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REVISTA DA MADEIRA - EDIÇÃO N°90 - JUNHO DE 2005

Unio Europia

O exemplo da potncia econmica mundial

Primeira potncia comercial do mundo, a Unio Europia representa 20% do volume total das importaes e das exportaes mundiais. O comrcio livre entre os seus Estados-Membros tem papel de liderana nas iniciativas de liberalizao do comrcio mundial, no interesse mtuo dos pases ricos e dos pases pobres.

A intensificao das trocas comerciais incentiva o crescimento para o benefcio de todos. Os consumidores tm uma escolha mais vasta de produtos. A concorrncia com os produtos importados faz baixar os preos e aumenta a qualidade. A liberalizao do comrcio oferece aos produtores mais competitivos condies de concorrncia leal com os concorrentes de outros pases, cujos governos so obrigados a reduzir os direitos de importao criados para proteger as empresas nacionais.

A Unio Europia tem como filosofia de base abrir o seu mercado s importaes desde que os seus parceiros faam o mesmo. Est igualmente disposta a liberalizar o comrcio dos servios, embora tenha em conta a situao dos pases em vias de desenvolvimento, permitindo a estes ltimos abrir os seus mercados a um ritmo mais lento do que os pases industrializados e ajudando-os simultaneamente a integrar-se no comrcio mundial.

A supresso dos entraves ao comrcio livre na Unio Europia contribuiu em grande medida para a sua prosperidade, o que reforou o seu empenho na liberalizao do comrcio mundial. Tendo eliminado os direitos aduaneiros aplicveis ao comrcio entre eles, os Estados-Membros uniformizaram igualmente os direitos aduaneiros aplicveis s mercadorias importadas do exterior, o que significou que os produtos pagavam o mesmo direito, independentemente de entrarem na UE atravs dos portos de Atenas ou de Hamburgo. Por conseqncia, um automvel proveniente do Japo sujeito a direitos de importao sua chegada Alemanha pode ser expedido para a Blgica ou para a Polnia e ser vendido nestes pases como um automvel alemo, sem a cobrana de outros direitos.

A harmonizao da denominada Tarifa Externa Comum (TEC), significa que os pases da Unio Europia devem participar nas negociaes comerciais internacionais enquanto grupo nico. O comrcio externo tornou-se assim um dos primeiros instrumentos da integrao europia, exigindo que os Estados-Membros conjuguem a sua soberania.

A UE passou a ser fundamental nas sucessivas rondas de negociaes internacionais para a liberalizao do comrcio. Estas rondas de negociaes, realizadas no mbito da Organizao Mundial do Comrcio, tm como objetivo reduzir os direitos aduaneiros e suprimir os outros entraves ao comrcio mundial.

Na seqncia destas diferentes rondas de negociaes, o nvel mdio dos direitos aplicado s importaes industriais na UE diminuiu para 4%, ou seja, um dos mais baixos do mundo.

A Unio Europia cr firmemente no sistema baseado em regras da OMC, que garante uma relativa segurana jurdica e transparncia na realizao do comrcio internacional.

A OMC estabelece condies no mbito das quais os seus membros se podem defender contra prticas desleais, tais como o dumping vendas a preos inferiores ao custo de produo - utilizadas pelos exportadores para competir com os seus rivais locais. A OMC adaptou um procedimento de resoluo de litgios em caso litgio entre dois - ou mais - parceiros comerciais.

desejo da Unio Europia associar a OMC a outras questes relativas ao comrcio internacional, tais como as regras em matria de investimento direto estrangeiro, ambiente, poltica anti-trust e normas laborais.

Poltica mundial

A poltica comercial da Unio Europia est estreitamente ligada sua poltica de desenvolvimento. No mbito do seu Sistema de Preferncias Generalizadas (SPG), a UE autoriza o acesso ao seu mercado com franquia de direitos aduaneiros, ou um acesso preferencial, com taxa reduzida maior parte das importaes provenientes dos pases em vias de desenvolvimento, e das economias em transio. Vai ainda mais longe em relao aos quarenta e nove pases mais pobres do mundo cuja totalidade das exportaes - com exceo das armas - beneficiaro, no mbito de um programa lanado em 2001, de um acesso ao mercado da UE com franquia de direitos aduaneiros.

