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REVISTA DA MADEIRA - EDIÇÃO N°84 - OUTUBRO DE 2004

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Produto certo e aplicao correta define qualidade

A qualidade de uma superfcie o conjunto de condies que a torna capaz de distingui-la das outras e de determinar a sua natureza. Numa escala de valores, a qualidade permite avaliar e conseqentemente, aprovar, recusar ou aceitar o estado final da pea.

Todo produto cuja matria-prima constitui-se de madeira necessita de um bom tratamento, a fim de proteger contra as diversas condies ambientais e de uso. Com um acabamento satisfatrio, tm-se como garantia a durabilidade e a esttica do produto ao longo do tempo.

Normalmente, pensa-se que a aplicao dos produtos de acabamento para madeira inicia na deposio sobre a pea. Mas, nota-se que as atividades anteriores devem ser cuidadosamente controladas para que os resultados obtidos sejam satisfatrios.

Dentre todas as atividades necessrias ao acabamento, so mais importantes a vistoria das condies da superfcie de ancoragem (determinado pela preparao), o preparo do produto, a regulagem dos equipamentos e a aplicao propriamente dita. Aps a execuo de todas essas atividades, possvel obter uma boa qualidade do produto final.

Os produtos naturais ou reversveis so extrados de animais ou vegetais. A cura ocorre pela evaporao do solvente, geralmente, de maneira rpida, pois depende das condies internas do ambiente de secagem (temperatura e circulao de ar). Por causa dessa forma de cura, esses produtos so considerados reversveis na presena de lcoois, teres, cetonas e outros solventes.

No mercado, esses produtos so representados pelo grupo dos nitrocelulsicos, obtidos por nitrao, com uma mistura de cido ntrico e cido sulfrico, de algodo ou polpa de madeira, possuindo facilidade de aplicao e bom nivelamento da superfcie, mas baixa resistncia mecnica e qumica (reversveis).

As baixas resistncias tm causado a reduo de sua utilizao, principalmente para o mercado externo, que at o incio dessa dcada correspondia com mais de 70% dos acabamentos efetuados dentro do setor do mobilirio. Seu aspecto final altamente afetado pela umidade relativa do ambiente de aplicao. Sob alta umidade relativa, ocorre evaporao do solvente em maior velocidade que a evaporao da gua, que forma gotculas de gua na superfcie do acabamento. Para reduzir ou eliminar esse inconveniente, necessrio o uso de retardante de cura, que um aditivo base de butil, que promove uma secagem mais lenta, permitindo, primeiramente , a sada (evaporao) da gua.

Os produtos sintticos, minerais ou irreversveis so os produtos encontrados na forma de bicomponentes. A primeira parte a resina propriamente dita e a segunda, o catalisador qumico. s vezes necessrio a introduo de diluentes e aditivos para conferir caractersticas adequadas de aplicao ou propriedades especficas. Esses componentes no participam da reao de cura, sendo volatilizados aps a aplicao. Os produtos sintticos so representados, na maioria, pelos produtos poliuretnicos, possuindo alta resistncia fsica, mecnica e qumica, sendo considerados irreversveis. A cura desses produtos ocorre por meio de reaes qumicas entre a resina e catalisador.

Em virtude dessas caractersticas positivas, a utilizao tem aumentado cada vez mais no setor do mobilirio. Contudo, possuem as desvantagens de serem mais caros e de no permitirem retoques de aplicao, exigindo maior treinamento do operador.

Um outro grupo de produtos sintticos so os polister, que secam numa superfcie fosca e que geralmente sero lixadas e polidas posteriormente. So utilizados quando se deseja pelcula de alta espessura e alto brilho, sendo considerado um acabamento vtreo. Existe uma forte reao de inibio da secagem do produto pelo contato com os componentes qumicos da madeira, sendo necessria a aplicao de um produto isolante, geralmente de natureza poliuretnica.

Existem outros produtos, mas com pouco uso no mercado, como por exemplo os SH (catalisados por cido), os acrlicos e os vinlicos. De maneira geral, os produtos de revestimento so compostos de dois ou mais componentes, que necessitam ser misturados e catalisados para que ocorra sua cura. A catlise pode ser via agente fsico (temperatura) ou qumico. Geralmente, o produto aplicado sobre uma superfcie de madeira denominado resina, cuja classificao baseada nos seus prprios componentes.



