MENU
Editorial
Exportaes
Manejo
Mercado - EUA
Mveis & Tecnologia
Painis
Qualidade
Qualidade
Transporte
Valor Agregado
E mais...
Anunciantes
 
 
 

REVISTA DA MADEIRA - EDIÇÃO N°84 - OUTUBRO DE 2004

Mveis & Tecnologia

Aplicao de tintas e vernizes exige cuidados

Ao se aplicar tintas e vernizes como acabamento de superfcie de peas de madeira, devem ser tomadas precaues que visam, em geral, utilizao eficiente destes produtos e segurana. importante quanto aos aspectos ambientais e de sade, relacionados s emisses oriundas de solventes e substncias txicas/perigosas para o meio ambiente e principalmente com relao ao contato direto com o homem na aplicao e no uso.

As tintas e vernizes contm solventes orgnicos que emitem vapores temperatura ambiente; por contato direto com a pele ou por inalao podem provocar alergias, queimaduras ou, aps inalaes repetidas, doenas respiratrias e leses pulmonares.

Na seleo e aplicao de um produto de acabamento recomenda-se o uso de produtos com princpios ativos ambientalmente saudveis. necessrio verificar as instrues escritas nas embalagens quanto s condies de armazenagem e boas prticas de manuseio durante aplicao, tais como, uso de EPIs e separao dos resduos slidos e lquidos. Tambm preciso verificar com o fabricante as orientaes para disposio do resduo gerado na aplicao e ps-uso, caso estas instrues no estejam disponveis na embalagem.

Alm do efeito protetor, o recobrimento tem uma importncia esttica, tornando mais atraente os artigos manufaturados, realando um conjunto de casas e seus interiores. Os recobrimentos superficiais foram agrupados em: tintas, vernizes e lacas.

Ao grupo das tintas pertencem os revestimentos slidos, relativamente opacos, aplicados em camadas finas, cujas pelculas so usualmente formadas pela polimerizao (segundo o dicionrio Aurlio: "Processo em que duas ou mais molculas de uma mesma substncia, ou dois ou mais grupamentos atmicos idnticos, se renem para formar uma estrutura de peso molecular mltiplo do das unidades iniciais e, em geral, elevado") de leos polinsaturados; ao grupo dos vernizes, os revestimentos transparentes como esmaltes, classificam-se como pigmentados; e o grupo das lacas compreende as pelculas formadas somente pela evaporao, entretanto, tal agrupamento vem sofrendo modificaes tendo em vista a introduo das resinas plsticas na indstria.

A qualidade tem sido uma preocupao das indstrias que vm aumentando os investimentos em pesquisas, visando melhores pigmentos, solventes ou formadores de pelcula, melhorando a formulao e aumentando a adaptabilidade dos processos de aplicao. Como conseqncias desses progressos, observa-se a reduo de custos, a diminuio dos riscos de incndio e dos efeitos danosos sade, com a obteno de revestimentos melhorados e de grande durao.

Apesar desta evoluo, os riscos decorrentes da utilizao e descarte de tais produtos ainda provocam grande preocupao tendo em vista os problemas que podem ocasionar sade humana e o meio ambiente.

Agentes nocivos

Os solventes derivados de petrleo e terebentina, inflamveis e capazes de produzir pneumonias qumicas, pela aspirao, alm de efeitos neurolgicos e sobre o trato gastrointestinal. De modo geral todos so considerados causadores de poluio atmosfrica, e podem causar alteraes comportamentais e psquicas temporrias.

As resinas geralmente vinlicas e alqulicas, utilizadas para dar propriedades coesivas (com coeso) s tintas. A toxicologia s evidenciada na ingesto em grandes quantidades, podendo ocorrer distrbios gastrointestinais.

Os pigmentos ou corantes, todos potencialmente txicos, pois incluem derivados de anilina e muitos metais pesados, como: chumbo, cobre, cdmio, cromo, prata, ferro.

A funo dos pigmentos no formar simplesmente uma superfcie colorida agradvel esteticamente. Eles tm a funo de refletir raios de luz destrutivos e, dessa maneira, ajudam a prolongar a durao de toda a tinta.

Em geral, os pigmentos devem ser opacos, a fim de que tenham um bom poder de cobertura, e quimicamente inertes, a fim de que tenham estabilidade e uma vida longa. Os pigmentos devem ser atxicos ou pelo menos ter uma toxidez muito baixa, no s para os pintores, mas tambm para os usurios dos recintos pintados.

Nos Estados Unidos e Europa o emprego de pigmentos base de cromo e chumbo na fabricao de tintas tem sofrido srias restries devido a toxicidade que apresentam quando ingeridos. Nas pinturas interiores, onde so empregados pigmentos amarelos, usam-se amarelos orgnicos para evitar-se a possibilidade de ingesto de chumbo ou cromo, por crianas que venham a ingerir pinturas de casa.

Dentre os processos de pinturas utilizados, o que oferece o maior risco de intoxicao ao aplicador e de contaminao ao ambiente circunvizinho o realizado por asperso, ou por pistola. Neste procedimento, a tinta se torna muito mais suscetvel contaminao de um indivduo por contato e inalao, e ao meio ambiente, atravs de transporte por ventos considerveis distncias. Desta forma este processo exige muito mais cuidados por parte das empresas e operadores.