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Madeiras brasileiras e exóticas

Canela-preta

Canela-preta

Nome científico
Ocotea catharinensis

Descrição da árvore
Forma: árvore perenifólia, com 10 a 25m de altura e 60 a 100cm de DAP, podendo atingir excepcionalmente 45m de altura e 150cm ou mais de DAP, na idade adulta. Na Floresta Ombrófila Densa Alto Montana, a 1.400m de altitude, no Paraná, foram encontrados exemplares com 3,50 a 6m de altura e 4 a 22cm de DAP (Roderjan, 1994).
Tronco: pode ser reto, geralmente um pouco tortuoso, raramente cilíndrico, apresentando quinas ou reentrâncias; nas encostas da Serra do Mar, pode apresentar-se curvo e inclinado. Fuste com até 20m de comprimento.
Ramificação: cimosa, larga e tortuosa. Copa grande e espalhada, larga, achatada, muito densa, geralmente umbeliforme, com folhagem densa e verde-escura, brilhante ao sol.
Casca: com espessura de até 20 mm. A casca externa é cinza-escura a marrom-escura, com cicatrizes côncavas oriundas da descamação típica em placas, onde aparecem nitidamente as lenticelas pequenas sobre a casca nova. A casca interna é amarelada, com odor resinoso agradável.

Características da Madeira
Massa específica aparente: a madeira da canela-preta é moderadamente densa (0,70 a 0,80 g/cm³), a 12% de umidade (Mainieri, 1973; Paraná, 1979).
Cor: alburno amarelo-claro levemente acastanhado. Cerne marrom-acinzentado a amarelo-acinzentado.
Características gerais: superfície lisa ao tato e com brilho pouco acentuado; textura média; grã direita a levemente ondulada. Apresenta característico odor resinoso, bem perceptível quando cortada ou raspada (Rizzini, 1971).
Durabilidade natural: madeira resistente à umidade e a organismos xilófagos; em contato com o solo, apresenta durabilidade natural moderada.
Preservação: madeira de difícil permeabilidade a penetração de produtos preservantes.
Trabalhabilidade: madeira fácil de serrar, aplainar e lixar, e com acabamento bom a muito bom. Toma bom polimento, tornando-se atraente quando envernizada.
Outras características
A descrição anatômica da madeira desta espécie pode ser encontrada em Paraná (1979) e em Silva & Medeiros (1999).

Espécies Afins
O gênero Ocotea Aublet, engloba aproximadamente 300 espécies que ocorrem maciçamente na América tropical; há, porém, representantes no Velho Mundo. No Brasil, ocorrem cerca de 60 espécies, distribuídas principalmente no sul e sudeste. Ocotea porosa (ver Nº 69) é a espécie mais próxima de Ocotea catharinensis.

Produtos e Utilizações
Madeira serrada e roliça: a madeira da canela-preta, por possuir valores de retratibilidade e resistência médios e por apresentar desenhos atraentes, pode ser usada em marcenaria (uso interior e exterior), construção civil e naval, vigas, tacos, móveis, assoalhos; laminação, painéis, compensados, dormentes e mourões.
Energia: produz lenha de qualidade aceitável.
Celulose e papel: espécie inadequada para este uso.
Óleo essencial: foram identificados dez componentes do óleo essencial da casca de Ocotea catharinensis, sendo o linalol (95,7%) o principal componente (Sakita & Yatagai, 1992). Este produto é um óleo de grande importância econômica, apreciado pelo seu aroma de rosa e utilizado em perfumaria, na fabricação de cosméticos.

Ocorrência Natural
Latitude: 21º20' S (Minas Gerais) a 30º15' S (Rio Grande do Sul).
Variação altitudinal: de 30m (litoral da Região Sul) até 1.400m de altitude, no Paraná (Roderjan, 1994), sendo comum entre 300 a 700m de altitude.

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