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REVISTA DA MADEIRA - EDIÇÃO N°95 - ABRIL DE 2006

Eucalipto

Indicaes para escolha de espcies de Eucalyptus

A madeira de eucalipto utilizada para o abastecimento da maior parte da indstria de base florestal no Brasil. Em 2004, de acordo com relatrio da Bracelpa, foram consumidos pelo setor de celulose e papel 34.113.000 m de madeira proveniente de reflorestamento com eucalipto, 2.475.000 m pelo setor de gerao de energia e 340.000 m pelo setor de serraria.

Alm dos setores industriais, existe grande consumo de madeira, em pequena escala, que no devidamente quantificado, mas que quando somado representa significativa parcela do consumo total. Trata-se do consumo domstico de madeira, principalmente como lenha. A crise de oferta de lenha no meio rural resultado da falta de estudos sobre regulao da produo em funo do manejo dos estoques remanescentes e a implantao de florestas para produo de madeira para lenha nas pequenas propriedades. Acrescenta-se, ainda, que a floresta implantada em pequenas propriedades pode ser utilizada para outros fins, como obteno de moires para cerca, estacas, cabos de ferramentas etc.

A escolha do eucalipto para suprir o consumo de madeira, tanto em escala industrial como para pequenos consumidores, est relacionada a algumas vantagens da espcie, tais como rpido crescimento; caractersticas silviculturais desejveis (incremento, forma, desrama etc.); grande diversidade de espcies, possibilitando a adaptao da cultura s diversas condies de clima e solo; facilidades de propagao, tanto por sementes como por via vegetativa; e possibilidades de utilizao para os mais diversos fins, o que justifica sua aceitao no mercado. s caractersticas desejveis citadas, somam-se o conhecimento acumulado sobre silvicultura e manejo do eucalipto e ao melhoramento gentico, que favorecem ainda mais a utilizao do gnero para os mais diversos fins.

Apesar de serem descritas cerca de 700 espcies do gnero Eucalyptus, os plantios so restritos a poucas espcies, podendo-se citar, principalmente, Eucalyptus grandis, E. urophylla, E. saligna, E. camaldulensis, E. tereticornis, E. globulus, E. viminalis, E. deglupta, E. citriodora, E. exserta, E. paniculata e E. robusta. Ressalta-se que, no Brasil, as espcies E. cloezina e E. dunnii so consideradas promissoras para as regies central e sul, respectivamente.

A possibilidade de uso da madeira de eucalipto para diversos fins tem estimulado a implantao de florestas de uso mltiplo. Dessa forma, muitos estudos esto sendo realizados para melhor se aproveitar o potencial econmico da floresta, destacando-se melhoramento de material gentico e manejo silvicultural (teste de espaamentos, idade de corte e tcnicas silviculturais). De modo geral, com o uso mltiplo, pretendem-se obter de uma rea implantada variados tipos de produtos, ou seja, diferentes finalidades para uma mesma floresta.

Escolha da espcie

A definio da espcie a ser plantada a primeira etapa de um projeto de reflorestamento, levando-se em considerao o objetivo da produo (uso da madeira) e as condies edafoclimticas (solo e clima) da regio. Cada espcie se desenvolve em um ambiente adequado e por isso indicado, sempre que possvel, realizar testes para averiguar a adaptao do material ao ambiente, tanto para sementes quanto para clones. Entretanto, se no for possvel a realizao de testes, e tampouco houver dados experimentais da regio, sugere-se que a escolha do material gentico seja feita a partir de procedncias cujas condies de origem sejam semelhantes ao local do plantio, sobretudo latitude, altitude, temperatura mdia anual, precipitao mdia anual, dficit hdrico e tipos de solos.

O mercado consumidor um aspecto fundamental durante o planejamento do projeto de reflorestamento. importante conhecer as exigncias do mercado quanto caracterstica do produto, assim como as tcnicas que otimizam a relao custo/benefcio. A obteno de maior retorno econmico depende da escolha adequada da espcie. Ainda sobre mercado consumidor, sugere-se que sejam avaliadas as distncias entre a rea de plantio e as unidades de beneficiamento ou utilizao, pois o custo de transporte um dos componentes mais caros do preo da madeira.