A Unio Europia desenvolveu uma nova estratgia em matria de comrcio e de desenvolvimento com os seus 78 e parceiros do grupo dos pases ACP (frica-Pacfico-Carabas), que tem como objetivo integrar os mesmos na economia mundial. A UE concluiu igualmente com a frica do Sul um acordo comercial que conduzir liberalizao das trocas comerciais entre as duas partes.

A UE concluiu acordos comerciais e acordos de associao com o Mxico e o Chile, na Amrica Latina, e est negociando um acordo destinado a liberalizar as trocas comerciais com o Mercosul, reunindo a Argentina, o Brasil, o Paraguai e o Uruguai.

Em contrapartida, no concluiu acordos comerciais especficos com os seus principais parceiros comerciais entre os pases desenvolvidos, tais como os Estados Unidos e o Japo, com os quais as relaes comerciais so geridas atravs de mecanismos criados no mbito da OMC, embora tenha concludo com estes dois pases numerosos acordos em sectores ligados ao comrcio.

O volume das trocas comerciais bilaterais entre os Estados Unidos e a Unio Europia (24% das exportaes da UE so destinadas aos Estados Unidos que, por seu lado, destinam UE 18% das suas importaes), no surpreende que, por vezes, surjam litgios entre as duas partes. Alguns so resolvidos a nvel bilateral, outros so atravs do rgo responsvel pela resoluo de litgios da OMC. No entanto, embora ocupem as pginas dos jornais, estes litgios representam menos de 2% do volume total das trocas comerciais transatlnticas.



Unio Europia

A Unio Europia uma organizao internacional constituda atualmente por 25 Estados-Membros, estabelecida com este nome pelo Tratado da Unio (normalmente conhecido como Tratado de Maastricht) em 1992, mas muitos aspectos desta unio j existem desde a dcada de 1950. A Unio tem sedes em Bruxelas, Luxemburgo e Estrasburgo.

A Unio Europia tem muitas facetas, as mais importantes o mercado nico europeu, ou seja, uma unio aduaneira com uma moeda nica adaptada por 12 dos 25 Estados membros e polticas agrcola, de pescas, comercial e de transportes comuns. A Unio Europia desenvolve tambm vrias iniciativas para a coordenao das atividades judiciais e de defesa dos Estados Membros.

O Tratado de Paris (1951), estabelecendo a Comunidade Europia do Carvo e do Ao, e o Tratado de Roma (1957), instituindo a Comunidade Econmica Europia e a Comunidade Europia da Energia Atmica ou Euratom, foram assinados por seis membros fundadores: Alemanha, Blgica, Frana, Itlia, Luxemburgo e Pases Baixos. Depois disto, a UE providenciou cinco alargamentos sucessivos: em 1973 Dinamarca, Irlanda e Reino Unido; em 1981 Grcia; em 1986 Espanha e Portugal; em 1995 ustria, Finlndia e Sucia; a 1 de Maio de 2004, Repblica Checa, Chipre, Eslovquia, Eslovnia, Estnia, Hungria, Letnia, Litunia, Malta e Polnia.



Pases da Unio Europia

Blgica,

Espanha

Frana

Grcia

Repblica da Irlanda

Itlia

Portugal

Polnia

Reino Unido

ustria

Pases Baixos

Luxemburgo

Dinamarca

Repblica Checa

Eslovnia

Crocia

Malta

Sucia

Litunia

Eslovquia

Hungria

Romnia

Bulgria

Turquia

Finlndia

Letnia

Chipre

Estnia

Domnio econmico Durante sculos a Europa foi o centro econmico do planeta. Entre as causas, podemos citar como a principal sua condio geogrfica. A localizao entre a frica e a sia fez da regio europia um ponto de passagem obrigatrio, e facilitou de forma substancial a absoro e irradiao dos conhecimentos, tecnologia e comrcio de ambos continentes. Esta condio perdurou at o sculo XX.

