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Madeiras brasileiras e exóticas

Piquiarana

Piquiarana

Distribuição geográfica
Distribui-se por toda a Amazônia até o Ma-to Grosso. Ocorre ainda no Peru, Bolívia, Colômbia e nas Guianas.


Denominações Vulgares
Piquiarana, p. vermelha, piquiarana da terra.


Descrição da árvore
Altura (m): grande, por vezes atingindo até 50,0.
Tronco: cilíndrico, reto.
Folhas: compostas, opostas, pecioladas, 2-estipuladas com 3 folíolos peciolulados com ou sem estipelas. Folíolos elípticos de ápice curtamente acuminado, base obtusa ou arredondada; margem denteada, rara-mente Inteira, glabros ou com pequenos tufos de pelos nas axilas das nervuras secundárias. Inflorescência terminal com flores amarelas; estames numerosos, vermelhos ou avermelhados. Fruto globoso ou elipsoidal com pericarpo menos carnoso que em C. vlllosum, recoberto por indumento ferruginoso, facilmente destacável, quando maduro; mesocarpo escasso amarelado, gorduroso, não aproveitável; endocarpo duro, recoberto por longos espinhos maiores e mais grossos do que C.vlllosum, encerrando de 1 a 4 amêndoas comestíveis.


Características da Madeira
Peso específico básico (g/cm³): 0,75 a 0,90 pesada
Cor do alburno: pouco diferenciado do cerne.
Cor do cerne: bege amarelado
Grã: regular
Textura: média
Cheiro e gosto: quando recém-cortado, semelhante a vinagre; gosto indistinto.
Trabalhabilidade: é fácil de trabalhar.
Poros: visíveis o olho nu, poucos, médios a grandes, solitários ou geminados, com a formação de algumas cadeias radiais, obstruídos por tilos.
Linhas vasculares: bem destacadas, retas e altas.
Figura radial: muito finos, numerosos, vistos apenas com lente
Figura tangencial: são baixos, dispostos.
Parênquima axial: notado a olho desarmado, difuso em agregados.
Camadas de crescimento demarcadas por zonas de tecido fibroso.


Usos indicados
Dormentes, armações de cavernas de embarcações, tanoaria, marcenaria, estacas, vigas, caibros, ripas, tábuas, tacos para assoalhos, marcos de portas e janelas, postes, esteios, mourões.

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