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Madeiras brasileiras e exóticas

Boleira

Nome científico:
Joannesia princeps

Descrição da árvore

Forma: árvore semicaducifólia, semelhante à seringueira (Hevea brasiliensis), com 10 a 15m de altura e 20 a 50cm de DAP, podendo atingir até 30m de altura e 95cm de DAP, na idade adulta.
Tronco: cilíndrico e reto. Fuste com até 15m de comprimento.
Ramificação: dicotômica e abundante. Copa estreita, levemente cônica a piramidal.
Casca: com espessura de até 10 mm. A casca externa é castanha-clara, lisa, pouco rugosa, com numerosas lenticelas. A casca interna é esbranquiçada e fibrosa.

Características da Madeira
Massa específica aparente: a madeira da boleira é leve (0,40 a 0,55 g/cm³), a 15% de umidade (Mainieri & Chimelo, 1989).
Massa específica básica: 0,29 a 0,39 g/cm³ (Barrichelo & Foelkel, 1975; Silva et al., 1983).
Cor: cerne branco, raramente amarelado ou levemente branco-palha; alburno não diferenciado.
Características gerais: superfície ligeiramente áspera ao tato e pouco lustrosa; textura grosseira; grã direita, às vezes com fibras reversas. Cheiro e gosto imperceptíveis.
Durabilidade natural: madeira com resistência natural ao apodrecimento muito baixa, mas resistente ao ataque de cupim de madeira seca.
Preservação: devido à alta suscetibilidade à deterioração biológica, sua aplicação, em condições favoráveis ao apodrecimento, deve ser precedida de tratamento preservante adequado. A madeira desta espécie apresenta alta permeabilidade às soluções preservantes, quando submetida a impregnação sob pressão.

Espécies Afins
O gênero Joannesia Vellozo é representado no Brasil por duas espécies: J. princeps e J. hevioides Ducke, conhecida por castanha-de-arara e munguba-grande, com ocorrência na Amazônia brasileira (Parrota, 1995) e nas Guianas.

Produtos e Utilizações
Madeira serrada e roliça: a madeira da boleira é indicada para marcenaria, caixotaria leve, obras internas, tabuado em geral, artefatos de madeira, tamancos, forros, brinquedos, canoas, jangada e peças navais; miolo de painéis, de portas e ainda para chapas de partículas. O palito para fósforo obtido com a madeira desta espécie é de muito boa qualidade.
Energia: produz lenha de má qualidade. Poder calorífico da madeira de 4.296 Kcal/kg (Silva et al., 1983). A casca do fruto é usada como combustível (Silva, 1942).
Celulose e papel: a madeira de boleira produz celulose de fibra curta de boa qualidade, podendo ser usada na produção de papel de imprensa e de escrita. Teor de celulose de 50,1%; comprimento da fibra de 1,14 a 1,70 mm; teor de lignina de 21,8% (Barrichelo & Foelkel, 1975).

Ocorrência Natural
Latitude: 11º20´ S (Sergipe) a 23º S (Rio de Janeiro).
Variação altitudinal: de 10m no litoral do Rio de Janeiro a 1.000m de altitude, em Minas Gerais.

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