No sculo XX, a Europa viu seu predomnio declinar em relao aos Estados Unidos e o Japo. As guerras mundiais travadas em seu territrio, a carncia de energia, de petrleo, alm de uma intensa rivalidade entre seus povos, representaram para o continente a perda de sua liderana econmica.

O volume de colheitas da Europa muito inferior relativamente Amrica doNorte, sia e Amrica do Sul. As culturas da regio incluem cereais, sobretudo o trigo, cevada, o centeio cultivado em alternncia com a batata. A produo de milho, arroz e aveia deficiente. A produo frutcola, bastante diversa, varia de regio para regio, exemplos so as pras, as mas produzidas nas zonas temperadas e midas.

Podemos citar as frutas ctricas do Mediterrneo, as videiras por exemplo, devido s condies de solo e climticas, produzem grande quantidade de uvas, e do aos vinhos qualidade excepcional. Outro produto mediterrneo a oliva, apreciada e exportada para o mundo todo.

Os pases nrdicos tm tradio milenar na pecuria, em funo disto, muito desenvolvida e de alta qualidade. A produo europia de leite, queijo e manteiga superam seu consumo, se transformando em produtos de exportao.

Devido ao marketing, e a existncia de marcas conhecidas e apreciadas em todo o planeta, seu valor de venda muitas vezes supera ao valor real do produto propriamente dito, transformando-se em negcio altamente rentvel. A avicultura europia no possui excedentes de produo, porm abastece o mercado de ovos e de carne de forma praticamente auto suficiente. Os rebanhos mais importantes so o suno e o bovino, estes tambm de alta qualidade e de produtos conhecidos e apreciados em todo planeta.

Na Europa, a pesca tem grande importncia na Noruega, na Islndia, na Rssia, na Dinamarca e na Espanha. As espcies mais comuns so o atum, bacalhau, a sardinha, a cavala, o arenque, e os crustceos e moluscos.

Indstria e Comrcio

A Europa no tem auto-suficincia na produo de energia, exigindo a importao de muito petrleo, produto extrado em quantidades considerveis na Rssia e no mar do Norte. O gs natural, outro produto bastante usado na gerao e produo de energia, muito abundante na Rssia, Romnia, Pases Baixos e no Reino Unido. Outro recurso energtico que teve grande importncia nas fases iniciais da revoluo industrial o carvo mineral, muito abundante, sobretudo na Alemanha, Polnia, Rssia, Reino Unido. Todas estas fontes energticas so extremamente poluidoras e causam grande impacto ambiental em todo o planeta.

No caso da energia limpa, ou seja, no poluidora, podem ser citadas a hidreltrica, elica, e solar, de baixa produo e utilizao da Europa, devido s suas condies geogrficas.

Na Alemanha, Rssia, Reino Unido, Eslovquia existem jazidas de ferro e carvo muito importantes. Viabilizando desta forma a metalurgia atravs da indstria siderrgica, mecnica e automobilstica.

A revoluo industrial de fato se iniciou na Europa. O Reino Unido foi o grande impulsionador desta. Que se estendeu nas primeiras dcadas do sculo XIX por todo o continente. O chamado imperialismo oitocentista forou atravs de manipulaes mercadolgicas as matrias-primas baratas e mercados seguros para as manufaturas europias.

Um fator importante foi o crescimento da indstria de papel, pois, os bosques de conferas da Rssia, da Escandinvia e da Alemanha esto abastecendo imensamente este ramo industrial.

A Europa sempre esteve no topo da produo de tecnologia de ponta, tendo leve declnio com a entrada do Japo e Estados Unidos. Sua recuperao, porm se deu no final do sculo XX, pela qualidade e inovao dos produtos desenvolvidos.

O comrcio na Europa, ainda apresenta uma certa polarizao. Na regio ocidental o movimento de capital e transaes comerciais ocupam lugares proeminentes nas trocas internacionais. Os principais parceiros da regio so os Estados Unidos, o Canad, o Japo e os pases do Oriente Mdio.

