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REVISTA DA MADEIRA - EDIÇÃO N°90 - JUNHO DE 2005

Exportaes Brasil

Brasil projeta crescimento nas exportaes em 2005

O recorde nas exportaes de 2004 projetou o Brasil como um bom parceiro de negcios internacionais. O volume total das exportaes brasileiras no ltimo ano atingiu US$ 96,4 bilhes, representando um saldo na balana comercial de US$ 33,7 bilhes. As exportaes no ano de 2005 comearam em alta e permitem projetar vendas externas de US$ 108 a US$ 112 bilhes, de acordo com o ministro do Desenvolvimento, Indstria e Comrcio Exterior, Luiz Fernando Furlan. O ministro ressalta ainda que a previso para 2006 de US$ 120 bilhes.Mesmo enfrentando vrias barreiras, bem como os altos preos da carga tributria, os empresrios brasileiros investem nas exportaes para fortalecer suas empresas. A notvel expanso das exportaes brasileiras creditada a quatro fatores principais: ao acrscimo na quantidade exportada; a alta de preos dos produtos bsicos; recuperao de importantes mercados para os produtos brasileiros, como os da Argentina, Mxico e Venezuela; e ao crescimento da demanda da China. Entretanto, os exportadores brasileiros tm exigido a interveno do governo para inverter o rumo do real, isto , uma mudana na poltica cambial de taxa de cmbio flutuante.

As principais reivindicaes da classe empresarial ao governo tratam da melhoria da eficincia da infra-estrutura e a reduo e/ou eliminao dos impostos que incidem sobre os investimentos nas exportaes. Hoje, infelizmente, o Brasil tributa investimentos. Com isso, h uma perda de competitividade.

Com relao infra-estrutura, o ministro Furlan observa que este tema prioridade do governo. Para melhorar o ambiente de negcios, a Agncia Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) est elaborando propostas que visam desonerar investimentos, aliviando a carga tributria.

No ano passado a Amrica Latina e o Caribe tiveram o maior crescimento dos ltimos 24 anos, de acordo com o relatrio Financiamento do Desenvolvimento Global, apresentado pelo Banco Mundial. A regio cresceu 5,7% no ano passado, muito acima da mdia dos anos anteriores. Mas o crescimento previsto para os prximos anos bem menor: 4,3% em 2005 e 3,7% no prximo ano, seguindo a tendncia mundial de expanso mais moderada nos prximos anos.

O economista-chefe do Banco Mundial para a Amrica Latina e o Caribe, Guillermo Perry diz que os fundamentos dos pases so slidos, mas a regio precisa adotar uma poltica prudente para reduzir sua vulnerabilidade ao aumento das taxas de juros e desacelerao do crescimento mundial.

O relatrio prev que a combinao de um crescimento mundial mais lento com o aumento das taxas de juros e da presso inflacionria ser responsvel pelo desempenho menor da economia em 2007.

Perry diz que os pases da regio precisam aproveitar esses momentos favorveis para programar o futuro, com prudncia nos gastos pblicos sociais, criando supervits fiscais e reduzindo a dvida pblica.

De acordo com o relatrio, a Amrica Latina e o Caribe cresceram graas a uma forte demanda mundial dos produtos exportados pela regio, elevao dos preos das commodities e das baixas taxas de juros e spreads internacionais. Esses fatores contriburam para o crescimento no Mxico, Chile e, em menor proporo, no Brasil.

Por outro lado, pases como Argentina, Uruguai e Venezuela, cresceram na recuperao da grave crise que tiveram nos anos anteriores. A Argentina teve o maior crescimento da regio no ano passado, de 8,6%, de acordo com a estimativa do Banco Mundial, depois de uma expanso de 8,8% no ano anterior.

O relatrio tambm mostra o aumento do volume de remessas de trabalhadores estrangeiros para seus pases de origem. No ano passado, essas remessas totalizaram US$ 125,8 bilhes.

A Amrica Latina e o Caribe so as regies com o maior volume de remessas enviadas por trabalhadores no exterior. O Mxico o segundo maior receptor do mundo, com um volume de US$ 14,6 bilhes no ano passado, abaixo apenas da ndia, que recebeu US$ 17,4 bilhes. Na regio, o Brasil o terceiro maior, depois da Colmbia, com um total de US$ 2,8 bilhes, e o oitavo maior do mundo.

Aumentou tambm, em 2004, o volume de investimento direto estrangeiro na regio, de US$ 36,5 bilhes em 2003 para US$ 42,4 bilhes no ano passado. O maior destino foi o Brasil, que recebeu US$ 15,3 bilhes, 50% mais do que no ano anterior.

A Amrica Latina deve crescer entre 4% e 4,5% este ano, depois da expanso de 5,5% no ano passado a maior em duas dcadas de acordo com a previso do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

De acordo com o presidente do BID, Enrique Iglesias h sinais positivos e preocupaes tambm. O sinal positivo, segundo Iglesias, que continua o otimismo na economia internacional, da qual a regio fortemente dependente. Por outro lado h preocupaes sobre o que vai acontecer com a taxa de juros nos pases desenvolvidos, com o preo das commodities, com o ajuste das economias dos pases industrializados e com o futuro da China.

O crescimento de 5,5% no ano passado foi superior previso do BID, que no encontro anual do ano passado projetou uma expanso de 4%. O banco tambm mostrava preocupao com as perspectivas de longo prazo.

O presidente do BID citou, ainda como aspectos positivos, o fato de que a maioria dos pases da regio est implementando polticas macroeconmicas e monetrias consideradas sensatas pelos organismos internacionais, com cmbio flexvel. Isso faz pensar que se a conjuntura econmica no mudar de forma abrupta, a economia latino-americana poder ter um perodo de crescimento maior do que o ltimo ano.

No entanto ainda h vulnerabilidades e, apesar da melhora da situao fiscal, muitos pases ainda tm uma dvida pblica bastante elevada. O desemprego e a pobreza tambm melhoraram no ano passado, mas apenas ligeiramente.

A maturidade das economias da regio pode ser comprovada pelo fato de que Brasil, Mxico e Colmbia fizeram em 2004 captaes de recursos no mercado com papis em moeda local.No ano passado, o BID concedeu mais de US$ 6 bilhes em emprstimos para obras, principalmente de infra-estrutura e desenvolvimento, na regio. Metade desse volume foi destinado a projetos sociais, e 42% deles para programa diretos ligados reduo da pobreza.