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REVISTA DA MADEIRA - EDIÇÃO N°89 - ABRIL DE 2005

Economia

A base para o equilbrio financeiro

Com tantas opes de financiamento no mercado muito difcil resistir a uma destas alternativas para resolver as pendncias da empresa ou mesmo da vida pessoal. O problema que o resultado dos negcios dificilmente supera o alto valor dos juros cobrados pelas financiadoras, gerando a famosa bola de neve. Por este motivo, especialistas da rea recomendam deixar os emprstimos como ltima alternativa na resoluo de problemas financeiros.

O consultor financeiro e especialista em economia e direitos do consumidor, Cludio Boriola aconselha a todos a limitar emprstimos ou financiamentos. Precisamos ensinar nossa populao a administrar seu salrio e rendimentos, planejando ganhos e despesas. Desse modo as pessoas tero melhor qualidade de vida, as taxas de juros cairo e nossa economia estar mais fortalecida e estvel, recomenda. Ele explica que no h como tirar nenhum proveito dos emprstimos, porque as taxas de juros so muito altas e no final a conta que j era invivel quase dobra.

O melhor remdio para evitar os emprstimos fazer um planejamento com gastos equivalentes aos ganhos. Mas, caso seja realmente necessrio adquirir um emprstimo, preciso analisar com calma todas as clusulas e condies do contrato a ser assinado, principalmente verificando as taxas de juros. Muito cuidado com as garantias de pagamento requeridas pela instituio que lhe fornecer o crdito. Ateno ao assinar o contrato, elimine todos os espaos em branco, sem rasuras. Certifique-se da idoneidade da empresa, orienta o especialista.

Preveno financeira

A melhor forma de se prevenir contra os problemas financeiros que geram dvidas adquirir o hbito de elaborar o planejamento financeiro. Com ele a pessoa saber quais so seus gastos, quanto poder ser poupado, cortando gastos suprfluos, a fim de adquirir um bem maior, explica Boriola.

Alm do planejamento recomendado realizar auditorias financeiras na empresa atravs de profissionais da rea. Esses profissionais faro levantamentos e, caso haja alguma falha, ser descoberta. Pequenos deslizes em determinados departamentos podero comprometer os rendimentos da empresa em grandes montas no final do ms. sempre bom manter as contas organizadas, isso facilita caso haja a necessidade de novos balanos e verificao de alguma falha.

Tambm importante ficar atento aos primeiros sintomas de problemas financeiros que a empresa apresenta, para que d tempo de tomar uma atitude antes de criar uma dvida impagvel. Estes sintomas podem ser verificados quando o caixa comea a fechar no vermelho, as contas deixam de ser pagas e, em ltimo grau, a empresa precisa recorrer a emprstimos para se manter em funcionamento. Verificando algum desse sintomas preciso parar e analisar realmente a situao da empresa e a partir da entrar com as corretivas emergenciais.

Existem varias atitudes a ser tomadas antes de contrair qualquer tipo de financiamento ou emprstimo. Segundo Boriola, preciso fazer um levantamento completo e localizar onde est a dificuldade da empresa. Um remdio seria contratar um profissional especializado na rea financeira. Diferente do que muitos pensam, esse profissional no ser um gasto a mais em uma empresa que j est com dificuldades, e sim ir solucionar os problemas de forma rpida, segura e eficaz, fazendo com que o empresrio poupe seu dinheiro. No existe uma frmula mgica para resolver os problemas finaceiros. Cada caso nico, e deve ser analisado individualmente evitando assim o comprometimento do faturamento da empresa, avisa Boriola.

A armadilha dos juros

Os juros sempre so uma armadilha, o melhor a fazer evit-los. As praticidades de conseguir emprstimos atualmente so inmeras, porm, deve-se observar os pormenores existentes e controlar sempre o fluxo de caixa. Portanto, controlar os ganhos e despesas no cabe apenas empresa que j esta com problemas financeiros.

A quem estourou o faturamento, o conselho de Cludio Boriola parar e analisar como o dinheiro est sendo gasto e como est sendo ganho. Certamente haver uma alternativa para que este empresrio saia de seus problemas financeiros sem buscar emprstimos em instituies ou descontar duplicatas mercantis em empresas de factoring, pagando juros exorbitantes. Essa atitude poder levar a empresa falncia. Evitar fazer dvidas para pagar dvidas um timo comeo.

A educao financeira a base para aprender administrar ganhos e despesas, bem como controlar a impulsividade pelo consumo e gastar com conscincia. Uma pessoa que possui educao financeira passa a ter noo suficiente para saber investir seu dinheiro em negcios rentveis. Alm disso, sabendo controlar seus ganhos e despesas, as pessoas se preparam para que, no futuro, tenha uma vida financeira estvel e possam viver tranqilamente.

Neste contexto, a educao financeira surge como uma alternativa para as empresas proporcionarem aos colaboradores a oportunidade de ter uma vida financeira equilibrada, independente do valor dos salrios. Com as finanas em dia o colaborador ficar mais tranqilo e tende a produzir mais.