No caso da Europa oriental, o volume de transaes comerciais bem menor, isto ocorre devido aos traumas ainda da diviso do continente em dois blocos, ocidental e oriental, e ao resultado dos mltiplos embargos e manipulaes mercadolgicas ocorridas durante a guerra fria.



Importaes e Exportaes

Basicamente a Europa importa matrias-primas, minerais, produtos tropicais, borracha e madeira. Manufaturados de alta tecnologia procedentes dos Estados Unidos e do Japo. A exportao predominante de manufaturados, automveis, navios, produtos qumicos, produtos pticos e calados.

O comrcio intra-europeu ocorre da mesma forma que em outras regies do Planeta. Para favorecer ao comrcio local foi criada uma legislao especfica e acordos comerciais que se materializaram em organizaes como a Associao Europia de Livre Comrcio e a Comunidade Econmica Europia.

Na rea centro-ocidental europia, onde o comrcio intenso, e a rede rodoviria e ferroviria terrestre mais densa do planeta. As trocas e o comrcio se do de forma muito rpida e dinmica. Nas demais regies embora no possuam uma rede viria to densa, ainda bem acima da mdia do resto do mundo, pois, nenhum habitante de uma regio medianamente importante deixa de contar com ferrovia ou rodovia prxima de si.

Devido ao seu perfil acidentado, do ponto de vista geogrfico, o Continente Europeu possui muitas baas e portos naturais. Este particular permitiu historicamente o desenvolvimento da vocao martima dos habitantes do litoral.

Os portos mais movimentados so: Rotterdam, Pases Baixos; Anturpia, Blgica; Le Havre e Marselha, Frana; Londres, Reino Unido e Gnova, Itlia. Os aeroportos mais movimentados da Europa so o de Moscou; Londres e Paris, estes trs figuram entre os mais movimentados do mundo.

O fluxo turstico em direo regio do mediterrneo, faz da aviao comercial da regio a mais movimentada do mundo, imensa a quantidade de turistas que transitam pelos aeroportos de Palma; de Mallorca; e o de Mlaga, na Espanha.

Devido integrao econmica e da grande quantidade de capital circulante na regio, houve a necessidade da criao de uma moeda comum. Os pases que adotaram esta moeda so a Alemanha; ustria; Blgica; Espanha; Finlndia; Frana; Grcia; Pases Baixos; Irlanda; Itlia; Luxemburgo e Portugal.

Est prevista a circulao do Euro como papel moeda de algumas das naes da Unio Europia. Esta previso devida expanso do prprio bloco econmico.

Andorra; Mnaco; San Marino; Vaticano e Montenegro, pases que no tinham moeda prpria, adotaram o Euro como moeda comum.



Alemanha

A Alemanha um estado federal da Europa central membro da Unio Europia, limitado a norte pelo Mar do Norte, pela Dinamarca e pelo Mar Bltico, a leste pela Polnia e pela Repblica Checa, a sul pela ustria e pela Sua e a oeste pela Frana, Luxemburgo, Blgica e Pases Baixos. A capital da Alemanha Berlim. A lngua nacional o alemo.

A Alemanha a terceira economia mundial em termos de PIB (Produto Interno Bruto) (depois dos EUA e do Japo). A economia alem uma economia de mercado. A segurana social tem um peso muito grande na economia e os alemes tm direitos sociais muito extensos. Os sistemas de Segurana Social tm uma longa tradio, que remonta ao governo de Bismark, nos finais do sculo XIX. H um conjunto de sistemas (ou caixas) que recebem contribuies dos seus membros (uma percentagem dos rendimentos) e cobrem os custos (por exemplo as faturas de consultas mdicas) sempre que necessrio, num sistema semelhante ao dos seguros. Atualmente, o governo Social Democrata (SPD) est tentando reformar a segurana social com o objetivo de reduzir o seu peso sobre a economia. A reunificao teve um impacto significativo no crescimento da parte ocidental da Alemanha.



