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REVISTA DA MADEIRA - EDIÇÃO N°77 - NOVEMBRO DE 2003

Produo

Brasileiro precisa produzir mais para competir

Com tecnologia de ponta e programas de treinamento eficientes, os pases desenvolvidos conseguem rendimento superior ao Brasil em menos horas trabalhadas

Um levantamento da Organizao Mundial do Trabalho (OIT), divulgado recentemente, indica que o brasileiro trabalha mais horas do que os trabalhadores na Frana ou na Alemanha, mas produz aproximadamente um quarto do que eles produzem. O desequilbrio pode estar relacionado com o poder de aquisio tecnolgica.

O documento mostra uma queda de 0,2% da produtividade dos brasileiros entre 1980 e 1999 enquanto a Colmbia, um pas que sofreu os efeitos de um conflito interno, teve um crescimento de 0,9% no mesmo perodo. Os nmeros indicam que a produtividade brasileira inferior a de pases mais desenvolvidos nos setores do comrcio, indstria e agricultura.

No setor de comrcio, por exemplo, o Brasil registrou uma queda de produtividade de quase 40% de 1980 a 1996. No setor industrial, a OIT destaca que a diferena entre Brasil e Mxico, por um lado, e entre Brasil e os Estados Unidos, por outro, se ampliou substancialmente.

O Brasil e outros pases em desenvolvimento tambm tiveram baixa produtividade em 2002 no setor da agricultura, onde o acesso a novas tecnologias parece ter um papel crucial. O documento indica, por exemplo, que a produtividade de um trabalhador agrcola nos Estados Unidos , em mdia, 650 vezes maior do que de um no Vietn.

De acordo com a OIT, porm, em pelo menos dois setores, transportes e comunicao, houve um crescimento da produtividade brasileira entre os anos 80 e 90. Em 1980, o trabalhador brasileiro nesses setores produzia, em mdia e em um ano, um valor equivalente a US$ 12 mil. Em 1996, esse valor era de US$ 16,9 mil.

O relatrio da OIT indica que os trabalhadores dos Estados Unidos foram os mais produtivos do mundo em 2002 principalmente devido ao fato de eles terem trabalhado mais horas por dia e terem tido menos feriados. A produo por pessoa nos Estados Unidos foi de cerca de US$ 60,7 mil no ano passado, contra US$ 54,3 do pas que mais produziu na Europa, a Blgica, ou US$ 14,3 mil do Brasil.

Os americanos teriam trabalhado no ano passado uma mdia de 1.825 horas aproximadamente o mesmo que os trabalhadores japoneses, enquanto nos pases europeus a mdia variou de 1,8 mil a 1,3 mil horas. No entanto, a produtividade por hora dos trabalhadores de trs pases europeus Blgica, Noruega e Frana maior que a dos americanos.

O relatrio da OIT tambm indica que a produtividade americana tem crescido duas vezes mais rpido do que as de trabalhadores da Europa e do Japo nos ltimos sete anos. O crescimento teria duas explicaes. Uma delas seria a facilidade do acesso dos trabalhadores americanos s tecnologias da informao e de comunicao, o que cria condies para mais produo. A segunda explicao que, com o acesso tecnologia, as empresas tambm podem ter um crescimento nas vendas do atacado e no varejo e ter mais acesso ao mercado de capitais.

Clculo

A pesquisa revelou ainda que o nvel de produtividade por trabalhador aumentou, passando de 1,5% na primeira metade da dcada de 90 para 1,9% na segunda metade. Grande parte deste crescimento ficou concentrado nas economias industrializadas, como Estados Unidos e pases da Unio Europia, e em alguns pases da sia (China, ndia, Paquisto e Tailndia). Na frica e nos pases da Amrica Latina, os dados da OIT mostram declnio nos nveis de produtividade desde 1980.

Segundo a OIT, o clculo da produtividade por trabalhador tambm leva em conta a questo econmica, como desvalorizao da moeda e crise no pas. Esses so os pontos que podem ter prejudicado o Brasil na avaliao por empregado.

Em 2001 (dado mais recente da OIT), o brasileiro produziu US$ 14,3 mil em 2001, contra os US$ 60.728 de um norte-americano. No entanto, embora a produtividade do norte-americano tenha aumentado, as horas de trabalho diminuram, passando de 1.834 em 2000, para 1.825 em 2002, conforme citado anteriormente. J os coreanos renderam US$ 33,8 mil.

O brasileiro tambm leva desvantagem produtiva em relao aos colegas da Amrica Latina. A produtividade anual do argentino, no auge da crise, chegava a US$ 22 mil. Os chilenos tambm rendiam mais - US$ 28,4 mil - e os colombianos, US$ 15,7 mil. Em alguns setores, como transporte e comunicao, a produtividade do brasileiro aumentou, e passou de US$ 12 mil em 1980 para US$ 16,9 mil em 1996. No comrcio, houve queda de produtividade em quase 40% entre 1980 e 1996.

