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Madeiras brasileiras e exóticas

Coração de negro

Nome científico
Swartzia panacoco (AUBL.) Cowan Caesalpiniaceae

Distribuição geográfica
Ocorre nas florestas altas de terra firme na Venezuela, Guianas, Suriname e distribuída pela Amazônia brasileira, onde existem cerca de sete variedades.

Descrição da árvore
Altura (m): 20-30
Tronco: retilíneo
Diâmetro (cm): 50
Casca: sulcada apresentando placas soltas, com 0,5 cm de espessura, marrom-escura-acinzentada, exudando resina avermelhada.

Característica da madeira
Peso específico básico (g/cm³): 0,90
Cor do cerne: quase preto
Cor do alburno: bege amarelado muito distinto
Grã: direita
Textura: fina
Cheiro e gosto: indistinto
Trabalhabilidade: apresenta-se relativamente fácil de serrar, mas difícil de aplainar. A literatura recomenda pré-furação para pregar e aparafusar. Possui excelente acabamento após as operações de torneamento, lixamento e quando recebe acabamento com tintas e vernizes.
Características gerais: altamente resistente ao ataque de fungos e cupins.
Poros: visíveis mesmo sem lente, pequenos e médios, poucos a pouco numerosos, solitários, múltiplos de 2-3 e formando algumas cadeias radiais, vazios ou obstruídos.
Figura: linhas vasculares visíveis e retas.
Figura radial: transversal visíveis apenas com auxílio de lupa, finos e numerosos.
Figura tangencial: baixos apresentando estratificação.
Parênquima axial: distinto a olho nu formando linhas estreitas, às vezes aliforme com aletas longas, confluente.
Camadas de crescimento: pouco distintas, notadas por zonas fibrosas.

Usos indicados
Movelaria de luxo, componentes de instrumentos musicais, cabos de bengala, artesanato e objetos torneados, construção externa, dormentes, postes e pilares. É citada na literatura como possível substituta para o ébano africano (Dyospiros sp).

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