A educao financeira nas empresas pode ser oferecida atravs de palestras com especialistas, distribuio de folhetos explicativos ou mesmo artigos sobre o assunto no jornal interno. Para um resultado mais eficiente podem ser oferecidos cursos sobre o assunto.



Auxlio aos colaboradores

Ao perceber que situao financeira dos colaboradores est complicada, seja por dvidas acumuladas ou pelo desejo de adquirir algo importante, a empresa pode remediar desenvolvendo um sistema de emprstimos para funcionrios. O valor pode ser descontado em pequenas parcelas mensais diretamente do pagamento desse funcionrio. Para ser um benefcio importante que a empresa no cobre juros por este emprstimo, porm dever ter um bom critrio para concede-lo. E, paralelamente, deve conceder a educao financeira.

De acordo com o consultor Cludio Boriola essa atitude far com que os funcionrios no fiquem preocupados com problemas financeiros, mantendo sua mente tranqila e concentrada em seus afazeres na empresa. Sua produtividade ser muito maior.

Para viabilizar o emprstimo o melhor a empresa utilizar seu prprio capital de giro, afinal, nenhuma instituio ir conceder algum crdito sem a cobrana de juros. Esse benefcio deve ficar somente entre empresa e funcionrio, no envolvendo instituies bancrias ou financeiras nas negociaes.

Antes de tudo, preciso efetuar uma triagem do problema, constatar as supostas causas e necessidades reais. Aps os procedimentos, dever instru-lo sobre como administrar aquele dinheiro que est sendo obtido. Ensin-lo a conter a ansiedade na hora de comprar e a poupar o mximo que puder de seu salrio, mensalmente.

Outro detalhe importante que a empresa deve designar uma porcentagem mxima sobre o pagamento para quitar as parcelas do emprstimo. Comprometer no mximo 40% de seu salrio mensal para pagar o emprstimo uma margem recomendvel. Analisar, tambm, qual a finalidade daquele emprstimo bom para que o funcionrio no adquira aquele dinheiro desnecessariamente ou at mesmo por impulso.

O consultor Cludio Boriola destaca um problema comum principalmente aos micro e pequenos empresrios. Na maioria das vezes o consumidor no tem o pleno conhecimento do Artigo Constitucional, totalmente desrespeitado, quanto ao tratamento favorecido s empresas de pequeno porte.

Lamentavelmente, acontece justamente o contrrio: as grandes empresas recebem generosos financiamentos do sistema financeiro com juros aqum dos praticados em mercado, juros estes em torno de 12% ao ano, com carncia de dois, quatro at dez anos para iniciar o pagamento, enquanto aos pequenos resta arcar com juros praticados em mdia de 6%, 8%, 10%, ao ms, sem qualquer carncia.

Aos grandes, juros anuais; aos pequenos, juros mensais. Essa a grande e comprovada verdade: em menos de um ano de existncia mais de 70% das micros, pequenas e mdias empresas paralisam suas atividades devido aos recursos produtivos no comportarem cobrana das altas taxas de juros e servios bancrios. E os bancos so os maiores responsveis por desativ-las.

Sem o conhecimento dos direitos acima, muitos micro-empresrios acabam tornando-se inadimplentes ao sistema financeiro do pas.



Dvidas mais comuns

Contratei um financiamento imobilirio e aps pag-lo durante trs anos, o saldo devedor est maior do que o valor do principal. Por que isto acontece?

A principal razo o descasamento entre a correo da prestao e do saldo devedor. Sua prestao corrigida anualmente e o saldo devedor vem sendo corrigido mensalmente. Isto faz com que voc venha pagando uma prestao menor do que a efetivamente devida. Por esse motivo, o saldo devedor est maior do que o principal financiado.



Qual a melhor maneira de aplicar o dinheiro?

A deciso de transferir uma aplicao da poupana para um fundo de aes significa trocar uma rentabilidade menor, porm sem risco, por outra com maior potencial de rentabilidade, porm com risco mais elevado. uma deciso subjetiva. Uma alternativa seria diversificar o dinheiro, nas duas aplicaes. Por ltimo deve ser lembrado que, a curto prazo, o fundo de aes ainda pode ter uma rentabilidade menor do que a poupana.



Estou pretendendo trocar de carro e preciso escolher entre um financiamento e um consrcio. Fui informado de que o consrcio mais vantajoso porque no me cobra juros. Est correta a orientao?

Pode estar, dependendo de algumas consideraes. Esta anlise complexa porque preciso levar em conta vrios fatores. Supondo um consrcio com uma taxa de administrao igual ou menor do que 10% e onde o sorteio seja conseguido com um lance de 40% do valor do carro, ele ser mais vantajoso do que qualquer financiamento de mais de 24 meses, com uma taxa de juros igual ou maior do que 1% ao ms. Entretanto essa vantagem do consrcio pode desaparecer se a pessoa tiver a oportunidade de, ao comprar o carro financiado, conseguir aproveitar qualquer desconto promocional, de 9% ou mais.