Itlia

A Itlia um pas europeu, ocupando a quase totalidade da Pennsula Itlica, mais as ilhas da Sardenha e Siclia. Limitada a norte pela Sua e pela ustria, a leste pela Eslovnia, pelo Mar Adritico e Grcia, a sul pelo Mar Mediterrneo, pelo Mar Tirreno e pelo Mar da Ligria e a oeste pela Frana. A Itlia inclui tambm dois enclaves independentes: a Repblica de San Marino e o Vaticano.

A Itlia tem uma economia industrial diversificada com um rendimento total e per-capita mais ou menos igual ao da Frana ou do Reino Unido.

Esta economia capitalista permanece dividida entre um norte industrialmente desenvolvido, dominado por empresas privadas, e um sul agrcola e menos desenvolvido, com uma taxa de desemprego de 20%. Por comparao com os vizinhos da Europa Ocidental, tem um grande nmero de Pequenas e Mdias Empresas .

A maior parte das matrias-primas necessrias indstria e mais de 75% da energia so importadas. Durante a ltima dcada, a Itlia seguiu uma poltica fiscal apertada a fim de cumprir os critrios da Unio Econmica e Monetria e beneficiou de taxas de juros e de inflao mais baixas, levando adeso ao Euro desde o incio, em 1999.

A performance econmica de Itlia tem vindo a atrasar-se em relao aos seus parceiros da UE, e o atual governo ps em prtica numerosas reformas de curto prazo destinadas a aumentar a competitividade e o crescimento a longo prazo da economia.

Apesar disso, tem andado devagar na implementao de reformas estruturais consideradas necessrias pelos economistas neoliberais, como a diminuio dos impostos, a flexibilizao das leis que regem o mercado de trabalho e a reforma do sistema de penses por causa do abrandamento econmico em curso e da oposio dos sindicatos.



Pases Baixos

Os Pases Baixos so a parte europia do Reino dos Pases Baixos, uma monarquia constitucional membro da Unio Europia. Localizado no noroeste da Europa, limita a norte e a oeste com o Mar do Norte, a leste com a Alemanha e a sul com a Blgica. Embora isto seja tecnicamente incorreto, os Pases Baixos so freqentemente referidos como Holanda, que o nome comum s suas duas principais provncias, Holanda Setentrional e Holanda Meridional.

O pas um dos mais densamente povoados do mundo. Surpreendentemente, est tambm entre os de altitude mdia mais baixa (um quarto do territrio fica abaixo do nvel do mar). Os neerlandeses so conhecidos por seus diques, suas tulipas, seus moinhos seus tamancos e sua tolerncia social. Suas polticas liberais so freqentemente mencionadas e usadas como (bons ou maus) exemplos nos demais pases.

O Tribunal Internacional de Justia tem sua sede na Haia. Amsterd a capital constitucional, a cidade que sedia o governo, a residncia real e o local da maior parte das embaixadas.

Os Pases Baixos tem sido um dos grandes centros da economia mundial no sculo XVII, ainda que a posio tenha sido perdida para a Inglaterra no curso do sculo XVIII. Atualmente, companhias neerlandesas se tornaram grandes multinacionais, como a petrolfera Royal-Dutch Shell, que tem como co-proprietrio o Reino Unido, o banco ABN AMRO e a aeronutica Fokker.

A economia dos Pases Baixos hoje prspera e aberta, e o governo tem vindo a reduzir o papel que nela desempenha desde os anos 80. A atividade industrial desenvolve-se predominantemente no processamento alimentar, nas indstrias qumicas, no refinamento de petrleo e em maquinaria eltrica.

Um setor agrcola altamente mecanizado emprega apenas cerca de 4% da mo-de-obra, mas gera grandes excedentes para a indstria alimentar e para a exportao. O pas situa-se na terceira posio mundial no valor das exportaes agrcolas, atrs dos Estados Unidos e da Frana. Os Pases Baixos foram bem sucedidos em resolver os problemas das finanas pblicas e da estagnao do crescimento do emprego muito antes dos seus parceiros europeus.

