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Madeiras brasileiras e exóticas

Sucará

Nome científico
Gleditsia amorphoides

Descrição da árvore

Forma: árvore semicaducifólia a caducifólia, com 5 10 m de altura e 20 a 35 cm de DAP, podendo atingir até 20 m de altura e 80 cm de DAP, na idade adulta.
Tronco: de secção cilíndrica, mais ou menos reto cobertos de abundantes espinhos ramificados de até 25 cm de comprimento. Fuste com até 8 m de comprimento.
Ramificação: dicotômica. Copa irregular, aberta, arredondada e baixa, com ramos providos de espinhos muito ramificados com até 8 cm de comprimento.
Casca: com espessura de até 10 mm. A casca externa é verde-grisácea ou pardo-grisácea, pouco áspera a lisa, com descamações desprendendo-se em lâminas ou escamas irregulares. A casca interna é amarelada.

Características da Madeira
Massa específica aparente: a madeira do sucará e densa (0,80 a 0,90 g.cm³), a 12% de umidade e (0,87 a 0,94 g.cm³) a 15% de umidade (Castiglioni, 1975; Labate, 1975; Stilner, 1980).
Cor: alburno branco-amarelado. Cerne castanho a castanho-roxo, tornando-se amis escuro com a exposição do ar.
Características gerais: textura mediana e homogênea; grã direita a obliqua; brilho natural médio.
Durabilidade natural: para construção ao ar livre, tem o inconveniente de ser suscetível ao ataque de cupins de madeira seca.
Outras características: caracteres anatômicos da madeira dessa espécie podem ser encontrados em Moglia & Gimenez (1998).

Espécies Afins
O gênero Gleditsia L. contém doze espécies com ampla distribuição mundial, presente na Ásia (China e Japão), na África Tropical, no Irã, na América do Norte e na América do Sul.
Na Argentina ocorre Gleditsia amorphoides var. anacantha Burkart, na província de Misiones, que não tem espinhos (Celulosa Argentina, 1975).

Produtos e Utilizações
Madeira serrada e roliça: a madeira de sucará, por ser resistente aos esforços de flexão e de choque, muito atraente e destacável, pode ser usada em marcenaria e em carpintaria em geral, carroçarias, chapas ornamentais, lâminas decorativas, revestimento interno e dormentes.
Energia: lenha e carvão de qualidade aceitável, sendo atualmente utilizada na Bolívia e no Paraguai, para tais usos (Killean et al., 1993 Lopez et al., 1987).
Celulose e papel: espécie inadequada para pastas celulósicas.

Ocorrência Natural
Latitude: 21º S na Bolívia, no Gran Chaco Departamento de Tarija a 31º S no Brasil, no Rio Grande do Sul. No Brasil o limite Norte dá-se aproximadamente a 24ºS no Paraná.
Variação latitudinal: de 100 m, no Rio Grande do Sul, a 1.100 m de altitude no Paraná

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