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REVISTA DA MADEIRA - EDIÇÃO N°80 - ABRIL DE 2004

Tecnologia

Opes para aproveitamento da madeira

O processo de finger-jointing (junta atravs de dedos) surgiu devido necessidade dos produtores de otimizar a matria-prima, que antes era simplesmente queimada na caldeira.

Muitas vezes, pequenos pedaos de madeira alocados entre ns ou outros defeitos, podem ser reaproveitados se individualizados e juntados novamente, de onde se pode ainda produzir outros produtos adequados a esta qualidade.

O sarrafo formado tem uma resistncia muito grande. Inclusive, se for quebrado o ponto de ruptura tende a ser na madeira ente as juntas, e no na junta em si.

Existem dois tipos principais de juntas: aquela aparente na lateral do sarrafo (onde olhando de cima se ver somente uma risca) e aquela que se tornar visvel na superfcie aparente do sarrafo (onde olhando de cima se vm os dentes da junta). Cada um servir um tipo de mercado e ter suas tecnologias especficas para ser feito.

Os sarrafos cuja junta estar na vertical geralmente so produzidos em linhas de alta capacidade, cujo intuito obter o mximo de produo, uma vez que o consumidor final estar adquirindo peas de madeira que se revertero na construo civil (forros, cercas, molduras, etc).

Os sarrafos com a junta aparente, so geralmente destinados a exigentes mercados (principalmente Europeu) consumidores de mveis. Estes mercados so caracterizados pelo estilo onde a madeira evidente, e o gosto por design diferenciado permite a utilizao de recursos como a "desproporo" oferecida pelo finger-joint. Alm disso, foca questes ambientais, muito consideradas nos pases de primeiro mundo.

Deve-se tomar muita cautela com a qualidade da junta dos sarrafos, pois se deixar pequenos vos entre os dentes, o material de acabamento (selador/laca/leo/cera) penetra nestes buracos, tornando a junta "visvel demais", indesejada pelos fabricantes. neste ponto que as diferentes ofertas de equipamentos no mercado se diferenciam e onde o comprador deve dar principal ateno.

Os equipamentos utilizados para a produo de sarrafos juntados com a vista "aparente" se caracterizam pelo sistema de transporte diferenciado, onde em vez de um a um, os blocos so agrupados em uma mesa de trabalho, e a fresagem ocorre durante a passagem da mesa em frente fresa.

Os dois sistemas oferecem linhas mais ou menos automticas, que dependero da necessidade produtiva de cada um.

Apesar de aparentemente simples, este processo exige alta qualidade das mquinas. importante que apresentem boa robustez, para que vibraes e o constante trabalho no afetem o equipamento, alterando a sua qualidade de acabamento e trazendo manuteno excessiva.

Linhas automticas para juntas na lateral podem atingir capacidades de at 120 peas juntadas por minuto. A produtividade das linhas que possibilitam o trabalho em ambos os sentidos (lateral e aparente) dependero das caractersticas dos "blocos serem juntados, e normalmente so expressas em ciclos/min.



Refilo de tbuas

At hoje no Brasil, esta uma fase do processo produtivo, que no considerada como prioritria ao se investir em tecnologia. Em contra-partida, esta justamente a fase que determinar se o produtor ir recolher mais ou menos madeira, dos troncos que tem disponvel.

Das toras que vo para a serraria sairo s tbuas e sarrafos que sero depois enviados s diferentes possibilidades de beneficiamento e uso. Para o desdobramento das toras, existem tecnologias que atravs da medio tica ou via feixes de laser, reconstituem a tora em computador. Atravs de uma combinao de diferentes consideraes, a serra corta o tronco em fatias que sero destinadas aos diferentes produtos a serem beneficiados. O acesso esta tecnologia presente nas principais feiras do setor, onde principalmente a Europa e EUA se destacam no domnio e oferta destes equipamentos.

O bsico, para se trabalhar com uma otimizao no refilo, ter um serra onde as ferramentas de corte se movimentam, de acordo com a instruo de um operador, ou programa. Normalmente, em larguras de trabalho standard (at 1 m de largura), pode se ter at 4 serras mveis.

Existem diferentes formas de se alimentar e otimizar os cortes. A maneira mais simples ter sobre a multi-serra um par de dispositivos laser, que projetam sobre a tbua um feixe, que auxilia o operador a posicionar a tbua. Um feixe mostrar onde est posicionada a primeira serra (fixa) e o segundo mostrar a movimentao e posicionamento da serra mvel.

Quando posicionada, aciona-se a alimentao e a tbua refilada de maneira otimizada. Com um dispositivo simples, pode-se ter at 4 serras mveis e um pequeno programa de armazenamento de dados, onde diferentes larguras pr-fixadas podem ser escolhidas, para posicionar as serras e cortando j as larguras desejadas. As serras mveis podem ter fixadas em seus conjuntos outras serras fixas, que iro tambm cortar a lateral remanescente dentro de larguras tambm pr-determinadas (ajustadas manualmente sobre o eixo da serra, atravs de anis distanciadores).

Alm de se posicionar respeitando as larguras pr-determinadas, o operador pode movimentar a serra mvel com espaamento em mm ou cm. Verses com somente a funo de movimentar a serra (sem programa de armazenamento de dados) so disponveis tambm. A produtividade oferecida por um conjunto similar ao descrito em torno de 16-18 tbuas por minuto.

Outra forma mais avanada para otimizar o refilo das tbuas atravs de um transportador transversal onde s tbuas passam por uma barreira de lasers, que iro medir sua forma em vrios pontos de seu comprimento. A conicidade definida, permitindo ao computador de reproduzir no programa exatamente a tbua que est sendo trabalhada.

De acordo com a forma, dispositivos especiais posicionaro a tbua de maneira que ela fique alinhada da melhor maneira possvel, evitando sobras que no possam ser reaproveitadas.

Respeitando uma lista de medidas de larguras pr-determinadas pela produo, o programa posicionar as serras. Assim o refilo ser feito da maneira mais rentvel possvel; o corte dos sarrafos ser feito respeitando as larguras desejadas, de acordo com uma srie de possibilidades de otimizao (parcial, por qualidade, por valor, por prioridades).

possvel inclusive obter-se o corte com qualidade "glue line", podendo-se colar painis sem a necessidade de plainar os sarrafos novamente (para isto a tbua ter que estar seca, dentro das condies favorveis ao processo de colagem de painis).

O fato das conferas terem uma base mais larga que a ponta (conicidade), traz diferentes possibilidades de se otimizar o refilo. Pode-se alinhar a tbua pela lateral, ou pelo centro (respeitando o desenho da madeira). Isto determinado atravs da programao da mquina, tendo-se as duas possibilidades para serem utilizadas de acordo com a necessidade do momento. Tudo isto pode ser instalado em linha com a serra-fita.

Fonte: Placage