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Madeiras brasileiras e exóticas

Paracuúba

Nome científico
Mora paraensis Ducke Caesalpiniaceae

Distribuição geográfica

Amazonas, Amapá, Pará e ainda dispersa pela região amazônica.

Denominações vulgares
Paracuúba, p. branca, p. vermelha, pracuúba.

Descrição da árvore
Altura comercial (m): até 40m ou mais – grande
Diâmetro (m): 1
Sapopemas: presença de sapopemas, copa larga e vistosa.
Folhas: Folhas compostas, com 5 (4) folíolos ovais-oblongos de 8-14 cm de comprimento por 3-5 cm de largura, com a parte superior vernicosa e a inferior subopaca, ferrugínea, de base aguda ou longo-acuminada. lnflorescência em espigas longas (8-11 cm de comprimento), com pequenas flores brancas, sésseis, fortemente aromáticas (floresce de janeiro a março). Fruto, legume grande e volumoso, mais ou menos falciforme com estrangulamento entre as sementes, estas lembrando enormes feijões, (9,5 cm x 3,5 cm).

Características da Madeira
Peso específico básico (g/cm³): 0,90 a 1,00 g/ cm3 – pesada.
Cor do alburno: rosado
Cor do cerne: castanho avermelhado.
Grã: irregular
Textura: média a grossa, aparentando aspecto fibroso.
Cheiro e gosto: sem cheiro; sabor ligeiramente amargo.
Trabalhabilidade: é moderadamente fácil de trabalhar e recebe ótimo acabamento esmerado. Resiste bem a fungos e insetos.
Poros: notados a olho nu, pouco numerosos, pequenos a médios, solitários ou múltiplos, às vezes em cadeias, vazios ou contendo resina.
Linhas vasculares: bem demarcadas, nítidas, retas e altas.
Figura radial: visíveis apenas sob lente, finos e numerosos.
Figura tangencial: são baixos e dispostos irregularmente.
Parênquima axial: aliforme, formando pequenos trechos oblíquos unindo os poros e em linhas marginais.
Camadas de crescimento: demarcadas por zonas de tecido fibroso e pelas linhas parênquima.

Usos indicados
Marcenaria, dormentes, esteios, tacos para assoalhos, vigamentos, carpintaria, mourões, estacas, construções civil e naval, carrocerias, artesanato.

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