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Madeiras brasileiras e exóticas

Abiu-Pitomba

Abiu-Pitomba Nome Científico:
Pouteria sp, Sapotaceae.

Outros nomes e Espécies Afins:
Na região Amazônica é conhecida por Abiurana ou também Azará, Guajará-pedra, Rosadinha, e também Cutite, Cutiúba e Macucu. Do sul da Bahia até Santa Catarina é chamada de Guapeva ou Bapeva.

Descrição da Árvore:
Na mata chega a atingir 20 m, já nos monocultivos é de porte pequeno, alcançando 10 m de altura.

Características da Madeira:
O cerne é vermelho-pardacento indo ao castanho-escuro, bem diferenciado do alburno bege-amarelado, com superfície lisa e sem brilho, sua textura é fina e sua grã irregular. A madeira é muito pesada, não possuindo cheiro ou gosto perceptíveis.

Região de Ocorrência:
Existe em todo o território nacional, muito mais freqüente na Amazônia, tanto em estado silvestre como cultivado. Inclusive no Peru, Venezuela e Colômbia.

Propriedades Físico-Mecânicas:
Sua retratibilidade volumétrica é alta. Apresenta alta resistência mecânica e um peso específico muito elevado (madeira muito pesada). Em observações de uso notou-se boa durabilidade da madeira, mesmo em condições desfavoráveis.

Massa específica g/cm3 kg/m3
Aparente(15% de umidade) 1,16 1.160
Básica 0,92 920
Retração Total Radial Tangencial Volumétrica
(%) 8,5 11,0 19,8
Índice tangencial/radial = 1,29
Resistência Mecânica (kgf/cm2) Madeira Verde A 15% de umidade
Compressão axial 647 978
Flexão estática 1.491 1.902
Tração normal 76 -


Comportamento Durante a Secagem:
Não são disponíveis informações sobre a secagem da madeira de Abiu-pitomba. Pela sua baixa permeabilidade e densidade elevada, provavelmente é madeira de difícil secagem.

Trabalhabilidade:
Pelo fato de serem várias espécies que recebem a mesma denominação, considera-se como madeira com características de trabalhabilidade variáveis. No acabamento apresenta brilho relativamente fraco.

Indicações de Uso:
É empregada no fabrico de estacas, esteios, postes, mourões, dormentes e peças de alta resistência.
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