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REVISTA DA MADEIRA - EDIÇÃO N°82 - JULHO DE 2004

Recursos Humanos

Mudana na gesto de pessoal tendncia de mercado

Muitas empresas fracassam em seus planos de treinamento por no cuidarem da complementao entre capacitao e motivao ou por impor um tipo de qualificao que no absorvido. o momento de repensar os processos para gerar um sistema funcional.

Vrios debates em torno do tema recursos humanos reconhecem a necessidade de uma significativa mudana de posicionamento empresarial nas ltimas dcadas. Com o desenvolvimento tecnolgico as organizaes passaram a necessitar de colaboradores com maior capacidade intelectual e motivao. Alm de especializao e noes em diferentes reas os novos profissionais precisam ser flexveis e estar em constante aprimoramento. Estes talentos, como so chamados, valorizam o ambiente de trabalho e os benefcios tanto ou mais que o salrio, fator que exige reflexo por parte da administrao da empresa em relao as condies para manter o profissional motivado. Assim, mudam as formas de conduzir o departamento de RH, cujo prprio nome j passa por reciclagem.

Elevado da categoria de "recurso" para a plenitude de "ser" humano, o profissional passa a ser encarado de forma diferente nas empresas mais modernas. Em cada rea de atuao, o gerenciamento assume caractersticas prprias. O executivo deixa de ser um definidor de estratgias, e passa a ser um facilitador da emergncia de propsitos institucionais compartilhados. No existem mais regras gerais para gesto de pessoas, sendo necessrio um estudo para cada empresa, detalhando os diferentes setores.

O gerente deixa de ser um mero chefe, e passa a ser lder e um facilitador de recursos para o trabalho da equipe ao invs de um mero observador. O indivduo passa a ter suas necessidades de estmulo e motivao mais focadas pela organizao. preciso percepo, por parte das empresas, para ver que alm de exigir preciso prover condies para o alcance das metas. E estas condies dependem de diferentes fatores de acordo com o objetivo de cada organizao. Uma anlise aprofundada pode trazer resultados surpreendentes, desde que o todo seja preparado para as modificaes necessrias.

Equilbrio

Em tempos de mudanas significativas para as empresas, as pessoas que se destacam, no ambiente empresarial competitivo, so aquelas com maior capacidade de adaptao. A atuao de cada um depende de motivao, que uma mistura de vontade prpria com estmulo externo. A empresa pode oferecer estmulos, facilitar o trabalho, gerenciar um ambiente favorvel, retirando ao mximo os obstculos realizao das metas. Mas no h como interferir na vontade de cada um. preciso propiciar uma sintonia entre a capacidade e a vontade para colher resultados.

Mas os bons resultados no dependem apenas de pessoas motivadas. preciso que as pessoas estejam capacitadas para as tarefas. Isso significa alavancar os fatores de gerncia, as competncias tcnicas, a abordagem inovadora, a predisposio para a qualidade.

Existem dois aspectos prioritrios a serem considerados. Aquilo que pode ser planejado e provido pela empresa, em termos de oportunidades de treinamento, intercmbio e aprendizado e aquilo que depende do esforo individual, na busca da criao e aproveitamento das oportunidades.

No todo preciso equilbrio. Assim como a ausncia de treinamento, de reciclagem e de informao um obstculo para a capacitao e tambm para a motivao, os investimentos macios em cursos e seminrios no garantem a formao de tcnicos e gerentes mais capacitados. Muitas empresas tm fracassado em seus planos de treinamento, justamente por no cuidarem da complementao entre capacitao e motivao.

A promoo das pessoas na organizao, a indicao para cargos gerenciais, o acesso camada executiva, a premiao e participao nos lucros, so mecanismos normalmente desperdiados nas organizaes. Os benefcios precisam estar relacionados com desafios que resultaram em maior produtividade. Caso contrrio, se recebidos automaticamente, no sero valorizados. Ocorre muito dos colaboradores reclamarem do baixo valor de um prmio que nem teria a obrigatoriedade de existir. O ideal relacion-lo com metas individuais, ento ser recebido como prmio, alm de gerar competio com a equipe, o que motivador.

Assim como no treinamento, no basta analisar um conjunto objetivo de caractersticas profissionais. preciso gerenciar o momento motivacional, o clima organizacional, e as relaes culturais entre os grupos.

muito comum que empresas promovam excelentes tcnicos para cargos gerenciais burocratizantes, onde s h imobilizao e desperdcio de talento. comum desbalancear a avaliao entre esforo e resultado, e subestimar as relaes inter e intra-grupais , nos processos de premiao e distribuio de lucros. A maioria das empresas no considera as relaes informais - muitas vezes, as nicas que funcionam efetivamente - nos processos de gesto de RH.