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REVISTA DA MADEIRA - EDIÇÃO N°83 - AGOSTO DE 2004

Incndios

Preveno e controle de incndios florestais

Entende-se por incndio florestal todo fogo sem controle sobre qualquer vegetao, podendo ser provocado pelo homem (intencionalmente ou por negligncia), ou por fonte natural (raio).

Anualmente, aps as geadas, ocorre a estao seca, por um perodo crtico que se estende do ms de julho at meados de outubro. Neste perodo a vegetao torna-se suscetvel a incndios.

Os incndios florestais, casuais ou propositados, so causadores de grandes prejuzos, tanto no meio ambiente quanto ao prprio homem e a suas atividades econmicas. No perodo de 1983 a 1988 no Brasil, os incndios destruram uma rea de 201.262 hectares de reflorestamento, que representa aproximadamente 154 milhes de dlares para o seu replantio, fora o prejuzo direto.

As causas dos incndios podem variar bastante de regio para regio. No Brasil, h 8 grupos de causas: raios, queimadas para limpeza, operaes florestais, fogos de recreao, o ocasionado por fumantes, por incendirios, estradas de ferro e diversos.

Os incndios, devido principalmente s condies meteorolgicas, no ocorrem com a mesma freqncia durante todos os meses do ano. Pode haver tambm uma variao das pocas de maior ocorrncia de incndios entre as regies do pas, devido s condies climticas ou s diferenas nos nveis de atividades agrcolas e florestais. Da mesma maneira, os incndios no se distribuem uniformemente atravs das reas florestais. Existem locais onde a ocorrncia de incndios mais freqente, como por exemplo os prximos a vilas de acampamentos, margens de rodovias, estradas de ferro, proximidades de reas agrcolas e pastagens.

A proteo das florestas, bem como a de povoamentos florestais, torna-se eficiente quando existe um planejamento prvio das atitudes e atividades a serem tomadas ou implementadas nas diferentes situaes que podem apresentar. Quanto ao controle de incndios florestais, o processo preventivo tem se mostrado como o de maior eficincia, atravs de aceiros manuais e mecnicos, gradagens internas ao povoamento e um bom sistema de vigilncia; este, muito praticado entre empresas florestais vizinhas, num sistema de cooperativismo.

Planos de Proteo

necessria a observao de vrios fatores existentes na rea em questo:

O problema do fogo na unidade a ser protegida.

Os aspectos fsicos da rea.

Causas mais freqentes de incndios, pocas e locais de maior ocorrncia, classes de material combustvel e delimitao de zonas prioritrias so informaes indispensveis para a elaborao de um plano. Este plano deve incluir as aes propostas para a preveno, deteco e combate aos incndios e o registro sistemtico de todas as ocorrncias.

Classes de Combustvel

Os tipos de vegetao influenciam de maneira significativa no potencial de propagao dos incndios.

Os mapas de combustvel, ou cartas de vegetao, permitem prever as reas nas quais o fogo apresenta maior risco de propagao.

Zonas Prioritrias

preciso definir as reas que devem ser prioritariamente protegidas, embora todas as reas sejam de grande importncia. reas experimentais, pomares de sementes, nascentes de gua, reas de recreao, instalaes industriais e zonas residenciais so exemplos de reas prioritrias.

Plano Operacional

a) Preveno

A preveno dos incndios florestais envolve, na realidade, dois nveis de atividades, a reduo das causas (atravs de campanhas educativas, legislao especfica e medidas de controle) e a reduo do risco de propagao, que consiste em dificultar ao mximo a propagao dos incndios que no forem possveis de evitar. Pode ser feito atravs da construo de aceiros, da reduo do material combustvel e da adoo de tcnicas apropriadas de silvicultura preventiva.



b) Deteco

a primeira etapa do combate a um incndio. Pode ser fixo, mvel ou auxiliar, dependendo das condies locais e da disponibilidade de recursos da empresa responsvel pela proteo da rea.

A deteco fixa feita atravs de pontos fixos de observao, torres metlicas ou de madeira. A altura da torre depende da topografia da rea e da altura da floresta a ser protegida. As torres so operadas por pessoas ou por sensores automticos base de raios infravermelhos, que detectam o incndio devido diferena de temperatura entre o ambiente e a zona de combusto.

A mvel feita atravs de operrios a cavalo, em veculos ou em aeronaves leves. O patrulhamento areo indicado para reas muito grandes, de difcil acesso.

A auxiliar exercida voluntariamente, por pessoas que no esto ligadas diretamente ao sistema de deteco. Quando bem conscientizadas, atravs de programas educativos, as pessoas que vivem nas imediaes ou transitam pela floresta podem comunicar a existncia de focos de incndio.

Passos bsicos na deteco dos incndios:

Comunicar pessoa responsvel pelo combate todos os incndios que ocorrerem na rea protegida, antes que o fogo se torne muito intenso, de modo a viabilizar o combate o mais rpido possvel; o ideal cumprir este objetivo em no mximo 15 minutos aps iniciado o fogo.

Localizar o fogo com preciso suficiente para permitir equipe do combate chegar ao local pelo acesso mais curto, no menor intervalo de tempo possvel.

c) Combate

Equipes treinadas, equipamentos adequados, mobilizao rpida, plano de ataque j estabelecido - o necessrio para proceder um combate eficiente.

Os equipamentos, incluindo as ferramentas manuais, devem ser de uso exclusivo no combate aos incndios florestais. O tipo e a quantidade de equipamentos para o combate a incndios depende de vrios fatores, tais como: caractersticas locais, tipo de vegetao, tamanho da rea, nmero de equipes e disponibilidade financeira.



d) Ocorrncias Com base nesses registros que se pode obter informaes sobre causas, pocas e locais de ocorrncia, tempo de mobilizao, durao do combate, nmero de pessoas envolvidas, equipamento utilizado, rea queimada, vegetao atingida e outros fatores.

Fonte: Romildo Gonalves da Silva - Ibama