Se for calculada a produtividade por hora de trabalho, a liderana no mundo da Noruega, onde um trabalhador rende US$ 38 por hora. Os franceses tambm ultrapassam os americanos, com mdia de US$ 35 por hora de trabalho. Nos EUA, um trabalhador produz US$ 32 por hora. No Brasil, essa mdia de US$ 7,8 - valor que se manteve praticamente inalterado nos ltimos 20 anos. Se a produtividade no foi alterada, a parcela da populao empregada teve queda no pas. Segundo a OIT, em 1980 o Brasil tinha ndice de desemprego de 2,8%.

A produtividade do chileno - a melhor da Amrica Latina - corresponde a 50% da obtida por um norte-americano. A de brasileiros e colombianos no chega a 25%. Na Espanha e na Itlia, por exemplo, os trabalhadores tiveram ndices superiores: de 70% e 80%, respectivamente. A produtividade mdia atingida pelos pases da Unio Europia foi de US$ 43 mil.

Para melhorar a produtividade, a empresa precisa rever todos as etapas da cadeia produtiva, uma das mais importantes a comunicao interna. deste item que surge o processo da chamada tecnologia da informao, que articula a comunicao da empresa com todos os seus pblicos.

Para o Psiclogo organizacional Alberto Pirr Ruggiero, que especialista em gesto de pessoas no basta ter uma equipe de grandes talentos altamente motivados. Se ela no estiver bem informada, com seus integrantes se comunicando adequadamente, no ser possvel potencializar a fora humana da empresa. A comunicao interna, nesse sentido, algo prioritrio que deve merecer, principalmente por parte da cpula da empresa, grande ateno.

O especialista diz que a comunicao efetiva s se estabelece em clima de verdade e autenticidade. Caso contrrio, s haver jogos de aparncia, desperdcio de tempo e, principalmente, uma "anti-comunicao" no que essencial/necessrio. Porm, no basta assegurar que a comunicao ocorra. preciso fazer com que o contedo seja efetivamente aprendido para que as pessoas estejam em condies de usar o que informado.

Comunicao a nveis timos na empresa pressupe tambm que as pessoas tenham competncias refinadas (habilidades interpessoais em termos de atitudes humanas, posturas, capacidade de ouvir, de expresso). Neste sentido, no adiantaria dispor de informaes se as pessoas no esto preparadas para receb-las. Nos dias atuais, nos quais a velocidade crucial, a qualidade dessas competncias bsicas que assegura a melhor qualidade de comunicao, que tambm determinada fortemente pela adequao do momento em que ela ocorre.

A comunicao como elemento que contribui para a potencializao da fora humana fundamentalmente um processo interpessoal/humano. A tecnologia pode ajudar, contanto que ela potencialize o processo de interao, no o afastamento entre as pessoas.

Treinamento

Para exigir produtividade dos colaboradores preciso prepar-los para corresponder com as expectativas da empresa. Um treinamento eficiente ferramenta fundamental O psiclogo e consultor organizacional Jairo Martiniano conceitua treinamento como: habilitar pessoas em algo que ainda no sabem fazer ou mesmo em algo que no fazem to bem. O treinamento tem funcionado como a mais antiga ferramenta de aperfeioamento humano.

Atualmente, nas grandes empresas, esta misso j foi incorporada definitivamente como atribuio das lideranas organizacionais em todos os nveis. O treinamento deixou de ser um papel do setor de RH - que funciona, no momento, como apoio tcnico, formado por consultores especialistas no acompanhamento destas atividades - para ser algo fundamental na competncia gerencial.

A competitividade dos dias atuais trouxe mudanas no cenrio profissional, principalmente no papel do lder. Este passou a ser chamado de Coach (treinador), representando aquele que treina, desenvolve e acompanha. Mas, o que fazer quando encontramos dificuldade para exercer este "novo" papel? Ter na sala "refns" do seu treinamento, alm de no render, no agrega nada ao seu negcio e no possibilita que as metas sejam alcanadas.

perfeitamente visvel que profissionais com esta habilidade tm se destacado atravs dos vrios resultados positivos que emergem de uma equipe bem treinada. Este tem sido um desafio para os lderes atuais, que muitas vezes detm o conhecimento tcnico e at acreditam que so timos educadores, porm no enxergam o link imediato entre os resultados que so exigidos e o contedo que esto repassando para suas equipes de trabalho.

Muitas vezes, o aumento de rejeitos ou at mesmo um nmero expressivo de horas-extras, podem estar diretamente ligados falta de um treinamento simples, com uma boa parte terica e tambm com prtica no prprio local (on the job). Os operadores que saem de um treinamento tcnico