Como membro fundador do Euro, os Pases Baixos substituram a sua anterior moeda, o florim, a 1 de Janeiro de 1999, em simultneo com os outros fundadores da moeda europia, com as atuais moedas e notas de euro a entrar em circulao a 1 de Janeiro de 2002.



Frana

Devido aos seus numerosos departamentos e territrios ultramarinos espalhados por todos os oceanos do planeta, a Frana possui a segunda maior zona econmica exclusiva (ZEE) do mundo, com uma rea total de 11.35 milhes de km, o que um pouco menos que a ZEE dos Estados Unidos da Amrica (11.351 milhes de km), mas est frente da ZEE da Austrlia (8.232 milhes de km).

Na economia, a Frana tem destaque na indstria automobilstica, aeronutica, e com grande reconhecimento em sua indstria alimentcia, com agropecuria intensiva e extensiva. quase auto-suficiente em minrios, com alta produo de petrleo e carvo mineral.

A economia da Frana combina um extenso setor privado com uma interveno governamental substancial, se bem que em declnio. Grandes reas de terrenos frteis, a aplicao de tecnologia moderna e subsdios fizeram da Frana o principal produtor agrcola da Europa Ocidental.

O governo mantm considervel influncia sobre segmentos-chave dos setores de infra-estrutura, com quotas maiores em empresas ferrovirias, de eletricidade, de aviao e de telecomunicaes. Tem controlado estes setores desde o incio da dcada de 90.

A Frana se localiza no continente europeu, limitando-se a norte pelo Canal da Mancha, que separa o continente das Ilhas Britnicas (mais especificamente, do sul da Inglaterra, Reino Unido, e tambm das Ilhas do Canal), pela Blgica e pelo Luxemburgo, a leste pela Alemanha, Sua e Itlia, a sul pelo Mnaco, pelo Mar Mediterrneo, por Espanha e por Andorra e oeste pelo Mar Cantbrico e pelo Oceano Atlntico. A sua capital Paris. As cidades francesas mais importantes so: Bordeaux (Oeste - Litoral do Oceano Atlntico), Marseille (Sul - Mar Mediterrneo), Lyon e Paris.

As fronteiras da Frana moderna so muito semelhantes s fronteiras da antiga Glia, territrio habitado pelos gauleses, de origem Celta. A Glia foi conquistada pelos Romanos no sculo I AC, e os gauleses acabaram por adaptar a cultura e a lngua latinas. O Cristianismo se instalou durante os sculos II e III. As fronteiras do leste da Glia ao longo do rio Reno foram atravessadas por tribos germnicas - principalmente os Francos, dos quais o antigo nome "Francie" vem - durante o sculo IV.

Apesar de a monarquia francesa ser muitas vezes datada do sculo V, a existncia contnua da Frana como uma entidade separada comea com a diviso do imprio franco de Carlos Magno em uma parte leste e uma parte oeste. A parte do leste pode ser considerada como o comeo do que a atual Alemanha, a parte oeste como a Frana.

Os sucessores de Carlos Magno dirigiram a Frana at 987, quando Hugo Capeto, Duque de Frana e conde de Paris, foi coroado Rei da Frana. Seus sucessores, a dinastia dos capetos, dirigiram a Frana at 1789, quando a Revoluo Francesa instalou uma Repblica, em uma poca de mudanas radicais que comeou em 1789.

Hoje a Frana dividida administrativamente em 100 departamentos, 96 metropolitanos e quatro departamentos ultramarinos. Cada departamento constitui tanto uma diviso administrativa como um Estado e uma coletividade territorial.



Romnia

A Romnia um pas da Europa do Leste limitado a norte e a leste pela Ucrnia, a leste pela Moldova e pelo Mar Negro, a sul pela Bulgria e a oeste pela Srvia e Montenegro e pela Hungria. A Romnia tambm possui uma pequena costa martima no Mar Negro. A capital Bucareste.