Tipos de produtos



Massas: so produtos pigmentados de alto teor de slidos e consistncia grossa. Utilizado para corrigir pequenas imperfeies na madeira, como enchimento de ns e rachaduras.

leos e ceras: so aplicados s superfcies aps as mesmas terem sofrido o processo de usinagem e acabamento, que protege, limpa, lustra e conserva todos os tipos de madeiras (portas, janelas, mveis, adornos, rodaps, laminados, assoalhos, etc...) e pisos cermicos, hidratando-os e renovando-os.

Seladoras : produtos qumicos encontrados geralmente na forma lquida, cuja funo cobrir e fechar os poros e espaos intercelulares da madeira.Prepara para receber tingimentos e acabamento final. Existem, tambm, seladoras que servem como acabamento final. O aspecto da superfcie aps o selamento uma pelcula uniforme, nivelada e transparente, realando a gr da madeira.

Vernizes: soluo de goma, essncia ou leo secativo empregado para recobrir madeiras, que seca parcialmente pela oxidao dos componentes oleosos ou resinosos. So os mais famosos tipos de acabamento que embelezam e protegem a madeira. So encontrados nas formas lquida ou slida. Os vernizes podem ser aplicados sobre os seladores ou tingidores. Existe uma grande variedade de tipos de vernizes e a escolha dever ser feita observando-se as caractersticas desejadas, tais como o nvel de brilho e o tempo de secagem.

Tintas: consiste na disperso de um ou mais pigmentos em uma pelcula slida, ou mistura de slido e lquido, e que, quando estendida em pelcula fina, seca e forma um filme aderente ao substrato. So tambm conhecidas, vulgarmente, como os vernizes que contm pigmentos. Normalmente so utilizadas sobre os primers, alterando totalmente a aparncia da madeira.

Teor de slidos: conforme pode ser observado, os produtos de acabamento possuem duas fases. A forma lquida, antes e durante a aplicao, e a forma slida sobre a pea de madeira, aps a cura. O teor de slido representa a quantidade de produto que permanecer na pea sob a fase slida, isto , o percentual do total de produto lquido aplicado que se transformar na pelcula slida de revestimento.

A escolha entre dois produtos por causa do preo muito freqente no setor de acabamento. Na maioria das vezes, essa opo no a correta, pois, pode-se ter produtos mais baratos com baixos teores de slidos, e que exigiro um maior volume aplicado para se obter resultado semelhante ao obtido com a aplicao de pequenas quantidades do produto de alto teor de slido.

Viscosidade: a medida do volume hidrodinmico de uma molcula. Esse valor diz respeito facilidade ou dificuldade de escoamento de um certo fluido que, no caso em questo, trata-se do produto preparado. Para sua determinao, so utilizados os aparelhos chamados de viscosmetros. No setor do mobilirio, so comumente usados os viscosmetros tipo Copo Ford no 4, que corresponde ao furo de 4 mm de dimetro. Trata-se de um vasilhame no formato de um copo, com forma, dimenses e dimetro do furo de escoamento estabelecidos. Seu volume de lquido de 100 ml, completamente cheio. A viscosidade determinada pela medio do tempo gasto para escoamento do produto pelo orifcio e expressa em segundos.

Quando se prepara um produto com a mistura dos seus componentes, garantido que a reao de cura ir se desenvolver de maneira adequada, mas, s vezes, essa mistura no possui a viscosidade exigida pelo mtodo de aplicao a ser utilizado. Nesse caso, executa-se a diluio, que a colocao de diluentes em quantidades precisas at obter a viscosidade pretendida. A correo do seu valor deve ser efetuada em funo dos equipamentos de aplicao, que exigem valores preestabelecidos, ou pela indicao do fabricante.

Poder de cobertura: Esta caracterstica est muito relacionada ao teor de slido, pois produtos de alto poder de cobertura so aqueles que possuem alto teor de slido. relacionado com a capacidade de cobrimento da pea de madeira aps a aplicao, interferindo na qualidade da pelcula de acabamento.

