor madeireiro, o total atinge mais de US$ 5 bilhões, utilizando manejo sustentado”, adiantou o presidente da entidade. Tais investimentos poderão gerar até 20 empregos por R$ 1 milhão, bastante superior aos das indústrias automobilística ou química, cuja relação é de apenas um emprego com o mesmo valor.
Encontro Debaterá o Futuro do Setor Na busca permanente do desenvolvimento, estabilização e consolidação setorial, a ABIMCI promove em Curitiba, entre os dias 29 de novembro e 1 de dezembro, o 2º Congresso Internacional de Produtos de Madeira Sólida de Reflorestamento. Aspectos como a criatividade e a gestão empresarial como fator de competitividade serão abordados por palestrantes como Xico Graziano, J.C. Bemvenutti e o jornalista Joelmir Beting.
Fonte: Interact – 19/08/2004
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