Abaixo segue uma relao de espcies de eucalipto indicadas em funo dos usos, do solo e do clima.

Espcies de eucalipto indicadas em funo do uso:

Celulose: E. alba, E. dunnii, E. globulus, E. grandis, E. saligna, E. urophylla e E. grandis x E. urophylla (hbrido).

Lenha e carvo: E. brassiana, E. camaldulensis, E. citriodora, E. cloeziana, E. crebra, E. deglupta, E. exserta, E. globulus, E. grandis, E. maculata, E. paniculata, E. pellita, E. pilularis, E. saligna, E. tereticornis, E. tesselaris e E. urophylla.

Serraria: E. camaldulensis, E. citriodora, E. cloeziana, E. dunnii, E. globulus, E. grandis, E. maculata, E. maidenii, E. microcorys, E. paniculata, E. pilularis, E. propinqua, E. punctata, E. resinifera, E. robusta, E. saligna, E. tereticornis e E. urophylla.

Mveis: E. camaldulensis, E. citriodora, E. deglupta, E. dunnii, E. exserta, E. grandis, E. maculata, E. microcorys, E. paniculata, E. pilularis, E. resinifera, E. saligna e E. tereticornis.

Laminao: E. botryoides, E. dunnii, E. grandis, E. maculata, E. microcorys, E. pilularis, E. robusta, E. saligna e E. tereticornis.

Caixotaria: E. dunnii, E. grandis, E. pilularis e E. resinifera.

Construes: E. alba, E. botryoides, E. camaldulensis, E. citriodora, E. cloeziana, E. deglupta, E. maculata, E. microcorys, E. paniculata, E. pilularis, E. resinifera, E. robusta, E. tereticornis e E. tesselaris.

Dormentes: E. botryoides, E. camaldulensis, E. citriodora, E. cloeziana, E. crebra, E. deglupta, E. exserta, E. maculata, E. maidenii, E. microcorys, E. paniculata, E. pilularis, E. propinqua, E. punctata, E. robusta e E. tereticornis.

Postes: E. camaldulensis, E. citriodora, E. cloeziana, E. maculata, E. maidenii, E. microcorys, E. paniculata, E. pilularis, E. punctata, E. propinqua, E. tereticornis e E. resinifera.

Estacas e moires: E. citriodora, E. maculata e E. paniculata.

leos essenciais: E. camaldulensis, E. citriodora, E. exserta, E. globulus, E. smithii e E. tereticornis.

Taninos: E. camaldulensis, E. citriodora, E. maculata, E. paniculata e E. smithii.

Espcies de eucalipto indicadas em funo do clima:

mido e quente: E. camaldulensis, E. deglupta, E. robusta, E. tereticornis e E. urophylla.

mido e frio: E. botryoides, E. deanei, E. dunnii, E. globulus, E. grandis, E. maidenii, E. paniculata, E. pilularis, E. propinqua, E. resinifera, E. robusta, E. saligna e E. viminalis.

Submido mido: E. citriodora, E. grandis, E. saligna, E. tereticornis e E. urophylla.

Submido seco: E. camaldulensis, E. citriodora, E. cloeziana, E. maculata, E. pellita, E. pilularis, E. pyrocarpa, E. tereticornis e E. urophylla.

Semirido: E. brassiana, E. camaldulensis, E. crebra, E. exserta, E. tereticornis e E. tessalaris.

Espcies de eucalipto indicadas em funo do solo:

Argilosos: E. citriodora, E. cloeziana, E. dunnii, E. grandis, E. maculata, E. paniculata E. pellita, E. pilularis, E. pyrocarpa, E. saligna, e E. urophylla.

Textura mdia: E. citriodora, E. cloeziana, E. crebra, E. exserta, E. grandis, E. maculata, E. paniculata, E. pellita, E. pilularis, E. pyrocarpa, E. saligna, E. tereticornis e E. urophylla.

Arenosos: E. brassiana, E. camaldulensis, E. deanei, E. dunnii, E. grandis, E. robusta E. saligna, E. tereticornis e E. urophylla.

Hidromrficos: E. robusta.

Distrficos: E. alba, E. camaldulensis, E. grandis, E. maculata, E. paniculata, E. pyrocarpa e E. propinqua.

Texto produzido por Aline Angeli/IPEF.