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Madeiras brasileiras e exóticas

Ipê-amarelo

Nome científico
Tabebuia alba

Descrição da árvore

Forma: árvore caducifólia, de altura variável, de 3 m de altura até 30 m de altura e 80 cm de DAP, na idade adulta. Todavia é comum encontrar árvores com 5 a 15 m de altura e 20 a 50 cm de DAP.
Tronco: reto, a levemente tortuoso. Fuste de seção cilíndrica, medindo até 10 m de comprimento.
Ramificação: grossa, irregular e simpódica. Copa alta densifoliada, arredondada a umbeliforme, com folhagem discolor característica.
Casca: com espessura de até 20 mm. A casca externa é acinzentada, com ritidoma fissurado, formando fissuras longitudinais profundas à medida que se desenvolve. 

Características da Madeira
Massa específica a madeira do ipê-amarelo é densa (0,80 a 1,00 g.cm³), a 15% de umidade.
Cor: o alburno é claro e o cerne levemente rosa.
Características gerais: superfície lisa ao tato, irregularmente lustrosa; aspecto fibroso atenuado; textura média; grã irregular ou reversa; gosto e cheiro indistintos.
Durabilidade natural: apresenta alta durabilidade, quando exposta a intempéries.

Espécies Afins
Tabebuia Gomes é um gênero neotropical, com cem espécies (Gentry, 1992). Além de Tabebuia alba, ocorrem cerca de 12 espécies nativas do gênero no Brasil, portadoras de flor amarela.
Tabebuia arianeae A. Gentry, espécie endêmica do Vale do Rio Doce, no Espírito Santo, onde é conhecida por ipê-preto.
Tabebuia áurea (Manso) Bentham & Hooker, sinônimo: Tabebuia caraíba (Martius) Bureau ocorre na Argentina, na Bolívia, no Paraguai, no Peru e no Brasil (em Alagoas no Amapá, no Amazonas, na Bahia, no Ceará, em Goiás, no Maranhão, em Mato Grosso do Sul, em Mato Grosso, em Minas Gerais, no Pará, na Paraíba, em Pernambuco, no Piauí, no Paraná, no Rio Grande do Norte, no Estado de São Paulo, em Sergipe e no Distrito Federal).
No Nordeste, é conhecida por craibeira e carúba. Essa espécie é a flor símbolo do Estado de Alagoas, segundo lei estadual.
No Pantanal-Grossense, é conhecida por paratudo, formando associações vegetais quase puras, chamadas de paratudal.
Tabebuia botelhensis A.Gentry, espécie endêmica das montanhas costeiras dos Estados do Rio de Janeiro e de São Paulo.
Tabebuia catarinensis A. Gentry, arbusto de 0,5 a 3 m de altura, ocorre no Paraná e em Santa Catarina, entre 750 a 2.000 m de altitude.
Tabebuia chrysotricha ( Martius ex. A. de Candolle) Standley ocorre na Argentina e no Brasil (na Bahia no Espírito Santo, em Minas Gerais, na Paraíba, em Pernambuco, no Paraná e no Estado do Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Estado de São Paulo), sendo conhecida por ipê-amarelo.
Tabebuia nodosa (Grisebach) Grisebach, ocorre na região do Chaco na Argentina, Bolívia, Paraguai e Brasil, em Mato Grosso do Sul. É única espécie com flores amarelas que apresenta folhas simples.
Tabebuia ochraceae (Chamisso) Standley ssp.ochracea ocorre na Argentina, na Bolívia, no Paraguai, no Peru e no Brasil (no Acre no Amazonas, na Bahia, no Ceará, no Espírito Santo, em Goiás, no Maranhão, em Mato Grosso, em Mato Grosso do Sul, em Minas Gerais, no Pará, em Pernambuco, no Piauí, no Paraná, nos Estados do Rio de Janeiro e de São Paulo, e no Distrito Federal). Habita o cerrado e a savana arbustiva.
Tabebuia pulcherrima Sandewith ocorre na Argentina, no Paraguai e no Brasil ( no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina), onde é conhecida por ipê-da-praia.
Tabebuia riodocensis A. Gentry, espécie endêmica do Vale do Rio Doce, encontrada na Bahia, no Espírito Santo e em Minas Gerais. Atinge até 35 m de altura e é conhecida por ipê-amarelo e pau d’arco-flor-de-algodão.
Tabebuia serratifolia (Vahl) Nicholson ocorre na Bolívia, na Colômbia, no Equador, na Guiana, na Guiana Francesa, no Peru, no Suriname, em Trinidad & Tobago, na Venezuela e no Brasil (no Acre, no Amazonas no Amapá, na Bahia, no Ceará, no Espirito Santo, em Goiás, no Maranhão, em Minas Gerais, em Mato Grosso, no Pará, em Pernambuco, no Piauí, no Paraná, no Estado do Rio de Janeiro, em Rondônia, em Roraima, em Sergipe, no Estado de São Paulo e no Distrito Federal).É a especie com a maior área de ocorrência no Brasil.
Tabebuia umbellata (sonder) Sandwith ocorre na Bahia, em Minas Gerais, no Paraná, no Estado do Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, no Estado de São Paulo e no Distrito Federal. Essa espécie é conhecidapor ipê-da-varzea.
Tabebuia vellosoi Toledo, com ocorrência em Minas Gerais, nos Estados do Rio de Janeiro e de São Paulo, sendo conhecida por ipê-amarelo.
Tabebuia alba pode ser facilmente distinta desses ipês, pela com cinza-clara da face inferior das folhas, causada por densa pubescência. Vista de longe, a copa apresenta um tom esbranquiçado, que constitui uma das características mais típicas para a indentificação da espécie.

Produtos e Utilizações
Madeira serrada e roliça: a madeira de ipê-amarelo pode ser usada em construção civil, principalmente na forma de tacos para assoalho, dormentes, mourões, vigas, eixos de roda de carroceria, parques, além de fornecer matéria-prima para marcenaria e carpintaria.
Energia: a lenha do ipê-amarelo é de boa qualidade.
Celulose e papel: espécie inadequada para este uso.

Ocorrência Natural
Latitude: desde 11º101S na Bahia a 31ºS no Rio Grande do Sul.
Variação latitudinal: de 80 m, no Rio Grande do Sul a 1.600 m, no Estado de São Paulo.

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