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REVISTA DA MADEIRA - EDIÇÃO N°80 - ABRIL DE 2004

Lminas

Produo de lminas decorativas produzidas por faqueamento

A laminao no se constitui uma inveno moderna. Este processo produtivo de obteno de lminas de madeira iniciou-se no Antigo Egito, h cerca de 3000 anos a.C., e se destinava confeco de peas de mobilirio pertencentes aos reis e prncipes (Albuquerque, 1996). A primeira mquina a produzir lminas contnuas, por faqueamento de toras em torno desfolhador, surgiu em 1818; entretanto, nos Estados Unidos, existe uma patente de torno laminador de 1840 concedida a Dresser e, na Frana, outra, concedida a Garand, em 1844. Neste processo, as toras possuam, normalmente, 2m de comprimento e a velocidade de laminao situava-se na faixa de 4 a 5 m/min.

O processo de laminao passa por algumas fases, tendo incio na preparao das toras com o descascamento, seccionamento e aquecimento e, posteriormente, seguem-se o desenrolamento ou faqueamento das toras em lminas, o transporte, a guilhotinagem e a secagem.

No torneamento a tora descascada colocada em um torno rotativo, onde as lminas so produzidas por desenrolamento. J a lmina faqueada a obtida a partir de uma tora inteira, da metade ou de um quarto da tora; esta presa nos lados para que uma faca do mesmo comprimento seja aplicada sob presso, produzindo assim fatias nicas. Essas lminas possuem desenhos atraentes e por isso possuem maior valor comercial.

O principal uso de lminas de madeira como matria-prima para indstrias de compensados, cujos painis so destinados construo civil, fabricao de mveis, pisos e embalagens. As lminas so utilizadas tambm na fabricao de fsforos e suas embalagens, palitos para sorvetes, revestimentos de mveis e outras superfcies.

O objetivo deste trabalho fornecer informaes bsicas, ao produtor de lminas, de como estimar a quantidade de lminas que poder ser produzida e tambm a rea da lmina de acordo com o comprimento da faca. Este procedimento fornece subsdios ao produtor que permitem planejar, de maneira mais precisa, a sua produo e, consequentemente, a comercializao das mesmas.

No processo de faqueamento, o rendimento dependente do dimetro da tora, uma vez que a tbua residual uma constante dependente da tecnologia do equipamento, normalmente este valor de 15mm. No entanto sistemas modernos de garras vcuo permitem o faqueamento at valores em torno de 4mm. Um artifcio que pode ser usado a colagem de uma tbua de madeira de menor valor comercial, neste caso todo o bloco pode ser faqueado.

RESULTADOS

Atravs dos dados de dimetro (cm) e espessura(mm) obteve-se o nmero de lminas e a rea da lmina.Com os dados de dimetro obteve-se a largura do bloco central onde foi retirado a tbua residual(15mm), e o resultados obtidos foram divididos pelas espessuras(1mm;1,1mm;1,2mm;1,3mm;1,4mm) obtendo-se assim o nmero de lminas produzidas.

Nmero de lminas produzidas em funo do dimetro da tora e espessura das lminas.

Com os dados de dimetro(cm) e comprimento da faca(3m;4,1m;5,2m) pode-se obter um valor estimado da rea das lminas.

As equaes observadas no grfico 1, estimam o nmero de lminas para os diferentes dimetros das toras; Y1, Y1.1, Y1.2, Y1.3 e Y1.4 correspondem ao nmero de lminas de acordo com cada espessura.

No grfico podemos observar a rea da lmina em funo dos diferentes comprimentos da faca (3m; 4,10m e 5,2m) e nos diferentes dimetros.

Atravs das equaes obtidas no grfico 2 podemos estimar a rea da lmina para cada dimetro, variando de acordo com o comprimento de cada faca. As equaes Y3, Y4.10 E Y5.20 representam respectivamente as reas das lminas para 3, 4.1 e 5.2 m de comprimento das facas.

Conclu-se que atravs das equaes obtidas pode-se determinar o nmero de lminas e a sua rea possibilitando ao produtor uma maneira prtica de estimar sua produo utilizando o dimetro da tora.



Lourival marin mendes Professor Adjunto DCF/UFLA, lourival@ufla.br

Graciane anglica da silva Mestranda em Engenharia Florestal DCF/UFLA, gracianeas@hotmail.com

Isaias fernandes dos santos Aluno de Graduao em Engenharia Florestal DCF/UFLA

Fbio akira mori Professor Adjunto DCF/UFLA, lourival@ufla.br

Jos reinaldo moreira da silva Professor Adjunto DCF/UFLA, lourival@ufla.br