A escolha de um ou outro produto depender da qualidade desejada. O aparelho utilizado para sua medio o criptometer, que confeccionado tomando-se por base duas placas planas, sendo uma de cor branca e outra preta.

Intervalo entre demos: Alguns produtos necessitam de mais de uma aplicao (demo) para se obter resultado satisfatrio. Nesse caso, importante observar os intervalos mximos e mnimos entre essas demos para que possa haver ancoramento perfeito entre cada camada aplicada. Quanto aos intervalos mximos, pode-se afirmar que, se ultrapassados, exigiro um lixamento sobre a camada aplicada para que ocorra a aderncia da prxima camada. J os intervalos mnimos so responsveis pelo desenvolvimento da secagem em camadas, evitando aplicaes de camadas espessas, cuja secagem seria desuniforme.

Tempo de armazenagem: est relacionado ao armazenamento dos componentes isoladamente. Todo produto qumico, inclusive os de acabamento, possui uma vida til, pelo fato de o tempo de armazenamento afetar o poder de reao dos componentes, principalmente na cura e secagem, ou na formao de pequenos precipitados que afetam negativamente a qualidade da superfcie, tornando-a com aspecto spero.

Vida til: O chamado POT LIFE o valor da vida til do produto aps seu preparo, isto , refere-se ao perodo em que o produto preparado pode ser armazenado sem perder suas propriedades . Seu conhecimento de fundamental importncia para definir o volume a ser preparado por unidade de tempo de trabalho, geralmente tratado de turno. Quando se aproxima do valor limite, inicia-se a formao de pequenos precipitados que afetam negativamente a qualidade da pelcula.

Brilho: medido por um aparelho denominado glossmeter, que se baseia na projeo da luz sobre a pelcula, em um ngulo determinado, e a sua posterior captura. Por diferena entre a incidncia e absoro, definido o poder de brilho. Sua medio se faz necessria, por causa das exigncias do mercado consumidor. Os acabamentos so classificados em: fosco; semi brilhante, brilhante e de alto brilho.

Abrasividade: a resistncia que um corpo oferece ao esforo de outro corpo, exercido em sua superfcie, com o fim de risc-lo. uma medida indireta da resistncia da pelcula de acabamento, por meio de um parelho denominado abrasmetro. baseado no princpio de giro de um abrasivo de gros padronizados sobre a pea acabada. A resistncia medida em funo da perda de peso da pea ou pela diferena de espessura inicial e final.

Dureza: mede-se a resistncia da pelcula acabada contra o ataque de grafites de durezas diferenciadas (variao de 1H a 10H). Essa propriedade permite avaliar os efeitos de ataques mecnicos causados por objetos no dia-a-dia da pea. O aparelho utilizado para essa medio o esclermetro, que possui ngulo de ataque e presso definidos. O grafite preso ao corpo desse aparelho, que movimentado sobre a pea, e sua dureza determinada pelo nmero do grafite inferior quele que provocou uma depresso na pea.

Aderncia: a adeso por atrito entre duas foras em contato. Esse teste mede a capacidade do produto em manter-se aderido no substrato (pea de madeira). Executam-se vrios cortes na pea, atravs de riscos cruzados, em 90, com um estilete prprio. Posteriormente, pressiona-se uma fita adesiva sobre a regio cortada, com o uso de um pequeno rolo compressor e, em seguida, arranca-se fortemente a fita, com um ngulo de 45. O valor expresso em percentual de quadradinhos que ficaram aderidos na fita em relao ao total existente.

Espessura da camada: normalmente, pensa-se que a aplicao dos produtos de acabamento para madeira inicia-se na sua deposio sobre a pea, mas nota-se que atividades anteriores devem ser cuidadosamente controladas para ter bons resultados.

Para efetuar a espessura da camada mida, o aparelho que executa a medio vulgarmente chamado de pente. Ele possui uma base nivelada (pontos de apoio na pea) e vrios dentes em alturas diferentes (comprimentos). Logo aps a aplicao, esse aparelho introduzido na pelcula. O valor correspondente espessura ser aquele determinado pelo ltimo dente que no entrou em contato com a pelcula (no se sujou).