Aps o colapso do Bloco Sovitico, em 1989-91, a Romnia foi deixada com uma base industrial obsoleta e um padro de capacidade industrial totalmente inadequado a suas necessidades.

Em fevereiro de 1997, a Romnia iniciou um abrangente programa de reforma estrutural e estabilizao macroeconmica, mas a reforma subseqentemente tem sido um processo inconstante. Os programas de reestruturao incluem liquidar grandes indstrias de energia intensiva e reformas importantes nos setores financeiro e agrcola.

A economia atrasada e instvel da Romnia tem se transformado em uma economia com estabilidade macroeconmica, alto crescimento e baixo desemprego.

A Romnia alcanou um acordo com o FMI em agosto para um emprstimo de US$ 547 milhes, mas a liberao da segunda parcela foi adiada em outubro devido a exigncias de emprstimo no resolvidas do setor primrio e diferenas sobre as despesas oramentrias.

Bucareste evitou o no pagamento das dvidas do meio do ano, mas teve que reduzir significantemente as reservas para tal. As reservas giravam em torno de US$1.5 bilhes por ano em 1999.

As prioridades do governo incluem: obter um emprstimo renovado com o FMI, apertar as polticas fiscais, acelerar a privatizao e reestruturar empresas no lucrativas.

Os anos de 2002 e 2003 foram economicamente bem sucedidos, e atualmente o crescimento do PIB est previsto para ser de 4.5% por ano. A economia cresceu 6.6% na primeira metade de 2004, e 7.0% (ano sobre ano) no segundo trimestre de 2004, marcando a maior taxa de crescimento na regio. O salrio bruto mdio por ms na Romnia de 8.392.766 lei, conforme outubro de 2004, um aumento de 2.1% sobre o ms anterior. Ele equivale a US$283.54, 213.60 euros e 360.21 dlares australianos. O salrio lquido mdio por ms em janeiro de 2004 era de 6.071.211. O crescimento do PIB ficou por volta de 8% em 2004 e deve chegar a 6-7% em 2005.

O desemprego na Romnia est em 6.2% (2004), valor que muito baixo se comparado a outros pases europeus. A Romnia foi convidada pela Unio Europia em dezembro de 1999 a iniciar as negociaes de entrada. Espera-se que a Romnia una-se UE em 2007 junto com a Bulgria.

Apesar das ntidas melhorias, a Romnia ainda enfrenta vrios problemas-chave: corrupo elevada em quase todos os nveis da sociedade, falta de transparncia a respeito dos gastos pblicos, falta de competitividade econmica - especialmente no setor agrcola -, um certo grau de desemprego em reas rurais e ritmo lento de reforma no setor pblico (pertencendo ao Estado) da economia.



Finlndia

A Finlndia um pas europeu da Escandinvia. Limita-se a norte com a Noruega, a leste com a Rssia, a sul com o Golfo da Finlndia, do outro lado do qual se encontra a Estnia, e com o Mar Bltico, e a oeste com o Golfo de Btnia e a Sucia. A capital Helsnquia.

A Finlndia possui uma economia de mercado altamente industrializada, com produo per capita maior que a do Reino Unido, Frana, Alemanha e Itlia. O padro de vida finlands elevado. O setor chave de sua economia a indstria - principalmente madeireira, metalurgia, engenharia, telecomunicaes (destaque para a Nokia) e produtos eletrnicos. O comrcio externo importante, representando cerca de 1/3 do PIB. Com exceo de madeira e de vrios minrios, a Finlndia depende de importaes de matrias primas, energia, e alguns componentes de bens manufaturados.

Por causa do clima rigoroso, o desenvolvimento da agricultura limitado a produtos bsicos de subsistncia. A explorao madeireira, uma importante fonte de renda, fornece um segundo trabalho para a populao rural.

O processo de rpida integrao Europa Ocidental - a Finlndia foi um dos 11 pases que aderiram ao Euro - dominar o cenrio dos prximos anos. O crescimento do pas foi fraco em 2002 e se reduziu novamente em 2003 devido depresso global