Organizadores avaliam que mais de 20 mil pessoas visitaram a feira de móveis e artesanato
Mais de 20 mil pessoas visitaram o Equinócio 2003. Com o aumento do número de expositores e de participantes estrangeiros, o evento mostrou para o Brasil e para outros países que temos potencial e que na Amazônia podemos produzir bem. Considerando que o desenvolvimento da Amazônia passa também pelo aproveitamento da madeira, o Amapá apresentou em seus produtos, feitos a partir de uma grande diversidade de madeira e com total aproveitamento, a marca da Amazônia.
Amapá, Pará, Amazonas, Acre, Rondônia, Roraima, Mato Grosso e Maranhão foram os estados expositores da feira da sétima versão do Equinócio – Rodada Internacional de Negócios. Móveis e artesanato vieram dos oito estados e foram vendidos para empresas de outros estados do país e representantes de 12 países da Europa, América do Norte e América Central.
Mais de 250 micro e pequenas empresas e algumas cooperativas dos municípios de Macapá, Santana e Laranjal do Jari compõem a indústria moveleira do Amapá, a mais importante do Estado. Em sua maioria, as empresas trabalham com madeira sólida, produzindo móveis sob encomenda para o mercado local, com pouca tecnologia e muitas vezes utilizando o processo artesanal. Mas estão em pleno processo de reestruturação, procurando vencer os limites do desenvolvimento através da melhoria do sistema produtivo e da administração empresarial.
A Associação Brasileira da Indústria do Mobiliário – Abimóvel apresentou o Programa de Qualidade e Produtividade do Setor Moveleiro do Brasil. É a primeira vez que a Abimóvel, que tem sede no rio Grande do sul e trabalha basicamente com moveleiros daquela região, volta sua atenção para o potencial moveleiro do norte do país. A idéia fundamental do Programa é avaliar o padrão técnico dos produtos, com a finalidade de lhes imprimir um selo de qualidade.
O projeto Cara Brasileira, do Sebrae Nacional, também foi apresentado, durante o seminário “Estratégias de Crescimento para o Setor Madeira/Móveis e Artesanato”.
PNQM com garantia internacional
O Programa Nacional de Qualidade da Madeira (PNQM), ao qual os preservadores contribuem tecnicamente por meio de sua Associação, agora tem garantia para produto no mercado internacional. A Associação Brasileira da Indústria da Madeira Processada Mecanicamente (Abimci) que lidera o programa assinou acordo com a européia BM Trada, certificadora especializada em testes de madeira.
O acordo permitirá ao PNQM emitir marca de conformidade – CE Marking – para produtos brasileiros de madeira. O selo passa a ser exigido em abril próximo, para exportação de madeira de uso estrutural. Segundo o presidente da Abimci, Odelir Battistella, o acordo viabilizará exportações de madeira brasileira para um mercado importante que é a Comunidade Européia, reafirmando a seriedade do PNQM no meio internacional.
Laboratórios credenciados realizarão os testes de produtos no Brasil. Os fabricantes terão seus custos reduzidos com os ensaios locais, numa diferença que pode chegar a 60%. Hoje, no Brasil, participam do PNQM 74 empresas. São 21 de compensado de pinus, 34 de compensado de madeira tropical, oito de portas e 11 fornecedores. Entre janeiro e agosto de 2003, cinco países europeus responderam por 49,4% das exportações brasileiras de compensado de pinus. São eles: Bélgica, Reino Unido, Alemanha, Itália e Irlanda. O movimento no período foi de US$ 93,5 milhões.
Março 2004 |