Na operao de espessura da camada seca o aparelho que executa a sua medio vulgarmente chamado papagaio. Consiste em um im que atrado pela superfcie ancoradora, sendo maior a fora de atrao quanto menor a espessura da pelcula. A determinao numrica feita por meio de uma mola que est ligada a um ponteiro, fornecendo o valor em m.

Salt spray: um teste para se determinar a resistncia corroso do acabamento em ambientes salinos. conhecido como teste da nvoa salina. Consiste em uma mquina capaz de produzir uma nvoa com altos teores de umidade e percentuais de sal. A resistncia medida pela perda de peso da pea ou pela anlise visual (subjetiva).

Densidade: Existe uma alta associao entre a densidade e outras propriedades. Ento, a qualidade da pelcula poder ser quantificada pela sua determinao. O aparelho utilizado para a determinao o picnmetro. A densidade expressa em g/cm.

Gramatura: diz respeito quantidade mdia de produto que deve ser aplicada ao substrato por unidade de rea de superfcie, para que se consiga um filme homogneo e resistente. Esse parmetro tambm poder predizer consumo de produto e permitir intervenes diante do aplicador.

Moagem ou fineza da tinta: usada para determinar as dimenses dos pigmentos existentes no produto a ser aplicado. Tal propriedade permitir predizer a textura da superfcie acabada. O aparelho utilizado o grindmetro, que possui canaletas com variao da profundidade. O produto colocado na parte mais profunda da canaleta e raspado em direo parte menos profunda. Observa-se contra a luz a presena de pontos (pigmentos), que se posicionam em relao ao seu tamanho. O valor obtido encontra-se em uma escala lateral e expressa em mils.

Aditivos: conferem propriedades especiais mistura; como exemplo, temos:

Tensoativos: possuem a funo de evitar a precipitao e sedimentao de partculas.

Retardantes de secagem: reduzem a velocidade de reao dos componentes do produto, retardando sua secagem. Eles devem ser utilizados em casos especiais de alta temperatura, para os poliuretnicos de alta umidade e para os nitrocelulsicos.

Melhoradores: conferem maior resistncia pelcula, graas ao movimento de retrao e expanso da base (madeira ou derivados), em funo da variao do teor de umidade do mesmo.

Ponto de ingnio: a temperatura que, se ultrapassada,far com que o produto entre em combusto espontnea.

Ponto de fulgor: a temperatura pelo qual os produtos, quando aquecidos, desprendem os primeiros vapores, que se inflamam momentaneamente, quando em contato com uma chama. Esses dois ltimos itens esto relacionados segurana do operador e da fbrica como um todo e devem ser conhecidos, principalmente, pelos operadores fumantes, ou no caso de um reparo (conserto) dos equipamentos de exausto e insuflao da rea de aplicao.



Fundamentos da aplicao



Todos os fatores que influenciam o acabamento de uma pea de madeira esto relacionados superfcie ancoradora, ao prprio produto, s condies ambientais do setor de aplicao e aos mtodos de aplicao. Os pontos primordiais a serem observados na aplicao dos produtos para acabamento de madeira e seus derivados so descritos a seguir.



Umidade da madeira: a aplicao de uma pelcula de acabamento sobre a superfcie da madeira tende a funcionar como uma barreira, impedindo a troca de umidade ar/ madeira. Contudo, essa pelcula no totalmente impermevel, permitindo a troca de gua, alguns elementos, solventes, ou outros. Alm desse fato, a prpria aplicao no cobre 100% de todas as partes da pea, principalmente as juntas, as emendas, as esquadrias e as regies crticas, como fundos de gavetas.

Preparo da superfcie: esta etapa de primordial importncia para se obter excelentes resultados no acabamento da madeira. Normalmente, o filme de acabamento ou revestimento no elimina os defeitos, mas torna-os mais evidentes. Riscos superficiais ou imperceptveis em madeira ao natural podem se tornar ntidos aps o recebimento de acabamentos brilhantes.

