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Madeiras brasileiras e exóticas

Varoveira

Nome científico
Prunus brasiliensis

Descrição da árvore

Forma: árvore perenifólia, com 5 a 15m de altura e 20 a 50cm de DAP, podendo atingir até 25m de altura e 80cm de DAP, na idade adulta.
Tronco: cilíndrico, reto a levemente tortuoso. Fuste com até 12m de comprimento.
Ramificação: cimosa, em forquilha. Copa grande, irregular, paucifoliada, com presença de lenticelas nos galhos.
Casca: com espessura de até 16 mm. A casca externa é cinza, áspera, com desprendimento pulverulento, podendo apresentar-se manchada por liquens (Ivanchechen, 1988). A casca interna é alaranjada, com oxidação rápida.

Características da Madeira
Massa específica aparente: a madeira da varoveira é moderadamente densa: 0,69 a 0,76 g/cm³ com 12% de umidade (Paraná, 1979) e 0,76 a 0,92 g/cm³ a 15% de umidade (Labate, 1975; Mainieri & Chimelo, 1989).
Cor: o alburno e o cerne são pouco diferenciados de coloração róseo-amarelado-claro, levemente rosado, com estrias longitudinais geralmente curtas e avermelhadas.
Características gerais: superfície lisa ao tato e lustrosa; textura fina; grã direita a irregular. Cheiro e gosto imperceptíveis.
Durabilidade natural: resistência moderada ao ataque de organismos xilófagos.
Preservação: madeira impermeável a pouco permeável às soluções preservantes, em tratamento sob pressão.
Trabalhabilidade: apresenta desdobro fácil e pode ser aplainada e lixada sem problemas. A superfície é lisa, com desenhos bonitos, mas prejudicada pela presença de orifícios de insetos e pelo aparecimento de inúmeras rachaduras durante a secagem (Paraná, 1979).

Espécies Afins
O gênero Prunus Linnaeus é cosmopolita, com cerca de 400 espécies distribuídas pela Europa, Ásia temperada e subtropical, América temperada e tropical; inclui a maior parte das espécies de rosáceas com frutos comestíveis.
As espécies de Prunus ocorrem nos neotrópicos, em florestas tropicais e semi-decíduas do México, até a Argentina. Essas espécies ainda estão mal definidas e só um estudo mais acurado, com amostras abrangendo toda área de distribuição e a análise dos typus, poderá delimitá-las melhor. As sete espécies brasileiras, muito semelhantes entre si, foram designadas coletivamente como P. sphaerocarpa Sw. Posteriormente, Koehne discriminou-as devidamente (Rizzini, 1971). Até hoje, essa semelhança causa graves problemas na identificação. Além de P. brasiliensis, são citadas para a Região Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil: P. chamissoana Koehne, P. integrifolia (Presl) Walpers, P. myrtifolia (L.) Urb, P. sellowii Koehne e P. subcoriacea (Chodat & Hassler) Koehne.

Produtos e Utilizações
Madeira serrada e roliça: a madeira de varoveira pode ser usada em construção civil, móveis inferiores, tacos e tábuas para assoalhos, artigos de esporte, acabamentos internos, cabos de ferramentas, vigamentos, lambris, laminados, dormentes de segunda categoria, folhas faqueadas decorativas e peças torneadas.
Energia: madeira com razoável poder energético.
Celulose e papel: espécie inadequada para este uso (Wasjutin, 1958).
Constituintes químicos: a casca apresenta saponina em pequena quantidade (Nakaoka & Silva, 1982).

Ocorrência Natural
Latitude: 15º S (Bahia) a 29º 45’S (Rio Grande do Sul).
Variação altitudinal: de 5m (Paraná) a 1.800m de altitude, em Campos do Jordão-SP (Robim & Pfeifer, 1989).

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