Preparo do produto a ser aplicado: geralmente, todos os produtos de acabamento encontrados no mercado possuem um guia (bula) contendo as informaes necessrias para se poder executar as preparaes de forma adequada e correta. Contudo, como em toda preparao, seguir uma receita nem sempre leva a resultados esperados, alm de existir informaes que so suprimidas dos guias por no serem consideradas necessrias, como:

no misturar partes de produtos de dois ou mais fabricantes.

no introduzir acessrios de medio (colheres, copos,...) em dois ou mais tipos diferentes de produtos, sem antes proceder limpeza (lavagem e secagem) do mesmo.

somente executar a mistura na seqncia correta e em local limpo.

observar o tempo de espera entre a preparao e a utilizao.

observar a data de validade dos componentes e da mistura.

observar a necessidade de diluio.

observar a necessidade de filtrar a soluo, principalmente para solues com formao de precipitados no momento da mistura.

Local de aplicao: este item diz respeito s condies do ambiente e de limpeza na sala de aplicao e na rea destinada secagem. representado pelos seguintes fatores:

Luminosidade

Exausto

Insuflao

Umidade do ar

Temperatura

Circulao do ar.

A aplicao do produto de acabamento em madeiras pode ser executada de trs maneiras diferentes, que se baseiam no uso ou no de equipamentos e no tipo do equipamento utilizado.

A aplicao manual feita com pequenos instrumentos manuais. A qualidade da pelcula diretamente relacionada habilidade do operador e s condies de manuteno do instrumento utilizado. Em comparao aos processos que utilizam algum tipo de mquina, pode-se dizer que a aplicao manual produz uma pelcula de acabamento com melhor resistncia e durabilidade, pois o produto pressionado contra as cavidades intercelulares existentes na madeira, pela fora do operador, provocando um maior penetrao e ancoragem do produto.

Existem diversos instrumentos para a aplicao manual, entre eles a boneca. Consiste em um aplicador simples sob a forma de uma pequena almofada. Sua confeco baseada num pequeno pedao de estopa envolvido em um pano. Por causa de sua fcil construo e baixo custo, esse tipo de aplicador no deve ser reutilizado aps um turno de servio, pois ocorre a solidificao do produto remanescente na boneca, o que ir formar estrias na pelcula das prximas aplicaes. indicado para pequenas peas de variados perfis.

O pincel pode ser de cerdas sintticas ou naturais presas em um cabo de plstico ou madeira. A vida til desse tipo de aplicador bastante varivel em funo das condies de aplicao, habilidade do aplicador e tipo do produto e, principalmente, das tcnicas de limpeza e armazenamento do mesmo.

A trincha confundida com pincel, sendo a nica diferena a forma de aglomerao dos plos, que achatada com cantos arredondados.

Merecem os mesmos cuidados para limpeza e armazenamento que aqueles destinados aos pincis e cujos fatores influenciam a vida til e a qualidade das aplicaes posteriores, uma vez que evitam a formao de partculas slidas no interior dos plos, que iro riscar a superfcie da pea nas futuras aplicaes.

Os rolos, possuem um eixo central que permite seu movimento circular giratrio, sendo responsvel pela presso e espalhamento do produto sobre a pea de forma contnua. A vida til do rolo ,tambm, determinada pela maneira de aplicao e manuteno.



A aplicao manual mecnica executada com a utilizao de pequenas mquinas portteis, sendo manipuladas pelo operador. Geralmente esses equipamentos so na forma de um revlver pulverizador, que necessita de uma fonte para succionar e ejetar o produto. O revlver ou pistola de presso formada por duas agulhas presentes em dois orifcios cilndricos distintos, sendo um para sada de ar comprimido e o outro para a sada de produto. A regulagem do jato pulverizado o somatrio dos ajustes das duas agulhas, fato que define a qualidade da aplicao.

A aplicao mecnica executada por intermdio de uma mquina de grandes dimenses, em que o operador responsvel pela regulagem, comando de execuo e intervenes necessrias, quando algum fator do processo no est sendo adequado.



Autores: Jos Reinaldo Moreira da Silva; Paulo Fernando Trugilho; Lourival Marin Mendes (Professores do Departamento de Cincias Florestais. Universidade Federal de Lavras); Ricardo Marius Della Lucia (Professor do Departamento de Engenharia Florestal. Universidade Federal de Viosa - Viosa/MG)